Uma lista do que você não quer mais

2013

Semana passada, eu escrevi aqui pra vocês uma lista com tudo aquilo que eu acredito ser bacana ter, experimentar e sentir na vida. Adoro fazer listas de vez em quando. Parece que colocar no papel/tela coisas e situações boas, que estão sempre tão ao nosso alcance e nem nos damos conta por serem tão corriqueiras, é um exercício de autoconhecimento. Ajuda até a seguir adiante com mais otimismo. Tenta. Acho que você vai gostar.

Também escrevi, em posts anteriores, sobre o que não faz bem pra gente. Que nos machuca. Que nos entristece. Que nos tira do sério. De erros nos quais insistimos. Então, hoje, já sentindo a vibração do último dia de 2012 (pra mim, bem esperado!), é a hora de preparar uma lista diferente. Talvez dura para o coração… Mas necessária para deixar pra trás o que não serve mais. O que não faz mais sentido. O que doeu. O que trouxe medo, angústia.

Talvez, você chore. Talvez, sinta raiva, um gosto amargo na boca. Quem sabe vergonha… Talvez lembre que algumas batalhas ainda estão só no meio (ou começo), não foram vencidas. Você pode me questionar, dizendo que uma mera lista não sumirá com os problemas. É verdade. Mas a lista do que você não quer mais pode ser o passo que faltava pra focar no que deve ser eliminado. Pra te conscientizar que chega, basta de algumas coisas. Ela pode também renovar sua força para o momento em que for brigar pelo melhor.

E, claro, deixando pra trás o que não mais tem sentido, damos muito mais espaço para que o novo se acomode dentro de nós. Inícios, encontros, primeiros passos. Inclusive recomeços e reencontros! Pra mim, eles também entram na categoria “novo”. Porque nós mudamos ao longo do nosso caminho. Olhares se transformam. Sentimentos e esperanças se refazem. O ar da novidade (e de novidades mais felizes!) sempre cruza com a gente. Temos que ficar mais atentos. E de alma aberta.

Faça a sua lista. Depois, ou você guarda pra relembrar durante o ano o que não mais deve se repetir ou queima (mas faça isso com cuidado, por favor!). Antigamente, eu guardava pra reler. A desse ano, eu vou tocar fogo. Porque sei bem o que não me serve mais. E dessa lista eu só quero que restem as cinzas e que o conteúdo dela se desfaça junto com a fumaça.

No mais, pessoal, uma linda virada de ano pra vocês!! Caprichem no visual, na comilança, nos sorrisos, nos abraços, nos agradecimentos, nas orações, na diversão (com responsabilidade, né?), na emoção ao ver os fogos espocando pela noite… Eu tenho certeza: 2013 é nosso! E ele será mágico!

Crédito da imagem: Photography

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O poder da gratidão

gratidaogianfrancomeloni

Toda virada de ano a gente faz um monte de pedido para os próximos 365 dias, que chegam novinhos, indicando muitas chances de recomeço. É saúde, amor, paz, dinheiro, sucesso, felicidade. E dá-lhe pular sete ondas, comer lentilha, uva, romã, acender velas, jogar flores no mar, guardar uma folhinha de louro na carteira, sem esquecer de usar roupa e lingerie na cor do que você mais almeja para os 12 meses seguintes. Dessa vez, entrarei 2013 de blusa de paetê azul pra garantir a saúde. Shorts ou saia branca pra garantir a paz de espírito. A calcinha ainda tô na dúvida entre rosa (amor) e amarela (prosperidade). De repente, até uso uma por cima da outra!

Mas não é pra falar da minha roupa íntima e de festa que estamos aqui… O que eu queria sugerir é que, nesse Réveillon, a gente faça diferente. Ao invés de pedirmos crescimento profissional, casamento, o grande amor da vida, a compra de um carro, de uma casa, entre outras coisas, será que não conseguimos apenas agradecer tudo o que recebemos?

