Música pra inspirar e embalar nossa história

trilhasonora

Acho que não conheço ninguém nesse mundo que não goste de música. Eu adoro. É incrível como ela é capaz de mudar meu estado de espírito em questão de segundos. Sou daquelas que, quando conheço uma música nova, a ouço repetidas vezes, uma atrás da outra. É o que tem acontecido desde ontem com “The Ligthning Strike” (algo como “o ataque relâmpago”), da banda irlandesa Snow Patrol. Na verdade, nesse caso, não é apenas uma música. “The Ligthning” se divide em três partes (estou ouvindo agora, inclusive, pra escrever pra vocês).

A primeira parte, “What If This Storm Ends?” (“e se esta tempestade termina?”) não podia ter vindo parar no meu laptop em momento mais significativo (http://www.youtube.com/watch?annotation_id=annotation_597848&feature=iv&src_vid=cHl6dLaUAjk&v=Ml-swexTzEQ). Não sei se é meu inferno astral que se aproxima. Ou porque muita coisa do meu passado veio bater na minha porta no último mês. Se é reflexo de um inevitável balanço do último ano feito esses dias. Ou se é por começar pela primeira vez um ano cheia de dúvidas como nunca: tomei as decisões certas até aqui?

Mas “What If This Storm Ends?” me fez pensar na minha tempestade particular recente. E me perguntar: e se ela não acabar? Na real, a letra da música tem uma pegada romântica. Muitas frases, porém, mesmo que de forma desconexa do restante, estão batendo aqui na minha cabeça. Se minha tempestade particular não acabar logo como eu previa, o que vou fazer?

A parte dois é “The Sun Light Through the Flags” (algo como “a luz do sol através da bandeira”), que serviu quase como um alento a minha angústia com a frase “por que você não descansa seus ossos frágeis?” (“why don’t you rest your fragile bones?”). Talvez eu ainda não tenha muito o que fazer mesmo… E posso descansar enquanto algumas coisas que não dependem só de mim se resolvem (http://www.youtube.com/watch?annotation_id=annotation_267987&feature=iv&src_vid=Ml-swexTzEQ&v=cHl6dLaUAjk).

A última parte (linda, por sinal) é “Daybreak” (que significa “madrugada”). A frase “e em meio ao dilúvio eu senti meu valor” (“and in the middle of the flood I felt my worth”) é o que eu busco sentir agora… Meu valor em meio a minha tempestade particular… (http://www.youtube.com/watch?annotation_id=annotation_945590&feature=iv&src_vid=cHl6dLaUAjk&v=7crkx40sr8k).

Música inspira. Eu sempre ouço música antes de escrever. Dependendo do texto, também durante. Mas aí, geralmente, escolho algo só instrumental porque me distraio muito com a letra. Trilhas sonoras de filmes têm minha preferência. Uma delas é a trilha de “As Horas” (espere os primeiros dois minutos para ‘embarcar’ na música – http://www.youtube.com/watch?v=e-vrNaIWPZQ). Outra é do filme “O Ilusionista” (http://www.youtube.com/watch?v=9TBUbzKAlTY). Ambas são do compositor americano Philip Glass.

E quantas do U2 já embalaram as histórias da minha vida? A primeira vez que a voz de Bono me chamou a atenção foi com o tema do filme “Em Nome do Pai” (com o sempre incrível ator Daniel Day-Lewis e que me marcou muito – um dia explico). “In the name of the father” (http://www.youtube.com/watch?v=LP2-hfe6VnI) é forte, daquelas canções que te fazem criar coragem pra tomar decisões, lutar por algo. Daí em diante, virei uma U2maníaca.

Tem música que se torna difícil de ouvir, trazendo lembranças tristes… Até hoje tenho dificuldade de escutar “Streets of Philadelphia”, de Bruce Springsteen (http://www.youtube.com/watch?v=4z2DtNW79sQ). Era ela que eu ouvia quando me avisaram que meu padrinho tinha falecido, depois de dias no hospital… Só há pouco tempo parei pra acompanhar a canção até o fim. Deve demorar pra eu fazer isso de novo. Ou nem vou fazer.

Por outro lado, tem aquelas músicas que te jogam quase que instantaneamente em horas felizes. Como não lembrar das minhas amigas de faculdade com “Dancing Queen”, do Abba (http://www.youtube.com/watch?v=y62OlGvC-bk)? Era a que a gente sempre escolhia pra cantarmos juntas no karaokê. E qualquer coisa dançante de Madonna e Michael Jackson vai me lembrar festas divertidas, cenas impagáveis e me fazer sair dançando pelo kinder apê toda animada!

Acredito mesmo que música no nosso cotidiano é tão fundamental quanto dormir e comer. Porque, não importa o estilo, música alimenta a alma, emociona, acalenta nossa tristeza, deixa a gente esperançoso com letras que dizem exatamente aquilo que estamos sentido. Ela sempre trará um pouquinho de magia para os nosso dias. E em meio a tantas tempestades, às vezes é justamente essa mágica ritmada que nos salva…

Crédito da imagem: Cultura Inquieta

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4 respostas em “Música pra inspirar e embalar nossa história

  1. Ja dizia o ditado..quem canta seus males espanta. Sou suspeita tbem pq sou apaixonada por musica. Fui duas vezes ao show do andre rieu em 2012..! Sai renovada. Musica suave e com alegria. E vc disse certo..quantos momentos a musica me elevou…! Fiz muitos anos do forro…amo de paixao. E uma vez ouvi uma frase que amei. Eu dança nao é p esquecer da vida..mas para lembrar que ela existe…….amei..bjim

  2. Filho de músicos (amadores, esclareça-se), evidentemente que a música sempre foi presença constante em meu lar e marca minha vida desde a infância. A mais remota lembrança que tenho de meus “verdes anos” (rs) envolve uma canção: “Hymne A L’amour”, imortalizada por Edith Piaf, em uma versão em português cantada por uma brasileira, creio que Maysa (mais informações em meu blog [rs]), que minha mãe adorava e tocava no rádio. Acalentei durante anos o projeto de fazer algo com música, mas as tentativas resultaram infrutíferas (duas vezes estudei violão até me dar conta de que talento é inato e por não querer fazer porcaria, pois levo música a sério). Mas o bom mesmo é ouvir, conhecer novas canções e compositores, escutar atentamente a melodia, harmonia, ritmo (sou mais ligado à música do que às letras), e assim fui criando um gosto muito variado e sem preconceitos. Só tem que ser boa. Não conheço essa música do Snow Patrol e vou ouvi-la assim que puder e depois emito opinião.

    • Isso! Ser boa é o que importa, independente do estilo… Eu acho que vc vai gostar dessa do Snow Patrol. Na verdade, dessas (são três). E ouça na sequência porque a sensação é especial… Mesmo! É como se elas se completassem… Eu estudei órgão e teclado, mas também era uma negação…rs… Às vezes, tenho vontade de tentar piano… quem sabe um dia… Bjão

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