O fim do mundo particular de cada um de nós

deixarpralá

Olhando pela minha janela agora, eu diria que o fim do mundo chegou com dois dias de antecedência (que é quando escrevo esse post). Chove horrores, com a maior ventania, e raios e trovões pra todo lado. Aliás, adoro tempestades. Acho uma das coisas mais bonitas que a natureza manda pra gente ver. Pena que, com os erros do ser humano, uma bela tempestade acabe causando enchentes, deslizamentos… Mas isso é assunto para outro texto.

Na hora em que vocês estiverem lendo o que escrevo neste momento, já será o tal dia 21 de dezembro de 2012 – conhecido também como o Fim do Mundo, segundo o calendário Maia. Não, nada terá mudado visivelmente. Se você está aí, numa boa, lendo meu blog (e não instruções de como sobreviver ao apocalipse), a vida continua a mesma. As obrigações diárias chamam (como trabalho e contas a pagar), tem um monte de problema pra ser resolvido, tem um monte de coisa boa pra aproveitar também. Muitos de vocês devem estar apenas aguardando o vôo no aeroporto ou o horário do ônibus na rodoviária, pra seguir caminho e encontrar a família no Natal. Mas o cotidiano corre, como sempre correu.

No dia de hoje não estaremos lutando contra as trevas. Portanto, sugiro que travemos uma batalha, mas interna, contra nossas inseguranças, mesquinharias, ilusões, arrogâncias. Nosso ego superestimado é que precisa acabar. Sugiro o fim do mundo particular de cada um de nós. Façamos uma análise profunda e sincera de nossas atitudes, de nosso comportamento baseado nas nossas verdades absolutas.

Quem, no novo mundo que começa agora, você quer ser? Quem você quer ao seu lado? O que você, por mais que não admita em público, deseja mudar no seu jeito de ser? Nada? Você acha que é perfeito como é? Olhe de novo para si mesmo… Ok, eu sei que é muito mais fácil enxergarmos aquilo de mal que nos fizeram. Mas será mesmo que não prejudicamos ninguém? De repente, nem foi de propósito. Mas será?

Eu desejo, com todo meu carinho, que seu novo mundo seja de transformação pra melhor. Todos temos defeitos. Podemos, porém, amenizá-los. Aprenda, por exemplo, que nem todas as “verdades” (ou aquilo que assim julgamos) precisam ser ditas. E a gente pode deixar pra lá… Perdoe. Peça perdão. Siga mais leve e em paz. Porque o mundo não vai acabar. Enquanto isso, ainda temos muito para evoluir.

Crédito da imagem: Kit Básico da Mulher Moderna (Renata Maneschy)

Anúncios

2 respostas em “O fim do mundo particular de cada um de nós

  1. É um processo difícil e doloroso, esse de examinarmos nossos procedimentos, admitir os excessos e equívocos e corrigi-los ou, ao menos, melhorar as condutas. É uma atitude cotidiana, dia a dia aprendemos com nossos (e dos outros) erros, desde que coloquemos a humildade acima da soberba, mas sem vergar a coluna ante aquilo que não vale a pena. Seus textos, Suzane, sempre vêm ao ponto e tocam em feridas que muitos gostam de esquecer que estão lá a exigir a cura… Feliz 2013…

    • Carlos, é que eu acho mesmo que a gente esquece muito de olhar com mais atenção para as nossas feridas… E nem percebemos quantas delas abrimos em outros… Por isso, minha ousadia… rs… Inclusive, porque essas feridas também fazem parte de mim. Um Natal lindo pra vc!! E obrigada por acompanhar e participar do blog! Bjâo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s