Vocês já devem ter percebido em alguns dos meus posts que 2012 não foi um ano fácil pra mim. E também pra muitos queridos meus. Eu teria uma lista interminável de pedidos. Mas resolvi que no último minuto do ano vou dar início às minhas orações só com agradecimentos. Inclusive, pelas horas difíceis. Porque é com elas que a gente cresce, aprende, passa a dar valor ao mais simples e ao que realmente importa na vida. É com elas que percebemos como tem sempre alguém pronto a nos estender a mão. E quem são as pessoas que se farão presentes no seu melhor e no seu pior, seja pessoalmente ou virtualmente, seja literalmente ao seu lado ou à distância imposta pela residência em outro país, outra cidade.

Sempre acreditei na gratidão como uma das maiores virtudes do ser humano. Num mundo cheio de nariz em pé, de gente achando que os outros têm obrigação de fazer tudo o que eles querem, observar gestos de gratidão parece raro. Mas existe. O duro é que temos o mau hábito de esperar o pior acontecer pra precisar de ajuda e, só aí, agradecer aqueles que vieram ao nosso socorro. E não pode ser assim.

É importante criar um mantra interno e positivo dentro de nós mesmos. Que tal, em 2013, acordar todos os dias e agradecer por tudo o que tem? Não é nem uma questão de religião. Você pode, apenas, recordar diariamente sua lista de conquistas, alegrias, confortos, pessoas essenciais. Dá a maior renovada. Experimenta. Ao mesmo tempo, nunca deixe de dizer “obrigada”. Como eu disse, passei por bastante dificuldade nos últimos meses. Mas numa proporção até maior, falei “obrigada” pra tanta gente…

E essa corrente de força que as pessoas fizeram por mim foi tão poderosa que eu quis ir além no agradecimento. Aí, resolvi mandar 47 cartões de Feliz 2013 pelo Correio. Nada de e-mail. Tudo à moda antiga. Cartão, mensagem escrita à mão, envelope com cep… Ao pedir o endereço de cada um e explicando o propósito, recebi de volta uma enxurrada de carinho, surpresa, emoção, alegria… Tudo porque, com uma atitude bem simples, que até deixamos de lado com a tecnologia, consegui transmitir meu agradecimento de uma maneira especial.

Minha prima teve um gesto parecido e muito lindo nesse Natal. Com grana curta, mas amor de sobra, ela fez questão de dar um cartão bem bonito para cada tio e primo. Ano passado, ela perdeu a mãe e enfrentou grandes desafios morando em Londres. Desde julho, veio batalhar a vida em São Paulo e, claro, tá indo super bem porque quem é do bem tem retorno bacana. Para seguir em frente, contou com a ajuda da família e dos amigos em diferentes momentos. Encontrou em delicados, divertidos e coloridos cartões natalinos o meio de dizer “obrigada pela ajuda quando mais precisei”.

Então, pessoal, vamos virar o ano e chegar no novo agradecendo. Vamos criar um ciclo virtuoso ajudando quem precisa ser ajudando e reconhecendo a importância de quem nos ajudou. Eu acredito até que, assim, teremos menos pra pedir. Simplesmente porque aquilo de bom que merecemos virá naturalmente. Vou aproveitar e deixar aqui meu “muito obrigada”. Afinal, uma das coisas que tenho a agradecer esse ano é pela coragem de criar o blog. E ele só existe e tá dando certo graças a vocês. Valeu, gente!

Crédito da imagem: Gianfranco Meloni (Cultura Inquieta)

Uma lista para o seu novo ano

lista2013

Adoro fazer listas para o ano que inicia. Elencar aquilo que é precioso pra gente sempre me pareceu uma grande ajuda pra começar a nova fase com esperança, paz de espírito. Claro, nem tudo dá certo. E é assim mesmo. Mas a lista serve para nos lembrar dos desejos que vão no coração. Lembrar o que queremos alcançar. Nos dar força para a “arrancada”. Além das metas, algumas das coisas que considero fundamentais para nos sentirmos bem e capazes diante da vida são bem simples. Devem ser uma constante, devem ser parte das nossas atitudes, devem estar presentes na nossa consciência. Me digam o que acharam da listinha abaixo e o que vocês acrescentariam. Não me preocupei com critérios científicos. Só com o que me faz feliz , o que eu acredito ser bom, e que pode deixar vocês felizes também. 🙂

