Toda incapacidade de nossas instituições

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A gente merece sofrer. Porque somos pouco combativos. Porque não reclamamos nossos direitos. Porque não nos mobilizamos. Eu sei… É um saco falar, por exemplo, com atendente de telemarketing. Se você faz qualquer pergunta fora da curva daquilo que foi decorado, ele não consegue responder. É desgastante esperar horas para ser atendido para registrar uma reclamação e, de repente, a ligação cair misteriosamente! E o produto que não é entregue no prazo? Ou é entregue com defeito?

Hoje, depois de quatro meses sendo legal com a AES Eletropaulo, dei chilique. A empresa nunca mais entregou minha conta de luz, não consegue descobrir qual o problema do número da minha instalação que impede que a conta seja colocada em débito automático, tem um número de telefone de ouvidoria que ninguém atende e o formulário via internet de reclamação sempre dá erro na hora de enviar. Bem conveniente.

Às 8h12 da manhã eu levantei a voz para a atendente que parecia estar dormindo. Já estava no limite da paciência há tempos. Eu repeti cinco (CINCO) vezes o meu e-mail para ela me enviar a conta do mês de fevereiro. Lá pela quarta vez pedi pra ela repetir o e-mail que eu acabara de dizer. E a pessoa fala errado!!! Isso tudo depois de mais uma vez o formulário da ouvidoria dar erro e a atendente me comunicar que não havia registro de reclamação minha no sistema. A última que fiz foi na segunda-feira.

Toda incapacidade de nossas instituições reflete nossa cultura do deixa pra lá, faz mais ou menos, vai do jeito que dá. A política de tirar o cliente do sério, muitas vezes com má-fé, pro sujeito cansar mesmo, só existe porque a gente não briga. Mais pessoas no meu condomínio deixaram de receber suas contas. Queria ver se todo mundo se unisse e fosse num órgão de defesa do consumidor ou até mesmo um juizado de pequenas causa se a empresa não se mexia rapidinho.

De novo, eu sei que é um saco brigar. Mas enquanto as instituições não tomam vergonha na cara e se tornam eficientes como devem ser, tem que se impor, sim! Pagamos por esses serviços e pagamos caro. E mesmo que fossem gratuitos seriam custeados pelos nossos impostos – ou seja, não seriam nenhum favor. Muito pelo contrário.

Também falta postura e comprometimento de funcionários. Outro dia, no pronto-socorro de um hospital, observei o descaso de recepcionistas que riam, falavam alto e demoravam para atender pessoas que chegavam passando mal. O mesmo aconteceu semana passada, quando desembarquei no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Na fila gigante para passar na imigração, muitos passageiros precisavam fazer conexão e pegar vôos que partiam dali alguns minutos. Um grupo de garotas com o colete do tipo “posso ajudar?” não ajudava em nada. Elas tiravam sarro do sotaque de estrangeiros e fofocavam, enquanto as pessoas que precisavam pegar seus vôos começaram a pedir, desesperadas, desculpas e licença para passar na frente dos demais passageiros. Nunca vi isso acontecer em qualquer aeroporto do mundo. Só aqui.

Provavelmente, alguém vai dizer “coitadinhos, ganham mal”. Primeiro de tudo, nem sempre quem atende mal ganha mal, não. Isso é desculpa pra boi dormir. Segundo, se as condições de trabalho não são satisfatórias, ou o indivíduo procura trabalhar com outra coisa que não atendimento ao público ou exigir de seus contratantes o necessário para desenvolver bem suas atividades. Aí, mais uma vez, alguém vai dizer “coitadinhos, se reclamarem serão mandados embora”. Eu não tô dizendo pra ninguém meter o pé na porta do chefe e bater na mesa da diretoria. Mas, de novo, se o bom senso prevalecer e funcionários de unirem para conversar com seus superiores, será mesmo que vai dar errado? Ou, simplesmente, é mais cômodo reclamar pelos corredores? Definitivamente, precisamos aprender a nos comunicar com clareza – aliás, em todas as esferas de nossa vida.

A boa notícia dos últimos tempos é que as redes sociais se transformaram num canal poderoso de reclamação. Muita gente já me disse que foi o caminho que funcionou. Deixei na página da AES Eletropaulo no Facebook minha reclamação. Vamos ver. Se até hoje a noite não me responderem é com o Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) que eles vão começar a tratar.

