Divida as tristezas

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Ninguém é forte o tempo todo. As histórias tristes são inevitáveis. A tristeza nos ensina a dar valor à alegria. Nossas dores também precisam ser compartilhadas. Compartilhar, ser ouvido e acolhido, seja do jeito que for, é um meio para superar um momento difícil.

Achei importante escrever esse texto depois que uma pessoa querida comentou sobre o e-mail que criei (blogfaleaomundo@gmail.com) e fiz um post convidando os leitores a dividirem comigo suas histórias de vida. Ela me disse: “Pensei em escrever, mas só tenho histórias tristes para contar”.

Passei dias imaginando quais seriam essas tristezas. Algumas eu conheço. Foram realmente situações em que é preciso pensamento forte, fé e muito afeto da família e dos amigos para seguir em frente. Mas fiquei preocupada que outras tristezas sejam parte de seus dias e ela não procure ajuda, carregue tudo sozinha no coração.

As histórias tristes marcam tanto a nossa vida, podem de fato ser tão traumáticas, que talvez a gente custe a perceber a felicidade (que sempre existe). Por isso, é essencial compartilhar, dividir, contar tantas vezes quanto forem necessárias até ressignificar. Até se transformarem apenas em experiências que ficam no passado, sem atrapalhar o futuro.

A terapia ajuda muito. Digo isso graças a uns sete anos de divã. Primeiro, cinco anos direto. Depois, com intervalos e por motivos pontuais. É a melhor maneira que conheço para compreender o que vai na cabeça e no coração, a destrinchar o que nos leva a determinadas ações e reações. A outra possibilidade (que não exclui a anterior) é ter com quem contar. Familiares e amigos de extrema confiança para nos ouvir, apoiar e também mostrar quando estamos cometendo os mesmos erros ou insistindo em comportamentos recorrentes que nos são prejudiciais. Falando em voz alta o que muitas vezes não queremos admitir.

O e-mail blogfaleaomundo@gmail.com está aberto para todo tipo de história. Felizes e tristes. Sérias ou divertidas. Também para dúvidas, um “oi” ou só pra gente bater papo. Mas desde já, o essencial: nunca duvide que você pode reconstruir seu cotidiano. A dor chega sem aviso. Mas tem muita boniteza poderosa no caminho capaz de abrandá-la. De transformar o sofrimento em leve e distante lembrança.❤

Crédito da imagem: favim.com

Aquela boa e velha história de “faça sua parte”

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A sociedade anda uma vergonha, heim?! Um emaranhado de egoísmo, preconceito, ignorância e vaidade. Tudo aí, de bandeja e sem limites. Nas relações pessoais e profissionais. Nas falas de políticos que se aproveitam da insegurança para disseminação da cultura do medo e do ódio ao próximo. Na postura de quem só deseja salvar a própria pele, custe o que custar.

Sim, desde que o mundo é mundo a crueldade e suas vertentes existem. Não é novidade. Mas, uau, que tempos assustadores são esses em que com tanta informação à disposição para conhecer e refletir somos incapazes de nos colocarmos no lugar do outro, de exercer a empatia, de darmos as mãos para evoluirmos juntos?

Tem horas que fica difícil acreditar que ainda existam pessoas dispostas a criar e a impulsionar coisas boas. Mas existe! Ah, você pensou que esse seria um texto amargo, né? Não, não. Porque tem bastante gente em busca de dinâmicas mais saudáveis, generosas e que influenciem nossos dias de uma maneira positiva. Um pessoal empenhado em ajudar o outro a melhorar, a transformar realidades. Aquela boa e velha história de “fazer a sua parte”.

Vou dar dois exemplos recentes que conheci. O primeiro é o Migraflix (www.migraflix.com.br), uma plataforma de workshops culturais. Como diz o site dos caras, trata-se de um time formado por imigrantes, refugiados e brasileiros que “acredita em uma sociedade mais justa e inclusiva”, “que cada cultura é rica à sua maneira e que a troca de experiências é uma importante ferramenta de transformação.”

Basicamente, esse grupo de São Paulo teve a sacada de colocar imigrantes e refugiados para ministrarem cursos de gastronomia, arte e música de seus países. Os preços dos workshops são justos (entre R$ 70 e R$ 90), o público entra em contato com uma nova visão e aprende um assunto de seu interesse. Vai desde tango argentino até culinária síria, passando por caligrafia árabe e ritmos do Togo.

As aulas duram cerca de três horas. O valor é dividido em 80% para o imigrante-professor e 20% para manutenção do programa. É um projeto social sem fins lucrativos.