Tenha um melhor amigo
Tenha uma melhor amiga
Tenha um melhor amigo(a) gay
Tenha um ex-namorado(a) amigo(a)
Tenha amigos que acreditem em coisas diferentes de você

Use filtro solar
Tome os primeiros 15 minutos de sol sem filtro
Caminhe pelo menos 30 minutos, três vezes por semana
Se dê 30 minutos por dia só pensando na vida

Aprenda a meditar
Faça yoga, pilates, alongamento (qualquer coisa que estiiiique os músculos)
Dance. Pode ser em casa
Faça exames de rotina
Mergulhe. Serve mar, cachoeira, rio, piscina… Mas mergulhe

Volte a estudar
Faça algo pela primeira vez na vida
Viaje. Pra perto ou longe. Mas conheça novos lugares
Volte a lugares que te trazem boas lembranças
Passe um tempo conversando com crianças

Faça backup dos arquivos
Mande imprimir as fotos digitais para um belo álbum
Tenha plantas em casa
Tenha um sofá confortável e um bom colchão
Coloque objetos coloridos nos ambientes: vasos, almofadas, colchas, e assim vai

Agradeça se seus pais ainda são parte da sua vida
Agradeça pelo tempo que seus pais estiveram com você. Guarde as boas recordações
Nenhuma família é perfeita. E imperfeição não significa falta de amor

Entenda: você não tem razão sempre
Entenda: mesmo que tenha razão nem sempre rebater argumentos vai adiantar
Gentileza gera gentileza
Gentileza demais dá espaço pra gente folgada

Tenha filhos se esse é um sonho
Não tenha filhos só porque a sociedade diz que é o certo
Não tenha filhos ainda se você não se realizou individualmente
Fique tranquilo(a). A hora de ter filhos vai chegar. E será algo mágico

Case se esse é um sonho
Não case por pressão social
Entenda que existe mais de um tipo de relacionamento possível
Desconfie de quem faz propaganda demais do relacionamento perfeito
Aquela história de “completar” um ao outro não existe
Seja um ser único. Então, traga alguém na mesma vibe para seu lado

Entre quatro paredes tudo é permitido
Debaixo dos lençóis não dá pra ser normal (isso seria ‘anormal’)
Algumas relações são apenas casuais. Ponto.
Relações que começam casuais podem se tornar grandes amores
Relações que começam cheias de promessas podem acabar em frustração

Algumas coisas não mudam com o tempo. Que bom
Algumas coisas não mudam com o tempo. Que pena
Tente retomar histórias interrompidas. Pode não dar em nada. Pode ser tudo
Aliás, vai lá e acaba com tudo que não tem que continuar
Aliás, vai lá e finalmente começa o que tem que ser

Principalmente, seja você

Crédito da imagem: Kit Básico da Mulher Moderna (Renata Maneschy)

Nem sempre é fácil. Mas, ainda assim, é Natal

postdenatal

Muita gente não gosta do Natal. São pessoas que ficam sensibilizadas por lembrarem que há quem não tenha uma mesa farta para festejar e nem possa trocar presentes entre os seus queridos. Ou que recorda todos aqueles a quem já foram obrigadas a dizer adeus, que não estão mais aqui.

Do outro lado, fica o pessoal que ama essa festa, que é (para eles) sinônimo de família reunida, alegria, amor. Fazem questão de celebrar, de enfeitar a casa, de não deixar ninguém sem pelo menos uma lembrancinha pra abrir.

Mas esse ano, coincidência ou não, descobri vários amigos que, como eu, ficam num sentimento de meio termo nessa data. Até estamos felizes com os presentes, a reunião familiar, a comilança boa, os abraços à meia-noite, os brindes, orações. Existe também, no entanto, uma certa melancolia… No meu caso, especialmente, acordo dia 24 sempre lembrando daqueles que já se foram.