Crédito da imagem: Nobuyoshi Araki

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Fim do sabático – que permanece como estado de espírito

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Lá se vão oito meses… Meses em que resolvi mudar minha vida por completo. O destino, é verdade, deu um empurranzão. Mas eu poderia ter me desesperado diante da tristeza de ver acabar um lugar e de deixar de trabalhar com o que eu tinha certeza que sabia fazer, que fiz nos últimos doze anos… Aquilo em que me aperfeiçoei. Tive, no entanto, a clareza e a serenidade de perceber que era hora de esperar. Esperar pra ver o que um cotidiano menos intenso e mais livre poderia me dar. Ganhei, então, minha saúde de volta, mais tempo com a família e os amigos, viagens, lugares novos, mergulho nos estudos, reavaliação de sentimentos, reencontros especiais, laços ainda mais atados.

Lá se vão oito meses… E, a partir de hoje, dou por encerrado meu período sabático. Depois de comemorar ontem com amigos tão queridos meu aniversário. O início do meu novo ano. Do meu novo ciclo. Agradecendo fortemente pelo ciclo que se fecha. Foi nele que me reaproximei do meu irmão. Reaprendemos a falar com mais amor, com menos impaciência um com o outro. Foi nele que conheci a Itália (sozinha) e o Chile (com minha mãe). Também voltei a Espanha. Viajei quilômetros e mais quilômetros para abraçar amigos que foram viver longe. Voltei a fazer yoga. Perdi quatro quilos que apareceram no começo de tudo.

Aprendi a respirar com calma. Aprendi a comer devagar. Me apaixonei ainda mais pela tarefa de ser uma mestranda. Vi meu sobrinho crescendo – e agora terá até aulas de filosofia!! Comi muito, como sempre – e isso me deixou feliz! Mas é verdade que me alimento de um jeito mais saudável. Lutei contra minha insônia, e ainda não a venci. Talvez, ela seja mesmo parte de mim, da minha criatividade. Tive revisitas ao meu passado. Amigos voltaram depois de anos e anos. E parece ser justamente desse passado que vem a lição de aprender a lidar novamente com alguns sentimentos… Ainda não consigo ser exatamente diplomática. Ouço muito mais música. Danço em casa a hora que me dá vontade. Assumi ser escritora – ainda sem livros, mas tudo a seu tempo.

Lá se vão oito meses… E no primeiro dia do meu sabático, quando decidi que eu precisava dar um tempo da vida vivida até ali, com a cara enfiada no travesseiro, chorei muito ao ouvir a música “Hero”, da banda Nickelback. Não foi uma escolha consciente. Alguém postou no Face e meio automaticamente cliquei para ouvir. Uma parte da letra diz: “And they say that a hero could save us/ I’m not gonna stand here and wait/ I’ll hold on to the wings of the eagles/ Watch as we all fly away”. Algo como “E eles dizem que um herói poderá nos salvar/ Não vou ficar aqui esperando/ Me agarrarei às asas da águia/ Vendo enquanto voamos para longe.”

Minha opção… Mais ainda ao descobrir que meu irmão precisaria passar por um tratamento de saúde. Resolvi não esperar heróis, soluções. Me “agarrei” a tudo aquilo que pode me levar pra longe do que eu não queria mais e do que poderia ser melhor pra mim e meus queridos. Me dei meu sabático. Por mim. Pelos meus. Ouvi a música novamente ontem. E muitas outras vezes nos últimos meses.

Lá se vão oito meses… Outro dia uma amiga perguntou: “E então? Encontrou as respostas que você queria?” Eu não tinha parado pra pensar nisso ainda… Sim, encontrei muitas respostas. Mas me fiz novas perguntas. E nem sempre as respostas chegam… Mas acredito que ruim seria deixar de questionar. Isso, eu aperfeiçoei. Certeza. Junto com a clarividência de que um período sabático, mesmo quando chega ao fim, pode permanecer no meu cotidiano, no meu estado de espírito. A sensação que um sabático dá, eu entendi, tem mais a ver com uma mudança interna para todos os outros dias que se seguirão daqui em diante. Dar valor maior ao que tem o valor maior. Não esperar pra ir atrás do que pode me fazer feliz. Aprender a viver com menos pra escolher melhor o que realmente fala alto no meu coração.

Lá se vão oito meses… Tô pronta. E em paz com quem eu me transformei.

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Crédito da imagem: Gilberto Amendola – essa foi a primeira foto que usei aqui no blog, no primeiro post. Simbolizava uma fase que se iniciava. Simboliza agora outra fase que se fecha e mais uma que começa.

A letra de “Hero”, Nickelback: http://www.youtube.com/watch?v=q1CPrRSyyv0

A difícil tarefa de se divertir aos 30 num atrasado século 21

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Acabo de voltar da academia usando uma das minhas camisetas preferidas. Ela é preta, com uma frase escrita em prateado fosco: “Prefiro Toddy ao tédio”. A ideia, da escritora Ledusha Spinardi e adotada pelo cantor Cazuza como um de seus lemas, casa bem com o meu estado de espírito quase constante. Mas o divertido de usá-la é a cara que as pessoas fazem quando lêem a mensagem. Olham pra camiseta, pra mim, pra camiseta e pra mim de novo. Tentam disfarçar um pouco com aquele olhar de rabo de olho, sabe? Acho graça. Queria muito saber o que elas estão pensando… A instrutora da academia, que começou essa semana, fez o mesmo movimento camiseta-eu-camiseta-eu ainda mais vezes quando disse a ela que completei 34 anos no domingo.