Outro grupo (do qual agora faço parte!) é o Toastmasters Brasil (www.brasiltoastmasters.com.br). Trata-se de uma organização educacional sem fins lucrativos da rede Toastmasters International, referência global em desenvolvimento de competências de liderança e comunicação, criada em 1924, na Califórnia, Estados Unidos. Atualmente, conta com mais de 332 mil membros no mundo e mais de 15 mil clubes em 135 países. Um poderoso networking.

Nesses quase cem anos, a Toastmasters International ajudou pessoas de várias origens a se tornarem confiantes diante de uma plateia. A missão da organização é empoderar as pessoas para se tornarem líderes e comunicadores mais efetivos.

Nas reuniões, que ocorrem a cada 15 dias, os participantes apresentam regularmente discursos pelos quais recebem feedbacks das lideranças dos clubes. A ideia é que os membros possam atingir seus objetivos em um ambiente que oferece apoio de maneira amigável e descontraída, focado na cooperação e, não, na simples competição.

Assim como o Migraflix, aqui há uma sacada: incentivar as pessoas a enfrentarem o medo de falar em público e de influenciar de maneira positiva o meio em que vivem, sem dizer a elas que precisam arrancar a cabeça de quem atravessar o caminho para vencerem, sobreviverem. Os valores do Toastmasters são: proatividade, comunicação, responsabilidade e alto padrão. Mas toda capacidade é tratada de uma maneira em que exista a colaboração.

Cada Toastmaster começa sua jornada com um discurso inicial. Durante as reuniões, aprende a contar suas histórias. Dá, recebe e aceita feedback. Além de se aprimorar, também faz novos amigos. Por ser uma organização sem fins lucrativos, a educação em liderança e comunicação da Toastmasters Brasil não cobra mensalidades. Apenas uma taxa semestral de valor infinitamente mais acessível (por volta de R$ 300) do que muito MBA que tem objetivo semelhante. Ao final de cada etapa são emitidos certificados.

Em tempos de desemprego em alta, necessidade de reciclagem e aperfeiçoamento profissional, é uma oportunidade interessante. Você pode visitar um dos clubes para conhecer como funcionam os encontros (no site estão os endereços e em breve novos serão abertos). Alguns são bilíngues (ótimo para treinar o inglês). E tem gente de vários países que estão no Brasil pelos mais diversos motivos! Ou seja, de quebra quem participa vive uma experiência de diversidade cultural.

Dois exemplos, cada um a sua maneira, provando que dá pra ser mais e melhor. Basta criatividade – e menos olhar para o próprio umbigo.

Crédito da imagem: site O Segredo

Medalha de ouro para as vitórias da vida

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A gente não acreditava no que via. A apreensão deu lugar ao encantamento. Sim! A festa de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 estava deslumbrante, emocionante e carregada de simbolismos. Mostrava, com elegância, alegria e colorido, o nosso melhor. Pedia união, paz e consciência – tão urgentes em dias de ódio gratuito em escala assustadora, preconceitos estúpidos, gente se achando cheia de razão e vindo à tona o pior do ser humano.

Fizemos bonito, então.
Pirei naquela pira olímpica de encher os olhos!

Rolou um alívio geral ao não nos vermos duramente criticados mais uma vez pelo mundo. Não que as razões não existam… São muitas. Mas a gente tava precisando desse afago aos olhos do planeta, vai? Nossa autoestima andava lá no pé, arrastada mesmo, envergonhada pelos nossos problemas socioeconômicos, políticos, as sempre gritantes diferenças sociais. E ainda as guerras de braços pela internet afora – nos lembrando que a ignorância e o desrespeito ao outro pode ir mais longe do que se imagina.

Foi lindo o show. Vão se provando lindos os jogos, marcados por histórias de superação inspiradoras. Muitas dando aquele tapa na cara de quem um dia achou graça em humilhar alguém. Enquanto escrevo esse texto, a judoca brasileira Rafaela Silva, 24 anos, comemora sua medalha de ouro, a primeira do Brasil. Em 2012, a atleta, que enfrentou a pobreza na infância, foi alvo de racismo e críticas após ser eliminada da Olimpíada de Londres.

E tem também quem é capaz de carregar medalha de ouro na categoria melhor ser humano. Na Olimpíada que traz a primeira delegação de refugiados, a história de uma menina de 18 anos aperta o coração. Antes de chegar aos jogos, a jovem nadadora síria Yusra Mardini nadou nas águas geladas do Mediterrâneo para não só salvar a própria vida, mas também a de outras 20 pessoas.

