Adaptação necessária aos sonhos mais caros

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Aí você vai lá e alcança aqueles sonhos bonitos. Sim, aqueles mesmos que um dia te fizeram sorrir sozinho(a) só de imaginar como seria legal conquistar. Que inspiraram. Que ajudaram até a acreditar em dias melhores. Pessoas melhores.

Mas há um detalhe a considerar (e nunca considerado): sonhos, quando se tornam realidade, despencam de categoria. Justamente do ideal para o real. É tapa na testa com um “acorda”.

Você está feliz porque, cara, deu certo. Na vida pessoal. Na vida profissional. Aquele passo na relação. Aquela guinada na carreira. A capacidade de juntar grana. A reforma da casa. Ou a compra da casa! Tanta coisa… Comemora mesmo. E se você transformou tudo o que desejava, se existe essa capacidade, sinal de que muito mais ainda está por vir.

Mas sonho que vira realidade, não adianta esperar o contrário, traz responsabilidade. Exige lidar com dificuldade, viver alguma dose razoável de estresse. Lidar com gente complexa e que não facilita. Com prazo curto. Com diferenças – do timing pra lavar a louça à estruturação de um método de trabalho. Inclusive questionamento. É isso mesmo? É desse jeito que eu quero? Posso fazer melhor? Posso jogar o dado de novo, voltar algumas casas para recomeçar? Posso desistir??!!

Pode. Sempre. Lembra da sua capacidade de transformação? Então. É essa mesma força que permitiu a você mudar tudo para melhor que também estará ao seu lado, se assim desejar, para tentar de novo, mudar mais uma vez.

Tenha em mente, apenas, que desafios são parte de todos os processos. Para amenizá-los um bom caminho é sempre contar com gente querida e leal, que coloca você pra cima, apoia, dá força, ajuda até no básico. Tipo, faz o supermercado, sabe? Que vibra junto com sinceridade quando vê seu caminhar cheio de luz e passos firmes, consistentes. Que não tá preocupado(a) em competir, mas somar; que não perde tempo tentando provar que você não é capaz, mas muito mais capaz do que sempre imaginou.

Cerque-se de bons corações. E a adaptação aos sonhos mais caros não exigirá um preço alto a pagar. Será apenas a validação de que esses sonhos carregam todo valor que você esperava.

Crédito da imagem: FotoSearch

Você não vai conseguir

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Não sou eu quem digo, amigos. O título desse texto é a frase preferida de gente que não enxerga além do próprio mundinho e precisa diminuir, com base em suas próprias frustrações, toda e qualquer tentativa de quem deseja mais para a própria vida.

Mas por que você tá sempre recomeçando?
Mas isso dá dinheiro?
Mas e aí vão te contratar por quanto tempo?
Mas alguém consegue realmente trabalhar de casa?
Mas quanto você já vendeu?
Mas você marca reuniões em cafés???
Mas as pessoas vão se interessar pelo que você faz?

Por trás do “mas” rola um desdém e um “você não vai conseguir”. Isso é um risco desnecessário. Isso é coisa de sonhador. Cadê a carteira assinada?

As pessoas, claro, têm personalidades diferentes e ninguém precisa se obrigar a tentar aquilo que deixa desconfortável demais. É legítimo querer o dinheiro pingando na conta, certinho, todo mês, sem sobressaltos. Assim como é legítimo acreditar na nossa capacidade de criar algo do zero, encontrar gente parceira que está na mesma sintonia e construir empresas/projetos que sim, podem falhar, mas também mudar para melhor uma parte considerável da sociedade.

Pode ser que não dê certo. Porém, não porque alguém disse que não daria. Simplesmente porque é parte do jogo. O outro lado é que pode ser tudo ou até mais do que a gente esperava. E não é difícil imaginar que seja assim. Basta focar naquele tanto de pessoas que abrem um sorriso quando você conta sua ideia, dão a maior força e ajudam a encontrar os caminhos para as soluções que você precisa.

Você não vai conseguir. Mas isso só se torna uma verdade se você deixar. ❤

Crédito da imagem: blog Mulheres de Sucesso Fazem a Diferença

Melhora-te a ti mesmo

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Não tem desculpa: você sempre pode aprender mais, melhorar, adquirir conhecimento. Tanto para abrir a mente quanto para se tornar uma pessoa mais interessante. E competitiva (ponto chave em época de desemprego em alta). Sim, sempre existe AQUELE curso que a gente queria fazer. Só que agora não dá, tá caro, fora de cogitação? Lida com a realidade e busca os cursos, palestras e workshops gratuitos. Tem muita coisa boa rolando na internet e você só precisa reservar um período do seu dia (semana, que seja) para assistir.