Tendo a acreditar cada vez mais que as pessoas acham “estranho” você continuar se divertindo e sendo espirituoso depois de uma certa idade. É como se após os 30, principalmente, diversão tivesse que se resumir a coisas como um cineminha, teatro, passeios com a família (Não está formada ainda? Como assim?), talvez um jantar com amigos. E adoro tudo isso! Mas minha gente… eu gosto de uma festa. Pra dançar, pra brindar, pra cantar alto junto com a banda, pra entrar a madrugada. Sim, porque parto do princípio de que se eu posso ficar acordada até tarde por causa de insônia, trabalho e estudos, eu também posso virar a noite pra me divertir. É justo.

Me dar o direito de, por vezes, aproveitar a vida como se eu tivesse dez anos a menos é saudável. Não faz, nunca fez de mim um ser humano pior. Tenho certeza que sou boa filha, irmã, tia, amiga. Me considero uma profissional bem responsável e cuidadosa com meu trabalho. E já tive retornos positivos de que se trata de uma verdade, não arrogância minha. Nunca fui aluna nota dez em tudo. Minhas notas variaram quase sempre entre 8 e 10 – e tá mais do que ótimo! Me sobrou mais tempo pra trocar ideias com as pessoas, sair por aí, descobrindo o mundo além das teorias. Não entendo a vida tediosa. O que não significa que eu não aja com seriedade quando assim for necessário.

Se divertir depois dos 30 se tornou uma tarefa complexa no nosso atrasado século 21. Avançamos em muitas áreas como tecnologia e medicina. Mas em comportamento… Inclusive, há uma assustadora onda de jovens extremamente conservadores. Não tô dizendo que todo mundo tem que pirar, viver sem regra alguma, numa anarquia. Ser jovem, porém, deveria ser a fase em que estamos mais abertos a compreender diferenças, a entender a diversidade, a respeitar e ouvir o outro com atenção pra ver o que mais é possível aprender. O que eu percebo é uma molecada reaça, pronta a criticar envenenadamente qualquer um que opte por cair fora de padrões.

Quando eu era adolescente também tinha gente desse naipe. A diferença é que hoje há muito mais informação disponível (internet, TV a cabo, cinema) e oportunidades de experiências (como o intercâmbio) que deveriam abrir a mente da galera, servir de parâmetro. Alguém me diz o que tá acontecendo, afinal? Tem gente querendo refundar o ARENA!!!! O partido de extrema direita da época da ditadura militar!!! Existem grupos neonazistas espalhados pelo país!!!! Eles defendem as ideias de Hitler, de raça pura!!! Tô falando de gente de 20 e poucos anos.

Fora aqueles (e aquelas) com atitudes machistas desde cedo. Quando teve a Marcha das Vadias, um menino de uns 18 anos que tá no meu Facebook escreveu: “Conheço muita mina que deveria participar dessa tal marcha. Bando de puta”. É tão cabecinha que não entendeu nem o princípio do protesto – justamente evitar, minimizar, atitudes e pensamentos como o dele. No mínimo foi dispensando por uma garota mais inteligente do que ele. Pra mim, existe alguma falha bem grave no desenvolvimento da nossa sociedade ainda a ser descoberto. Não é possível.

Enquanto isso, minha tarefa é dizer pra você, não importa sua idade, que sim, você pode e deve se divertir muito! Tem que aproveitar a vida porque ela tem prazo de validade – e nem sabemos pra quando. Pode ser pra breve. Dar mais risada, abraçar mais, beijar mais. Nunca esqueço uma vez que fui num bar com uma amiga e na mesa ao lado um grupo de quatro senhoras, lá pelos 70, entornavam muito mais copos de chopp do que nós duas. E elas riam. E falavam mal dos maridos. E falavam com orgulho dos filhos. E falavam com doçura dos netos. E planejavam viagens. E relembravam as viagens já realizadas. Até que comentaram de uma festa à fantasia que foram nos anos 60, no Rio de Janeiro. Uma delas diz: “Foi a festa que a gente deu mais que chuchu na serra!” E caíram todas na gargalhada. Eu e minha amiga nos entreolhamos, sorrisos incontidos, e brindamos por uma juventude animada a ser lembrada com tanta alegria na velhice. Acompanhada de amigos eternos.

