“On the road” pelos meus amigos

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Amo os meus amigos. Muitos deles são a prova de que os ditados “amigos são a família que a gente escolhe” ou “amigos são uma segunda família” têm um significado profundo. Amo colocar o pé na estrada. Ônibus, carro, avião, trem, navio, balsa, jangada… Não importa o meio. O que importa é chegar ao destino. Seja um novo destino. Seja um destino recorrente que sempre me faz feliz. Seja um destino conhecido antes e que continua a evocar lindas lembranças.

E como o mundo é grande e as pessoas precisam ir atrás daquilo que desejam, muitos dos meus amigos mais queridos foram (re)começar a vida em outras cidades, estados, países. E não importa onde eles estejam: se me pedirem pra visitá-los, eu vou. Dou meu jeito. Às vezes, demoro um pouquinho. Mas vou. Porque eu acredito de verdade que poucas coisas são mais preciosas na nossa existência do que essa gente especial que cruza nosso caminho e vira irmão/irmã – ou meio pai/mãe, ou meio filho/filha. Esse povo que te faz abrir o coração, que te dá bronca quando você precisa ou que abaixa a orelha quando é você que tá dando a bronca. Que sempre vai te abraçar apertado. Que te faz parar pra pensar em tanta coisa…

Quarta-feira acordei às 6h da manhã, enfrentei cinco horas de viagem e fui parar láaaa na divisa de São Paulo com o Paraná. Ainda no ônibus que encostava na rodoviária, olhando pela janela, vi minha amiga da época de faculdade. Senti até meu olho brilhar. Sorrisos de orelha a orelha, demos o tal abraço apertado da amizade. E era tanto assunto, tanta novidade pra contar, tanta história engraçada pra recordar, que a gente só parava de falar quando a fofa bebê dela, de quase seis meses, precisava dormir. Ficou a sensação de que foi tão pouquinho tempo… Mas também ficou a promessa de que, dessa vez, não demoraremos tanto pra nos reencontrarmos.

Eu recomendo que você vá buscar o abraço apertado dos seus amigos, não importa onde eles estejam. Se a grana tá curta, use as novas tecnologias a favor da amizade enquanto não dá pra ir pessoalmente. Mas não espera o momento ideal. Ele nem existe. Eu já falei isso aqui e vou falar de novo: não ensaie a vida. Somos finitos. Gostaria de ter passado mais dias com minha amiga, mas eu não sabia exatamente quando eu teria esses dias a mais. Então, fui. Fiquei meio cansadinha, mas nada que uma boa noite de sono e um alongamento não resolvam. E o carinho que recebi dela (e que você vai receber dos seus amigos também) foi revigorante.

Amigos de verdade são grandes presentes que, na correria diária, a gente até esquece o quanto são essenciais. O fim de semana tá aí. Aproveita pra dizer isso a eles! Liga, manda um e-mail ou uma carta enooorme, relembrando os momentos bons e as roubadas das quais vocês se safaram juntos. Ou das horas difíceis em que um esteve ao lado do outro. Se puder falar ao vivo, corre lá na casa dele. Só não deixa a distância (ou a preguiça) enterrar essa que é uma das melhores invenções da humanidade: a amizade e seus fortes laços de aço.

Crédito da imagem: Cultura Inquieta

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