Uma das plataformas mais legais que surgiram nos últimos tempos foi o TEDTalks, cujo slogan é “ideias que merecem ser espalhadas”. Se trata de uma série de vídeos de palestras com especialistas das áreas de educação, negócios, ciências, tecnologia, criatividade, entre outras. Geralmente são curtas, mas impactantes na originalidade, sensibilidade e capacidade de apresentar algo visionário. Por vezes bem simples. Que poucos (ou ninguém!), no entanto, compreenderam antes.

Abaixo, uma lista de sites bacanas com conteúdo muito útil e inspirador. E paga zero. Uma boa maneira de começar o ano, antenado e preparado para os desafios da vida e para ter um olhar que vai além do nosso mundinho já batido. Quem tiver outras dicas além dessas, manda, por favor! Obrigada! ❤

TEDTalks (www.ted.com)
Quase todos os vídeos estão em inglês. Mas é possível encontrar no You Tube muitas das apresentações legendadas. Basta jogar no Google ou You Tube a busca “TEDTalks legendado”. Comece pelo 20 Most Popular. São de arrasar. E fique ligado no TEDx São Paulo (www.tedxsp.com) para saber quando será a próxima edição. É uma versão local do TED, com palestrantes brasileiros. Dá para participar pessoalmente ou acompanhando via streaming (transmissão ao vivo). Alguns dos vídeos estão no You Tube.

USPTalks (https://goo.gl/k7e2Ye)
A Universidade de São Paulo (USP) criou uma série de debates no mesmo formato do TED. Os vídeos estão disponíveis no canal do You Tube de mesmo nome (no link acima, com url encurtado). Recomendo especialmente o que aborda a violência contra a mulher com a promotora Silvia Chakian e a médica Ana Flavia d’Oliveira. Também é possível participiar presencialmente ou acompanhar via streamig.

Fronteiras do Pensamento (www.fronteiras.com)
O Fronteiras do Pensamento propõe uma profunda análise da contemporaneidade e das perspectivas para o futuro. O projeto promove conferências internacionais e desenvolve conteúdos múltiplos com pensadores, artistas, cientistas e líderes em seus campos de atuação. No site estão vídeos de pensadores da atualidade como o escritor Salman Rushdie, a neurocientistas Suzana Herculano-Hozel e o sociólogo Edgar Morin.

Duolingo (www.duolingo.com)
Uma espécie de rede social para aprendizado de idiomas on-line. Escolha entre Inglês, Francês, Espanhol, Italiano e Alemão. É possível trocar ideias, informações e conversar com outras pessoas que estejam aprendendo a mesma língua. Se você for disciplinado e estudar um pouco todo dia dá para avançar bem.

Canal do Ensino (www.canaldoensino.com.br)
É uma espécie de agendão de cursos no Brasil e no exterior. Alguns de universidades renomadas, como Harvard. Os temas são os mais variados e abrangem todas as áreas do conhecimento. Basta clicar em “cursos grátis” para saber mais.

Academic Earth (www.academicearth.org)
Para quem compreende bem inglês este site é um achado. Concentra cursos livres de grandes universidades internacionais como Yale, Princeton, Columbia, Oxford, Stanford, entre outras. História da Arte, Negócios, Marketing, Sociologia, Psicologia, Matemática são algumas das opções.

EDX (www.edx.org)
Também com o carimbo de importantes universidades estrangeiras, como Boston University, Georgetown e Sorbonne, os cursos EDX também variados, mas o destaque fica para os da área de tecnologia. Vale a pena para quem é da área.

Veduca (www.veduca.org)
Liderança, gestão de projetos, medicina do sono, gestão da inovação são alguns dos cursos gratuitos disponíveis pela plataforma, criada por brasileiros! Para obter certificado, porém, o aluno precisa fazer um pequeno investimento de R$ 49 (o que também ajuda a sustentar o projeto).

Crédito da imagem: Universia Brasil

Para um novo ano, construa um novo eu

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Toda virada de ano a gente promete: vai ser diferente.

Vamos ser melhores. Vamos acertar mais. Vamos nos dedicar ao que realmente tem valor, focar em projetos pessoais e profissionais que nos farão mais felizes. Passaremos tempo de qualidade com quem amamos e… já quebramos as promessas. Lembrando que hoje ainda é dia 5 de janeiro!

A mudança, é verdade, não é um processo fácil e rápido. Antes dos passos que de fato levam à transformação vem a conscientização de que do jeito que tá não dá. Não tá bom, não tá feliz. O problema é que muitas vezes esperamos as insatisfações chegarem ao limite (ou ir além dele) para só então agir. Pode ser pior também: carregar a vida sem coragem de correr mesmo atrás do sonho, dos tais dias melhores.