Crédito da imagem: blog Casal Sem Vergonha

Mensagens de aniversário – e o que elas dizem sobre nós

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Eu adoro fazer aniversário. Sou daquelas que nunca vai esconder a idade e pra quem mais um ano é motivo de comemoração – acabo de completar 34 no último domingo. Adoro receber o carinho dos queridos nessa data. Tem aquela energia boa, com um monte de recadinho ao mesmo tempo indicando que sim, hoje é O dia!! Celebrar é preciso!

E em tempos de redes sociais uma das alegrias do nosso dia de aniversário é acompanhar as mensagens que os amigos e a família deixam lá no mural. Ou mandam por e-mail. Ou sms. Carinhosas. Divertidas. Emocionantes. Com aquela palavra-chave que só você vai entender. Quem liga no celular ou em casa acaba sendo o pessoal mais chegado mesmo. Tem quem reclame dessa inversão – mais mensagens, menos ligações. Eu curto. Porque é gostoso ouvir a voz daqueles que gostamos, claro. Mas ler e reler aquilo que alguém deseja pra gente, com palavras que mostram como os outros nos vêem ou o que sentem por nós é muito especial.

Talvez, seja coisa minha, com essa mania aí que eu tenho de escrever… Mas acredito mesmo que as mensagens de aniversário dizem muito sobre quem somos de fato, sobre como nos colocamos no mundo, como atuamos nele, como marcamos nossa presença. Somos nós diante dos olhos do outro. Um reflexo puro daquilo que transmitimos.

Entre as muitas mensagens pela minha nova idade, e sem querer (de forma alguma!) desmerecer todas as outras, três me chamaram muito a atenção. Bateram no meu coração ao me ajudarem, em poucas palavras, a (re)enxergar o que faz sentido pra mim, relembrando os valores que me são mais caros. E de três pessoas completamente diferentes, com participações bem distintas na minha vida.

A primeira é de um amigo com quem retomei contato via Facebook há pouco tempo. Estudamos juntos na infância – e no começo ele até custou pra lembrar de mim! Mas conversando sobre tudo e mais um pouco, sobre os rumos que cada um tomou, a gente já (re)aprendeu bastante de cada um. E a mensagem de parabéns que ele me enviou deixava tão claro quem eu sou, o que desejo pra mim, que quase custei pra acreditar que lá se foram vinte anos sem contato: “Que você tenha saúde e tempo para andar por aí desbravando o mundo, que tenha muitos momentos para chorar de rir e pular de alegria… que tenha todo dia uma nova experiência e uma nova sensação… tudo isso cercada das pessoas que mais ama.” Especialmente nos últimos meses é exatamente, mas MUITO exatamente, o que venho buscando… Quando li, pensei: “É isso. Essa sou eu”.

Outra mensagem me fez chorar. De um amigo que se tornou amigo quase instantaneamente pela compatibilidade de ideias e ideais. Amizade à primeira vista, eu diria. E surgida em meio ao muito louco ano de 2012, no ambiente de trabalho. Era uma mensagem grande. Coloco aqui um trechinho: “Preciso dizer o quanto te conhecer foi fundamental na edificação de um 2012 mais equilibrado. Parecia impossível erguer qualquer ideia num ano de terremotos morais, mas o seu exemplo e seus ideais me deram inspiração, uma espécie de argamassa para solidificar uma fortaleza (…) o quanto você foi uma das poucas a apontar como correto o mais elementar dos caminhos: aquele que eu escolhi. A dificuldade generalizada em se compreender as opções alheias, com suas dores e delícias, emperra demais a diversidade de pensamento. Pode até estancar a evolução de toda uma comunidade, se o grupo preferir a intolerância automática ao debate. Você se mostra sempre aberta a esse encontro de águas, a essa permanente clarificação.”

Não me emocionei só porque se trata de um elogio desses de tirar o fôlego. Mas a sensação de ajudar alguém tão querido a se tonar mais dono de si foi o maior presente que eu podia receber. E ele me presenteou em dobro ao confirmar minha certeza que de vale a pena dar a cara pra bater ao opinar, criticar, debater, parar pra pensar – que é o que tento fazer pra vocês aqui no blog. O presente não foi só o elogio. Mas, no elogio, o apoio que me empurra pra seguir em frente em muito mais coisas até do que ele imagina.