Minha primeira lembrança é sempre meu padrinho. Ele morreu quando eu tinha 15 anos. Hoje tenho 33. Foi minha primeira grande perda. Antes, meu avó materno já havia falecido, mas eu tinha só três aninhos. Meu padrinho era aquele cara boa pessoa, bom coração, simples e com um sorrisão pronto pra mim quando me via chegar. Ainda me faz falta…

Muitas vezes na vida, quando eu precisei decidir alguma coisa, falei em pensamento com ele antes de dormir. Nem sempre surgia a solução, mas meu coração sempre se acalmava. Ainda nos dias de hoje, quando acordo na véspera de Natal, é pra ele a quem eu peço que a felicidade da data vença a minha melancolia. Geralmente, funciona. Espero que amanhã cedo, quando eu abrir os olhos, continue funcionando. Porque esse ano foi mais desafiante do que a maioria dos outros… Vamos ver…

O que eu quero dizer pra vocês é que não, nem sempre é fácil viver os dias 24 e 25. Mas, ainda assim, é Natal, que de alguma maneira mexe com as pessoas. Se você fica feliz e adora celebrar, não deixa de ligar, escrever, chamar pra festa aqueles amigos que você sabe que não curtem tanto o momento. Não precisa nem ser pra dizer “Feliz Natal”, mas pelo menos pra dizer “você é importante pra mim”, “gosto muito de você”, “o que precisar, estou aqui”.

Se você não curte a data, tenho certeza que você tem alguém a agradecer, alguém que te estendeu a mão nas horas complicadas. Então, usa esse dia pra dizer “obrigada”. Aos melancólicos, como eu, no fim, a gente se anima, né? Choramos um pouco, mas depois também damos boas risadas. Lembramos dos que partiram, mas celebramos os pequenininhos que já chegaram ou estão nas barrigas de irmãs, primas, amigas, quase prontos pra chegarem. Novas gerações que renovam o afeto, o bem-querer.

Seja lá como for que você sente o Natal, só te desejo que prevaleça a paz de espírito, a esperança de dias melhores, a consciência de tentarmos ser pessoas melhores. Porque, no fim, acho que Natal é isso… E tudo de bom pra vocês, pessoal! Não só Feliz Natal. Mas Feliz Sempre!

Crédito da imagem: As Devoradoras (Renata Maneschy)

O fim do mundo particular de cada um de nós

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Olhando pela minha janela agora, eu diria que o fim do mundo chegou com dois dias de antecedência (que é quando escrevo esse post). Chove horrores, com a maior ventania, e raios e trovões pra todo lado. Aliás, adoro tempestades. Acho uma das coisas mais bonitas que a natureza manda pra gente ver. Pena que, com os erros do ser humano, uma bela tempestade acabe causando enchentes, deslizamentos… Mas isso é assunto para outro texto.

Na hora em que vocês estiverem lendo o que escrevo neste momento, já será o tal dia 21 de dezembro de 2012 – conhecido também como o Fim do Mundo, segundo o calendário Maia. Não, nada terá mudado visivelmente. Se você está aí, numa boa, lendo meu blog (e não instruções de como sobreviver ao apocalipse), a vida continua a mesma. As obrigações diárias chamam (como trabalho e contas a pagar), tem um monte de problema pra ser resolvido, tem um monte de coisa boa pra aproveitar também. Muitos de vocês devem estar apenas aguardando o vôo no aeroporto ou o horário do ônibus na rodoviária, pra seguir caminho e encontrar a família no Natal. Mas o cotidiano corre, como sempre correu.

No dia de hoje não estaremos lutando contra as trevas. Portanto, sugiro que travemos uma batalha, mas interna, contra nossas inseguranças, mesquinharias, ilusões, arrogâncias. Nosso ego superestimado é que precisa acabar. Sugiro o fim do mundo particular de cada um de nós. Façamos uma análise profunda e sincera de nossas atitudes, de nosso comportamento baseado nas nossas verdades absolutas.