No ano passado, quando fazia a travessia por mar para chegar à ilha grega de Lesbos e fugir da guerra, seu barco começou a afundar em meio ao trajeto. Ela e sua irmã, que também sabia nadar, pularam no oceano e empurraram o barco com os refugiados durante três horas e meia até chegar em terra firme.

Vitórias sobre os obstáculos impostos pela realidade. Mas pode chamar de lugar mais alto no pódio da vida.

Crédito da imagem: Rio 2016

Escreve pra mim! :)

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Vem conversar comigo, me contar sua história, dividir experiências! Vamos trocar ideias sobre relacionamentos, desafios, perdas, alegrias e afetos! :) O FALE AO MUNDO Por Suzane G. Frutuoso agora tem também e-mail: blogfaleaomundo@gmail.com. Espero sua mensagem!❤ #boanoite

Causas, consequências e responsabilidades da violência contra a mulher

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A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), um marco no combate à violência contra a mulher no Brasil, completa dez anos em 7 de agosto. Por favor, não pare de ler esse texto já acreditando que você não tem nada a ver com isso. Tem sim. Homens e mulheres. Quem já agrediu, quem já foi agredida, quem nunca agrediu. Quem acha que nunca agrediu ou que nunca foi agredida (agressões verbais e emocionais também são violência, vale lembrar).

Porque a lei foi essencial para punir, salvar e colocar holofotes sobre uma condição considerada natural na sociedade durante anos. O homem tem poder. Logo, a mulher se submete, aceita. Tudo. Desde opressão, humilhação, até tapa na cara e ameaça de morte. A legislação, classificada como uma das três melhores do mundo na questão de gênero, escancarou: isso não é um direito masculino, não é um dever feminino e as consequências são graves, afetando gerações inteiras que enxergam na crueldade e na violência algo do cotidiano, reproduzindo tal banalidade em todas as suas demais relações e ações.

Já é claro quanto a noção deturpada de masculinidade que muitos homens carregam vem da infância. Não estou tirando a culpa de quem a tem, do tipo “coitado, age assim porque presenciou a violência dentro de casa, também foi vítima dela”. Não. Mas é uma realidade inegável. As pessoas reproduzem o que aprenderam. Alguns conseguem compreender que é errado e buscam ajuda psicológica para não entraram no mesmo ciclo vicioso no qual se viram ainda crianças. Não é, porém, um passo fácil no clássico universo de homem que é homem não chora, não é vulnerável, não é sensível.

É preciso reforçar sempre como a educação dos meninos, por décadas, deu a eles a ideia equivocada de que podem mais, são mais fortes, precisam conquistar, jamais fracassar, viver do status de vencedor – incluído aí uma bela mulher, “educada”, mas que não questione e não dê muito “trabalho”. Que não se sobressaia, mas seja um acessório que faça a ele brilhar mais.

A culpa, aqui, não só é dos pais, mas também das mães que reforçam esse imaginário de que eles são donos da verdade e das decisões, e que elas só devem “acompanhar”. Nenhuma relação verdadeiramente saudável e satisfatória se constrói sob tais termos.

Mas esse foi o “tradicional” durante décadas. Ainda o é para muitos casais. E quantas violações de direitos humanos já não foram cometidas ao longo da História em nome das “tradições”?

Temos, então, ainda um caminho razoável a percorrer que exige mudança de mentalidade e transformação de comportamentos. É possível. Quer entender melhor o que é a violência contra a mulher, suas causas, consequências e responsabilidades? Assiste os três vídeos nos links a seguir. São parte da série USP Talks, que levanta debates sobre temas atuais presentes na vida de todos nós.

As palestrantes são a pesquisadora Ana Flávia d’Oliveira, professora da Faculdade de Medicina da USP, e Silvia Chakian, promotora de justiça do Ministério Público de São Paulo. Elas são incríveis, didáticas e trazem dados alarmantes. Os dois primeiros vídeos são as explanações de cada uma, por 15 minutos. O terceiro são as respostas de perguntas da plateia.

Entre as informações que as especialistas expõem estão:

  • uma em cada três mulheres na cidade de São Paulo já sofreu algum tipo de violência, independentemente da classe social;
  • a violência sofrida pela mulher impacta diretamente seu desempenho profissional, tanto a violência enfrentada em casa quanto a emocional que pode estar presente no ambiente de trabalho;
  • o registro de mulheres com casos de depressão, síndrome do pânico e transtornos de ansiedade são maiores e estão muito mais ligados a agressões emocionais e físicas do que se imaginava;
  • elas demoram a pedir ajuda pensando na família, nos filhos; sofrem vários episódios de violência até romperem o silêncio, seja na justiça ou com amigos e familiares;
  • muitas mulheres e homens não entendem que estão sofrendo e praticando violência porque o contexto no qual cresceram e viveram sempre foi o mesmo que hoje reproduzem;
  • não há um perfil determinado do agressor; ele pode ser trabalhador exemplar, bom pai, sem vícios, nível socioeconômico e cultural elevados;
  • culturalmente os homens apresentam maior dificuldade em reconhecer fragilidades, a necessidade de cuidados médicos – imagine cuidados psicológicos; mas muitos têm real condição de compreenderem que suas atitudes são violentas e podem superar essa condição com ajuda de terapias.