Por fim, uma mensagem de uma jovem em início de carreira no jornalismo, ainda na faculdade, mas mostrando tanta vontade de correr atrás dos próprios sonhos que contagia. A conheci ao dar uma palestra numa universidade. “Que você continue sempre sendo essa pessoa maravilhosa e inspiradora por quem me encantei instantaneamente na Semana de Comunicação ano passado!
E obrigada por todos os conselhos, conversas e apoio e, me arrisco dizer, amizade, desde então!” Como não derreter ao descobrir que a gente é inspiração pra alguém que tá pronta pra conquistar o mundo? E nesse mundo a conquistar ela te coloca como uma referência? Sinceramente, dá um baita medo por um lado… E se ela se decepcionar? E se nem sempre eu puder ajudar ou não der o melhor conselho? Mas por outro lado é gratificante demais!

Mais do que presentes e esperança para uma nova fase que se inicia, aniversário é um exercício de avaliação interna, realizada com a ajuda dos queridos. Um exercício cercado de amor, que resulta numa poderosa radiografia daquilo que há de melhor em nós. E o mais bacana é ver tudo isso expresso e registrado em mensagens…

Crédito da imagem: As Devoradoras (Renata Maneschy)

Cinco lugares que eu ainda vou conhecer…

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Elencar os destinos que eu ainda desejo conhecer na vida não foi nada fácil. Porque não são apenas esses cinco aí, não. Tem muito, muuuuito mais. Eu diria que Austrália, Vietnã, Croácia, Peru e Fernando de Noronha fazem parte dos meus desejos de viajante já há algum tempo. Mas eu optei por conhecer outros lugares antes, mais, digamos, “básicos”, pra me preparar pra eles. Fora que, por exemplo, Austrália é uma viagem carinha, né? Vietnã e Croácia são menos caras, mas eu sentia que precisava de mais maturidade pra compreender o que vou encontrar por lá. Fernando de Noronha tive outras oportunidades pra ir, mas sempre acontecia alguma coisa que dava errado. Peru é aqui do lado, não é uma viagem que vai estourar meu orçamento. Todo mundo que foi super curtiu. E eu tenho que ir logo antes que meus joelhos, já não muito bons, não dêem conta em breve de subir até Wayna Picchu para ter a tal visão espetacular de Machu Picchu lá do alto. Só de escadas são mais de cem!! Eis porque esses cinco destinos são meus próximo sonhos de viajante…

Austrália
Talvez, eu esteja errada. Mas acho que na Austrália todo mundo é legal! Todo mundo deve ir pra praia, praticar esporte, ser sussa, animado, festeiro… É a visão que eu tenho de lá. Fora que magina passar um Réveillon vendo a queima de fogos na Ponte Harbour, em Sidney? E começar o novo ano antes!! É na Austrália que fica a Grande Barreira de Corais, maior recife do planeta. Também dá pra conhecer um coala fofinho e um canguru! Cidades modernas convivem com uma natureza exuberante. Tem o incrível Outback, que é o deserto – e não só o nome de uma rede de restaurantes. A Ópera de Sidney é uma das construções arquitetônicas mais marcantes pelo que eu já vi por aí e em fotos. Ela é tombada como Patrimônio da Humanidade pela Unesco e se tornou um dos símbolos do país.

Vietnã
Não sei explicar bem a minha fascinação pelo Vietnã. Lembro de ter ficado impressionada com o filme “Indochina”, há muitos anos, e daí em diante procurar saber mais sobre a história do país. Os vietnamitas sofreram muito ao longo de décadas. É uma nação cheia de cicatrizes por causa de guerras, conflitos, dominações de estrangeiros. E as paisagens são deslumbrantes. Na Baía de Ha Long, distante três horas da capital Hanói, barcos com velas que mais lembram leques deslizam por águas calmas, levando turistas pra passear (foi o que eu vi em foto, né?). Dizem que a culinária é uma mistura exótica da influência chinesa com a francesa. Deve ser bom! Tem arrozais (as plantações de arroz), construções que são tombadas como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, templos bucólicos… E eu quero tirar uma foto com aquele chapeuzinho de pescador que lembra uma cúpula de abajur. Vou ficar bonita.

Croácia
Eu nem sabia direito onde era a Croácia. Nunca tinha me interessado em checar no mapa. Mas em 1998 estive em Lisboa e visitei a Expo 98, a exposição mundial que acontece de tempos em tempos, sempre em países diferentes. Pavilhões de várias nações são montados para mostrar um pouco da cultura de cada uma delas. Foi minha mãe quem disse “temos que ir ao pavilhão da Croácia, um país muito bonito”. Eu fui, sem grandes expectativas. Aos 19 anos e apenas na minha segunda viagem ao exterior eu queria mesmo era conhecer os pavilhões de países como Itália, França, Inglaterra… Mas, então, eu me encantei absolutamente com o pequeno documentário, de uns 15 minutos, que estava sendo apresentado sobre a Croácia. O espectador assistia cada imagem como se estivesse na ponta de um barco, que “passeava” por diversos lugares, cidades croatas. Com o mar Adriático variando entre azul profundo e verde esmeralda, construções clarinhas (brancas ou em tons de bege, areia), formações rochosas que pareciam esculturas… Era tudo muito… delicado. “Eu quero ir aí”, pensei. Sinto que, quinze anos depois, a hora se aproxima…