Quem, no novo mundo que começa agora, você quer ser? Quem você quer ao seu lado? O que você, por mais que não admita em público, deseja mudar no seu jeito de ser? Nada? Você acha que é perfeito como é? Olhe de novo para si mesmo… Ok, eu sei que é muito mais fácil enxergarmos aquilo de mal que nos fizeram. Mas será mesmo que não prejudicamos ninguém? De repente, nem foi de propósito. Mas será?

Eu desejo, com todo meu carinho, que seu novo mundo seja de transformação pra melhor. Todos temos defeitos. Podemos, porém, amenizá-los. Aprenda, por exemplo, que nem todas as “verdades” (ou aquilo que assim julgamos) precisam ser ditas. E a gente pode deixar pra lá… Perdoe. Peça perdão. Siga mais leve e em paz. Porque o mundo não vai acabar. Enquanto isso, ainda temos muito para evoluir.

Crédito da imagem: Kit Básico da Mulher Moderna (Renata Maneschy)

“Tem razão. O problema não sou eu: é você!”

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Quem nunca levou um fora ouvindo a clássica frase “o problema não é você, sou eu”? Bastam essas palavrinhas do mal pra gente começar a tentar encontrar, entre uma lágrima e outra, o que estaria por trás de uma explicação que parece tão rasa. Porque para o apaixonado que está sendo dispensado nenhuma explicação, jamais, será suficiente.

É dado início, então, a uma série de minhocagens na nossa cabeça, que não aceita prontamente o fim. Temos certeza, com a autoestima abalada, que de alguma maneira a culpa é nossa. Que não fizemos tudo o que estava ao nosso alcance pra que a relação fosse um sucesso. E que aquele(a) que termina com a gente está apenas querendo ser legal, não machucar muito, quando diz que não deu certo porque era ele(a) que não estava preparado(a). Porque está em outro momento da vida. Humm… Desconfio tanto desse discurso… É do rol de desculpas em que entra também o famoso “você é a pessoa certa na hora errada”.

Desculpa esfarrapada. Quem gosta, quem tá a fim, dá um jeito de ficar junto. Não te dá volta. Não te enrola. Não tem diferenças que sejam fortes o bastante pra te deixar pra lá. Sim, a pessoa que termina uma relação pode mesmo tentar amenizar a dor do outro, até por consideração e carinho. Eu já fiz isso. Você também. Mas olha, tem muita gente que é manipuladora por aí e que merece é ouvir o contrário. “Tem razão. O problema não sou eu. É você mesmo!”

O problema é você, que acha divertido enganar quem te ama, quem se preocupa, quem te quer bem. O problema é você, que se faz de vítima quando na verdade é o culpado e consegue, com maestria, levar o outro a se sentir mal. O problema é você, que é estúpido, se acha sempre com razão, não pode ser contrariado e parece mais um moleque/moleca mimado(a). O problema é você, que na hora em que o parceiro mais precisa, naquela hora difícil (natural na vida de todo mundo), é egoísta, só pensa em si mesmo e abandona a pessoa porque ela anda muito chata, com problemas demais.

Nem sempre conseguimos enxergar que alguém desse tipo só pode ser melhor se estiver fora da nossa vida. Mas é só porque o coração está quebrado. Então, tente (eu sei que não é fácil) ser racional e colocar na balança o quanto aquele que está te deixando não mereceu sua atenção, seu afeto. O quanto você agiu mais por carência do que por amar. E entenda que ninguém consegue encontrar quem nos mereça enquanto o amor próprio não for mais forte. Eu sei que você merece muito mais.

Crédito da imagem: Kit Básico da Mulher Moderna (Renata Maneschy)

Às vezes, a vitória não vem. Mas não desista. Refaça os planos

planosrefeitos

Hoje, logo cedo, recebi a notícia de que não consegui algo que eu desejava muito. Me esforcei, sabia que minhas chances eram realmente boas. Mas, dessa vez, não deu. E é da vida. Às vezes, a vitória não vem. Não significa que não somos bons o suficiente. Nada disso. Apenas não ganhamos todas. Até é bom que seja assim. Pra gente não se acomodar, pra baixar nossa crista, pra colocar o pensamento em movimento e descobrir “então, como posso resolver agora?”