Para terminar e deixá-los com as palestras do USP Talks explicando muito melhor do que eu seria capaz: não está a ninguém reservado o direito de julgar mulheres que não desejam ver os companheiros encarcerados ou se separarem deles. Relações de afeto não são desligadas pressionando um botão. Sim, muitas vezes há amor nesses relacionamentos. E o que elas esperam é que acabe a violência. Não o vínculo. É amplo, é complexo. Pare de criticar e ajude.

USP Talks Violência Contra a Mulher: Ana Flávia d’Oliveira
USP Talks Violência Contra a Mulher: Silvia Chakian
USP Talks Violência Contra a Mulher: debate

Crédito da imagem: Mete a Colher Rede de Apoio Entre Mulheres

Não vem fácil

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Gostemos ou não, apoiando ou não, a Olimpíada do Rio está aí, batendo na nossa porta. E você pode até torcer pra tocha apagar como uma espécie de “protesto” (?!) contra o Brasil, a corrupção, a economia, tudo. Não é realmente, nem de longe, nosso melhor momento. Mas não negue. Quando vemos um atleta se superando, subindo ao pódio, lágrimas no rosto cansado e extasiado, emociona. Muito. Principalmente, especialmente, porque se tem um pessoal que serve de exemplo pra todos nós de que vale a pena perseverar, buscar nosso melhor, lapidar nossos talentos e acreditar nas nossas capacidades, com certeza são os esportistas.

Suas medalhas e seus troféus brilham. Encantam. Impressionam. Mulheres e homens que se veem recompensados com a aura de heróis que simples mortais como eu e você conferimos a eles. Com razão! Há, porém, um preço. Claro! Sempre há. Temos que abrir mão de algumas coisas para alcançarmos outras. Pelo menos por um tempo. Não existe vitória, diploma, vida financeira estável, sonhos realizados sem algum tipo de esforço.

O que é e significa conquista, sem dúvida, pode variar de uma pessoa para outra. Pode ser uma promoção no trabalho pra você. Pode ser uma viagem bacana todas as férias pra mim. Pode ser o recorde mundial quebrado para o nadador. O que importa é que, se tem valor, se traz orgulho de si mesmo, não vem fácil. Requer dedicação, escolhas. Também apoio e compreensão daqueles que nos cercam são essenciais. E vamos apoiar e compreender quem amamos e criar um círculo virtuoso que volta essa energia bacana pra gente. Deixa pra lá quem só sabe te colocar pra baixo. Porque uma coisa é a crítica construtiva de quem deseja nos ver bem. Outra é quem não se acha bom o suficiente e precisa diminuir e abalar as pessoas pra se sentir com algum “poder”. Compreenda isso e separe as coisas.

Duas propagandas referentes aos Jogos Olímpicos são exemplos bonitos de que sim, vamos querer desistir muitas vezes, questionar se compensa o esforço, a pressão. Faz parte. Mas lá na frente vem a felicidade de perceber que deu certo. Aliás, tem muita propaganda bacana sobre os Jogos do Rio, heim?! Uma melhor que a outra! Olhem nesse link aqui: https://goo.gl/OxuaIE

Mas eu destaco a da Gilette, com as dificuldades que os atletas enfrentam para alcançar precisão e resultados (https://goo.gl/JMJ2tF). E também a propaganda da P&G, mostrando como as mães de atletas fizeram toda diferença, dizendo que eles eram capazes e que tudo ficaria bem (https://goo.gl/RuoIn6).

E se depois de assistir esses dois vídeos você ainda não tiver se convencido de que sim, é possível superar os obstáculos e transformar em verdade o que vai mais forte dentro do seu coração, vê esse aqui, ó: https://goo.gl/zT7IX5. Simplesmente, para de reclamar e crie um plano para que as coisas mudem e sejam o que você deseja. Chame os amigos para ajudarem, procure cursos que o permitam olhar para dentro de si e entender como melhorar, busque respostas na terapia. Faça as mudanças, seja uma versão melhorada de si mesmo. Não desista de você e dos seus sonhos. Os atletas provam que é possível. Não vem fácil. Mas chega.