Peru
Primeiro, curto muito comida peruana (muito amor por ceviche!). Segundo, é lá no Peru que está Machu Picchu, a prova de que civilizações inteligentíssimas já existiam bem antes de nós, seres que se acham tão descolados só porque desfilamos com smartphones. Símbolo do Império Inca, construída no século 15, Machu Picchu é considerada por especialistas um exemplo incrível de urbanismo e planejamento. E, como falei antes pra vocês, tenho que ir logo antes que meus joelhos não aguentem subir as centenas de degraus que levam até Wayna Picchu, que significa “jovem montanha”. É dali, por volta de 2.720 metros acima do nível do mar, que se tem a vista de tirar o fôlego do vale Inca. Me disseram que passeios pela charmosa Cusco, cheia de construções antigas preservadas, e por uma super atual Lima, onde há bons restaurantes, museus, baladas, também devem estar no roteiro.

Fernando de Noronha
Não conheço ninguém, mas ninguém, que tenha ido a Fernando de Noronha e falado “ah, nem é tão bonito”. Todo mundo baba por esse lugar. O arquipélago, formado por 21 ilhas, pertence ao estado de Pernambuco. A maior parte de seus 26 quilômetros quadrados é um parque nacional e exige preservação. Isso mesmo! A gente já acabou com muita coisa! Eu nunca nem pratiquei mergulho, mas acho que lá eu me arriscava… Já viram a cor da água? Chega a chocar de tão lindona. E acompanhar um pôr do sol, um final de tarde, no meio daquele visual deve ser, no mínimo, inspirador…

Crédito da imagem: citydestination.org

Cinco lugares mágicos

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Eu realmente me amarrei em fazer listas dos lugares que já visitei. Teve post das cinco cidades que mais me impressionaram e dos cinco passeios que, por motivos diferentes, me emocionaram tanto que desabei em lágrimas. Mas existe uma categoria nas viagens que vão além do gostar, do se identificar, do se deslumbrar. É a categoria dos lugares mágicos! Sim! Aqueles que você tem certeza que só poderiam existir na sua imaginação. Ou nas telas do cinema. Ou nas páginas da National Geographic. Mas eles estão lá, prontos para serem desbravados.

Zermatt (Suíça)
Nunca achei que poderia conhecer a Suíça. Quando comecei a viajar por aí esse era um país que eu nem cogitava. Cheio de humildade meu bom senso dizia que, financeiramente, não era para o meu bico. Mas eis que ser jornalista tem suas vantagens. E fui mandada pra lá, em pleno dezembro (maior frio!), pra fazer uma reportagem de turismo. Entre as quatro cidades que visitei, uma delas foi Zermatt, localizada nos Alpes Suíços. É onde fica a estação de esqui preferida dos endinheirados discretos (não dos que posam de celebridade). Zermatt é linda, igualzinha às cidades dos contos de fadas. Até o cemitério é bonito. As ruas cobertas de gelo e aquele ar denso que se forma quando a neve cai em floquinhos davam uma aura de magia pra cada canto que eu olhava – enquanto caminhava com cuidado pra não levar um tombão. Se não bastasse parecer que a qualquer momento seres fantásticos como fadas, gnomos e duendes poderiam surgir, quando chego à “avenida” principal da cidade dou de cara com Matterhorn. A imponente montanha de mais de 4.478 mil metros de altitude, cujo topo se divide entre três países (Suíça, França e Itália), guarda histórias trágicas, com mais de 500 mortes de alpinistas. Mas eu nem sabia disso quando a vi ali, poderosa, emoldurada pela cidade. No dia seguinte, peguei um teleférico pra chegar no alto. A vista era cinematográfica. Brinquei de esquiar (mico, mas divertido). Tomei chocolate quente suíço. E fui embora – com a certeza de que pra lá eu só volto se um dia esse blog for um sucesso tão grande que faça de mim uma milionária!