Claro que nosso coração fica murchinho… Vem aquela sensação de frustração, que é um pouco de tristeza, um pouco de decepção. É comum também que a frustração venha acompanhada de perguntas como “onde foi que eu errei”, “o que não fiz que poderia ter feito a mais”, entre outras. Vale o questionamento. Desde que ele não se transforme num festival de lamúrias do tipo “oh, como o mundo é cruel pra mim”, “nada pra mim dá certo”, “tem gente que consegue tudo”, e blá blá blá. É despender energia do jeito errado. Ok, ok. Vamos deixar os olhos marejarem um pouquinho… Ninguém é de ferro. Os meus marejaram esta manhã. Sentei uns minutos quieta, olhando pela janela a chuva. E pronto. Foi. Nada de enfiar a cara no travesseiro, se afogar num pote de sorvete e, principalmente, desistir.

Se algo que você queria muito não se concretizou, tenho certeza que seus planos podem ser refeitos. Isso sempre é possível. O que acontece normalmente é que temos uns apegos bobos a pessoas, coisas, situações. Batemos o pé dizendo que tinha que ser DAQUELE jeito, e não de outro. Que a gente queria tanto AQUILO especificamente. Imagina! A vida é cheia de possibilidades. E, enquanto não nos desapegamos das nossas teimosias, mal enxergamos as demais oportunidades que estão sempre cruzando nosso caminho.

Por isso, a imagem desse texto aqui é o que lembra de três regras básicas da vida:
1) Se você não for atrás do que quer, nunca vai ter;
2) Se você não perguntar… a reposta será não!!
3) Se não der o primeiro passo à frente, nunca sairá do lugar.

Não, nem sempre você terá o que quer. Sim, mesmo perguntando a resposta pode ser “não”. Você pode até ficar sem resposta! Mas, o mais importante, apesar de tudo isso, é que quem não se arrisca nunca sai do lugar. Tentativas sempre valem a pena. Tem épocas que conquistamos objetivos sucessivamente. Em outro momentos, parece que as conquistas são mais difíceis. Mas elas vêm.

Avalie apenas se você está sendo realista e se esforçando como deveria. Não adianta querer comprar uma casa se você não poupa pra isso. Não adianta esperar passar no vestibular mais concorrido se você não estudou o suficiente. Tem até quem vive dizendo que quer ganhar na Mega Sena e… nem joga! Ah, e eu já falei recentemente aqui, mas é o tipo de coisa que não custa reforçar: viva a vida que você pode, não uma vida pra mostrar que “tem”. Preste atenção, vou falar de novo: é uma atitude patética e que acaba trazendo dificuldades (financeiras e psicológicas) pra manter aparências. Conquistas verdadeiras têm bases sólidas e devem importar pra você, sem interessar o que os outros vão ou não comentar.

Cuidado também com arrogâncias. Pega mal e diminui suas chances porque acredito que pouca gente quer trabalhar/conviver com quem se acha. Não estou falando de falsa modéstia. Humildade demais até atrapalha. Devemos saber, por exemplo, aceitar elogios sem fazer média, agradecendo com um sorriso sincero no rosto. Mas se você é bom mesmo em algo, surgirão situações em que poderá provar. Se auto vangloriar só vai fazer de você um mala a quem ninguém dará crédito.

Enfim, hoje não deu. Vamos recolhendo os caquinhos e traçando novas metas. Se estiver ainda muito chateado, chame os amigos pra te ajudarem a pensar em saídas, troque informações. Eu já entrei em contato com alguns dos meus e eles me ajudaram. Só não desista. É assim mesmo que tem que ser. Se nossa vida fosse sempre uma linha reta e óbvia, não teria graça.

Crédito da imagem: Kit Básico da Mulher Moderna (Renata Maneschy)