Não adianta ter se vestido todo(a) de branco no Réveillon para ficar em paz e insistir em comportamentos que despertam angústia, em si mesmo e em quem nos cerca; que levem à guerra e não ao entendimento.

A blusa rosa não tem efeito algum se não há respeito, admiração e companheirismo em uma relação, que é o que faz o amor ser real e se renovar a cada dia. Se quem deseja iniciar uma relação não descola de atitudes egoístas, narcisistas, irresponsáveis e incapazes de criar laços sinceros e fortes de afeto.

O azul só permite saúde pra quem cuida do corpo, da alma e da mente. Pra quem não deixa a promessa de uma reeducação alimentar ser quebrada pela promoção de chocotone (essa é mesmo um desafio, eu sei… rsrs…); pra quem para de arrumar desculpas de não ter tempo, dinheiro e lugar, mesmo sabendo que 30 minutos de caminhada três vezes por semana já traz disposição e ajuda na perda de peso. Enfim, pra quem levanta a bunda do sofá e se mexe, pra quem mantém cardápio em equilíbrio, pra quem dedica algumas horas necessárias ao autoconhecimento – e não bobeia na bateria de exames anuais.

E não tem calcinha/cueca amarela que dê jeito na falta de dinheiro, de prosperidade, se não há determinação pra fazer um trabalho cada vez mais bem feito; se cada horário de almoço só serve para reclamar com os colegas (esse tempo tão mal gasto é o ideal para alimentar seu networking e cair fora do atual emprego – ou você gosta mesmo é de reclamar?); se o salário é torrado todo mês e nada é poupado para emergências e, justamente, para te dar margem de segurança na hora que provocar transformações significativas na vida.

Não basta. Cores das roupas são simbólicas. Sua vida ganhará um colorido especial de verdade quando você quiser sair dos dias cinzas que criou pra si mesmo. Para um novo ano, construa um novo eu. 2017 tem tudo pra ser especial. Mas cada um precisa fazer sua parte.

Crédito da imagem: site Elegante Sempre

A fluidez que vem dos valores

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Semana passada uma amiga que é coach me contou quanto é gratificante acompanhar o progresso de suas clientes (ela atende apenas mulheres). Disse que é bonito de ver os insights que as fazem mudar rumos, perseguir as metas de vida e profissão que de fato falam mais alto ao coração. Perceber que as meninas começam a “voar” quando entram em sintonia com seus valores e acreditam em potencialidades que elas mal se lembram que estão lá, sempre estiveram lá.

Gostei especialmente quando ela ressaltou que a vida flui quando a gente “roda o sistema” dentro dos nossos valores. Quando criamos projetos, trabalhamos ou nos relacionamos dentro de uma vibe que vai de encontro com o que realmente nos faz feliz. Isso nos energiza. E faz a gente ir em frente, e mais e mais, e não parar, e realizar, e concretizar e atrair quem soma e nos ajuda a crescer. Que nos dá leveza.

E o contrário? Bom, o contrário também é verdadeiro… Infelizmente. Aquilo ou quem nos coloca pra baixo, não está de acordo com o que nossos sentimentos dizem ser realmente importante e valioso, pesa. Torna cada movimento mais arrastado. Tira a energia. Não dá. Quer dizer, dá. Mas tem preço. Lembra dos seus valores? Os que iluminam sua alma, levam sorriso fácil ao rosto? Então… Vai bancar o preço de abrir mão do que te dá fluidez e transforma cada dia em uma oportunidade de alegria?

Um novo ano chega em breve pra você sair do padrão repetitivo, negativo – e acomodado. Pra rodar o sistema dentro de valores bonitos e deslanchar em coisas boas: amores verdadeiros, trabalhos gratificantes, uma saúde física e emocional forte, objetivos que desafiam a ser melhor, inclusive como ser humano. Também, quem sabe, pra parar de ser o que ou quem coloca os outros para baixo. Flua. Sem ilusões. Com coragem. Humildade. E finalmente você entenderá o que é se sentir realizado(a).

Crédito da imagem: Frases do Bem

Sintonia fina

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Já dá pra dizer sem pestanejar: 2016, amigos, não foi nada fácil. Na real, quase um repeteco de 2015 no quesito “vamos testar os limites desse pessoal aí”.

Particularmente, me assusta profundamente quanto ganhou força discursos que tornam preconceitos a “coisa certa”. Que fazem do excludente uma necessidade. Andamos um tanto para trás como sociedade. Mas para equilibrar ganhamos – e ganharemos outras em breve 😉 – iniciativas que exigem respeito às diferenças e lutam contra machismo, racismo, xenofobia, homofobia e todas aquelas questões que demonstram até onde pode chegar a pequeneza e a ignorância do ser humano.