Veneza (Itália)
“Colorida! Ela é colorida!” Era o que eu repetia pra mim mesma, toda contente, enquanto o barco-ônibus que saiu da estação de trem percorria os canais daquela que é considerada uma das cidades mais românticas do mundo. Sim, eu estava sozinha e isso não diminuiu seu romantismo pra mim (é tudo uma questão de autoestima!). Cheguei no hotel e troquei correndo a blusa de manga comprida, a calça jeans e a bota de cano longo por uma blusinha de seda, saia e uma Melissa vermelha. O tempo mudou muito no percurso, saindo de Florença. Sorri quando vi que da janela do corredor, perto do meu quarto, dava pra ver as gôndolas passando bem ali embaixo. Desci rápido as escadas de madeira, falei “ciao” pra moça na recepção e fui descobrir se Veneza era como nos meus sonhos. E ela era muito mais bonita do que nos meus sonhos. Era colorida! As construções. As famosas máscaras venezianas enfeitando lojas e banquinhas de rua por toda parte. Os cristais de Murano em todas as formas possíveis e imagináveis. Até os pombos (bichinho que eu detesto) combinavam lindamente com o clima na Piazza San Marco. Gelato de framboesa na mão e lá fui eu, desviando de uma infinidade de gente, da turistada animada e embasbacada que mal sabia pra onde olhar primeiro. “Ela é colorida!” E eu só conseguia pensar não ser possível alguém morar de fato naquela cidade. Como você mora num cenário de filme? Todo final de dia eu pensava que um diretor chegaria do nada pra dizer: “Ok, pessoal, valeu por hoje. Podem desmontar o cenário”. Mas eu acordava no dia seguinte e ela ainda estava lá, colorida…

Görlitz/Zgorzelec (Alemanha/Polônia)
Elas eram uma só cidade no passado distante, fundada no século 11. Mas no fim da Segunda Guerra Mundial o rio Neisse se transformou na fronteira entre Görlitz e Zgorzelec. As construções medievais eu já tinha visto em outros lugares. O que me impressionou mais ali foi o caminho entre ambas, repleto de folhas douradas caídas pelo chão, lembrando que era outono. Görlitz é arrumada e rica, como quase tudo que é alemão, né? Limpinha, bem cuidada, restaurações em dia. A pé, apenas atravessando uma ponte de visual deslumbrante, eu saí da Alemanha e ganhei um carimbo no meu passaporte que permitia a entrada na Polônia. Como num passe de mágica, eu estava em outro mundo. Primeiro, se você acha que o idioma alemão é difícil, tenta ler qualquer coisa em polonês. Entendi como um analfabeto se sente. Placas com direções e nomes de comércios em Zgorzelec eram simplesmente impronunciáveis. Eu não conseguia achar nem um museu porque não conseguia dizer o nome do lugar. Quando eu tentava apontar no mapa do que se tratava o pessoal não era exatamente amigável. Não que fossem antipáticos. Mas eram bem desconfiados. Olhando com mais calma, vi que boa parte das construções estavam pichadas. As pessoas pareciam mais empobrecidas. As cidades eram iguais na estrutura, no tipo de prédios e casas. Zgorzelec, porém, tinha algo de triste, de bruto. Os homens me olhavam como se eu não estivesse com um casaco imenso, cachecol, luvas e gorro. Aliás, quase só tinha homem. Devo ter visto umas cinco mulheres só na rua. Foi tenso. E sentada no meio fio de uma calçada, antes de retornar ao lado alemão, eu percebi quão fascinante era a sensação de ter mergulhado numa outra dimensão – e chegando nela a pé.

Orlando (EUA)
Ah, é legal, vai? Da cidade de Orlando em si eu não lembro muita coisa. Mas é lá que fica a Disney. E por mais que eu tenha sérias críticas ao que Walt Disney fez com a cabeça das mulheres da minha geração com essa história de príncipe encantado, tenho que dar minha mão à palmatória e dizer que os parque são divertidíssimos. Eu fui ainda adolescente, aos 16 anos. Minha primeira viagem ao exterior. Os parques são muito bem bolados. Você esquece completamente da vida real. Dá pra aprender muita coisa também. Eu, claro, adorei o World Showcase, onde estão pavilhões de diferentes países, no Epcot Center. E os shows com música, fogos de artifício e fontes dançantes iluminadas? É… mágico! Explicação melhor não há. É quase uma catarse, que segundo a psicologia é o experimentar da liberdade em relação a alguma situação opressora. E o que pode ser mais libertador do que fugir da realidade dura, estressante e cansativa do cotidiano pra se perder por uns dias num mundo de fantasia? Conheço gente que gosta tanto que vai todo ano. Eu curti, guardo as lembranças dessa viagem com carinho. Mas se não for nunca mais tudo bem também. Não é dos lugares que penso em voltar. Não sei… Talvez seja minha birra com o Walt Disney e o príncipe encantado…