Crédito da imagem: P&G

Seguir em frente

Hoje, logo cedo, li esse texto abaixo do psiquiatra americano Barton Goldsmith no site do jornal Estadão. Intitulado “Dez dicas para seguir em frente”, mostra que a vida, volta e meia, apronta com a gente. E pode ser difícil manter o curso das coisas, a esperança, a vontade de levar os planos adiante. Mas, como diz a primeira lição aí, não desista! Talvez seja necessário mudar padrões, comportamentos e entender profundamente o que está nos impedindo de concretizar algo importante. Jamais, porém, desista dos seus sonhos, sejam eles quais forem. Reproduzo aqui as dicas e o link para toda a matéria (http://goo.gl/4Voa5f). Pode nos ajudar a olhar pra dentro, ver o que falta (ou o que há em excesso!), elaborar os sentimentos e, finalmente, encontrar o que cada um busca. Uma boa lista para começar a semana com reflexão.

1. Não desista. Se parar, vai recomeçar em desvantagem. Seja num relacionamento, no emprego ou na vida, você é dono de suas escolhas. Pode até pensar em desistir, mas dê um jeito de ir em frente, mesmo que tenha de modificar um pouco seu comportamento.

2. Viva um dia de cada vez. Este mundo que nós mesmos criamos pode ser cruel. Ex-amantes se atacam e empresas demitem pessoas para aumentar os lucros. Há gente ruim que fica feliz ferindo os outros. Não deixe que isso o detenha. Tente agir na frente, e use o apoio de amigos e parentes.

3. Amor e prosperidade podem chegar quando não se espera, por isso esteja sempre pronto. Ninguém sabe com certeza o que o amanhã vai trazer. Já vi muita coisa mudar, para melhor, da noite para o dia. Mesmo que a felicidade demore um pouco, não desista. Prosseguir é melhor que se esconder do mundo.

4. Pensamento positivo. O mundo não é seu inimigo. Albert Einstein disse que “todos precisamos ver o universo como amigo”. São palavras de um grande homem que sabia mais da natureza das coisas que qualquer outro.

5. Siga no seu ritmo, porém não pare. Você pode ter apanhado da vida, mas não está necessariamente quebrado. Mesmo que tenha sofrido um trauma de virar a vida do avesso, se ainda tiver um coração batendo e algum fôlego sempre dá para se levantar.

6. Lembre-se de que você não está participando de uma corrida. Se for resolvendo um problema de cada vez, chegará a sua meta. Às vezes, claro, mesmo escalonando as tarefas as coisas podem ficar pesadas demais. Se for assim, sempre dá para descansar num fim de semana. Logo vai descobrir que esse trabalho de avançar para o próximo estágio da vida é gratificante, e começará a se sentir melhor.

7. Mesmo devagar pode se ir longe. A chave é continuar fazendo o que se começou. É mais ou menos como escrever um livro. No começo é só uma ideia, ou muitas, mas escrevendo uma página de cada vez você completará o livro e se sentirá muito satisfeito. Progredir é um santo remédio.

8. Entenda que a má fase pela qual está passando não vai durar para sempre. Infelizmente, há coisas sobre as quais nada podemos fazer, mas temos muito mais controle sobre nossas ações e estados de ânimo do que imaginamos. Sejam quais forem seus atuais problemas, sua obrigação é se manter forte para enfrentá-los. Fazer isso lhe dará mais estabilidade para ter sucesso em todas as áreas.

9. Acredite que vai conseguir. Se não acreditar, o insucesso pode se tornar uma profecia que se autorrealiza. Pesquisas mostram que mais de 80% de nossos pensamentos são negativos, e isso precisa ser mudado. Ao identificar os pensamentos “para baixo”, você pode começar a pensar mais positivamente, o que o fará sentir-se melhor consigo mesmo e frente à vida. Imagine-se com 80% de pensamentos positivos.

10. Aprenda a lidar com o desapontamento. Se ficarmos presos à Lei de Murphy, segundo a qual tudo vai dar errado, começamos a nos perguntar: então, para que tentar? A verdade é que até os mais bem-sucedidos às vezes se desapontam. Faz parte do jogo. O negócio é não deixar o desapontamento vencer. Nunca.

Barton Goldsmith, psiquiatra em Westlake Village, Califórnia, é autor de The Happy Couple: How to Make Happiness a Habit One Little Loving Thing at a Time (O casal feliz: como fazer da felicidade um hábito, de pouquinho em pouquinho). Tradução de Roberto Muniz.

Crédito da imagem: Estadão