Também avançamos, me parece como nunca, no combate à corrupção. Só preocupa a sensação de que não se salva ninguém. Que a limpeza da sujeirada toda está apenas no começo – e é provável que muito peixe grande continue por nadar livremente no mar das falcatruas.

Tivemos tragédias. Muitas. Tristezas coletivas que nos lembram quanto somos absolutamente frágeis diante da vida.

A mim diretamente, nada de grave aconteceu a ponto de desestruturar meus dias, jogar com meu destino. Enfrentei dificuldades e decepções. Mas consegui deixar para trás o que assim se fez necessário. Ressignifiquei e renovei o que me parecia valer o esforço.

Mas para muita gente querida que me é próxima, sim, 2016 foi um desafio maior que o previsto. Problemas de saúde física e emocional, frustrações, imprevistos financeiros, confianças quebradas, mesas de trabalho deixadas para trás quando não se esperava. Os dramas naturais da trajetória de cada um, mas com tempero de grandes ensinamentos sobre nossas limitações, sobre o valor dos recomeços, da maturidade, da responsabilidade consigo mesmo e com quem amamos (ainda que em meio aos conflitos).

O especial de 2016? A certeza dos encontros com gente muito bacana por aí. Pessoas que cruzam nosso caminho sempre com algo a nos ensinar. Sintonia fina. Tem quem vira amigo. Tem quem se torna parceiro de trabalho. Quem sabe um novo amor? Há quem por empatia e gratidão a tudo o que conquistou faz questão de se disponibilizar como mentor para novas e bonitas causas impactarem positivamente a sociedade. Sempre existem aqueles com quem a gente senta pra conversar horas e dar muita risada. E não vamos esquecer aqueles que fizeram questão de nos tratar com gentileza em meio a um cotidiano competitivo e agressivo.

Quantas pessoas lindonas assim, com mensagens importantes para você, surgiram no seu 2016? Não foram poucas, pensa bem. Você pode não ter dado atenção a essas presenças. Mas elas sempre estão por perto. Pode acreditar. Sim, sem dúvida, as que machucam também estão. Mas dando força às relações de afeto que realmente nos ajudam a ser alguém melhor e transformam nossos dias, quem ou o que nos prejudica a gente simplesmente consegue deixar pra lá.

Então, nesse ano desafiador de ensinamentos, leve a certeza de que sempre existirão boas pessoas entrando na nossa vida. Elas acabam também nos lembrando quão essencial é valorizar aqueles que já moram no nosso coração.

Crédito da imagem: Projeto Seja Feliz

Compre on-line o livro “Tem Dia Que Dói”, de Suzane G. Frutuoso

Lançado em setembro, o livro “Tem Dia Que Dói – Mas Não Precisa Doer Todo Dia e Nem o Dia Todo”, de Suzane G. Frutuoso, jornalista, escritora e autora do blog Fale Ao Mundo, pode ser adquirido on-line no link http://temdiaquedoi.lojaintegrada.com.br/. Veja resenha abaixo:

Como levantar da cama quando a primeira coisa que vem à cabeça ao abrir os olhos é um sofrimento? Não tem jeito. Tempos de felicidade se alternam com períodos de tempestades. É o ciclo natural da vida. Mas como fazer o coração (e mesmo o corpo) compreender que, simplesmente, faz parte? Porque tem dia que dói… E dói tanto que a dor chega a ser física. Falta o ar direito. Falta força pra arrumar a postura. Falta vontade de continuar a caminhada. A obra traz crônicas sobre relacionamentos e questões cotidianas; alegrias, desafios e afetos. E como lidar com tudo isso em tempos de incertezas socioeconômicas e instabilidades de comportamentos e sentimentos. É como se autora estivesse sentada num café conversando com um grande amigo (nessa caso o leitor), contando histórias e refletindo sobre como superar os obstáculos quando nos vemos diante deles. Editora Volpi & Gomes. 160 páginas. R$ 28,50.

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Suzane é jornalista formada pela Universidade Católica de Santos (Unisantos), mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especialista em Comunicação Corporativa pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foi repórter nas revistas Época e Istoé, repórter especial no Jornal da Tarde (Grupo O Estado de São Paulo), e editora-chefe da revista Gosto (do segmento de gastronomia e estilo de vida). Hoje atua como assessora de comunicação corporativa em São Paulo. Criou o blog Fale Ao Mundo (www.faleaomundo.com.br) em outubro de 2012, que deu origem ao livro.