Delta do Parnaíba (Maranhão/Piauí)
O cenário é paradisíaco. Mas não no sentido da praia paradisíaca, sabe? É… diferente. Exuberante. Daqueles lugares que a gente tem que prestar reverência. O Delta do Parnaíba é formado pelo rio de mesmo nome, com 1.485 quilômetros de extensão, e passa tanto pelo território do Maranhão quanto do Piauí. É o único que deságua em mar aberto. E quando o barco, que deslizou por horas saindo da maranhense Araioses, chegou nesse ponto… A única coisa que consegui pensar é quanto somos frágeis e pequenos diante do que a natureza já criou. A paisagem é um espetáculo, com dunas, mangues, ilhas, lagoas de água doce e floresta tropical. Segundo a geografia, delta é a foz de um rio formado por braços de seu leito. O formato é triangular – por isso, delta. Nadar nas águas e caminhar pelas dunas de um dos pontos mais extremos do Brasil, daqueles que parece que a gente tá pisando na ponta do mapa, foi mais um presente da vida de jornalista. Fiquei uns 15 minutos sentada numa duna, olhando o horizonte infinito a minha frente, pensando quando eu poderia imaginar que um dia estaria ali, tão longe de casa, dentro do meu país onde em nada parecia o país que eu conhecia até então. A parte ruim foi descobrir que a pequena Araioses, meu ponto de partida e chegada, é um dos municípios mais pobres do território brasileiro, com um dos nossos piores índices de desenvolvimento humano. E, infelizmente, isso faz qualquer encanto que tenha acalentado os olhos se desfazer…

Crédito da imagem: Suzane G. Frutuoso

Carnaval, minha primeira balada

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A fantasia era toda azul. Chapeuzinho pontudo, sainha de tule, varinha… Vestida de fadinha eu fui conhecer o Carnaval com apenas um ano. Meus pais nunca curtiram muito a ocasião. Gostavam de ver na tevê até, mas não de ir ao clube. Deixavam a tarefa para minhas festeiras tias (irmãs do meu pai), que me levaram pra cair na folia até uns 12 anos. Confete, serpentina, o piso de madeira do chão do salão, a banda que tocava marchinhas e os hinos dos clubes de futebol…

Nada de ar-condicionado. Ventiladores Ventisilva tinham que dar conta do calor de verão do litoral. E eu pulava, pulava, pulava. Adorava! “Filhinha, agora senta um pouquinho pra comer”, pedia minha madrinha. Guaraná numa mão, cachorro-quente na outra, eu sentava – mas meu pezinho lá, batendo no ritmo da música.

Carnaval é minha primeira lembrança forte de alegria. De diversão. De gandaia! Do que seria uma balada no futuro!! Uma das minhas tias, caprichosa que só, se esmerava numa fantasia nova pra mim todo ano. Me vesti de um tudo: baiana, havaina, romana, rumbeira, odalisca… She-Ra!! Um pouquinho só de maquiagem, muito glitter nos ombros, nos braços… Aquelas minúsculas estrelinhas coloridas (sabe, as de colar em papel mesmo?) por vezes eram parte do meu penteado. Além daquele pastoso gel colorido New Wave, super anos 80.

Eu me acabava de dançar. E esperava ansiosa pelo ano seguinte. Na adolescência, ainda na matinê, fui liberada pela família pra ir ao “outro” lado do salão – aquele onde, além de pular, você podia acabar beijando um menino! Na boca!!! Era muita emoção. Já nos dois primeiros anos da faculdade eu pulava quatro noites e três matinês. Dos dois últimos anos da faculdade em diante, eu viajava pra praias do litoral norte de São Paulo, sempre acabando em algum baile.

E tem cada história… Uma (que por sorte não acabou mal) foi em Ilhabela. Três amigas. Um Peugeot 106 (aquele antigo, parecendo caixinha de fósforo). E roda pra procurar lugar pra estacionar. Era noite, carnaval de rua, já dava pra ouvir a música ao longe… “Ali, Fe!” Apontei um lugar pra minha amiga que dirigia. Não dava pra ver bem o que tinha à frente. Tava escuro. Mal iluminado. Parecia a areia da praia só, olhando meio assim… Eu no banco ao lado.

Ela vai estacionar é… pá! Uma batida na parte de baixo do carro. Acelera. Alguma coisa prendendo. Acelera mais um pouco, quase conseguindo avançar… e “Paraaaa!!” Uns meninos começaram a gritar pra ela parar de acelerar. Eu saí do carro e… vi o despenhadeiro! “Para, Fe! Para! Para! Para!”, eu gritei, lutando contra o ronco do motor, balançando os braços. Não era tão alto, mas a gente se machucaria feio. O carro ficou preso numa mureta de concreto. Como tirar agora? “Vem, gente! Vamos ajudar as meninas”. Os garotos que gritaram, uns oito, estavam com uniformes de time de futebol americano. Juntos, com nossas duas outras amigas no banco de trás, eles levantaram o carro e afastaram pra trás. Tirando o incidente foi um dos melhores carnavais da minha vida…

Sambódromo eu só fui uma vez e pra trabalhar. Cobri uma noite do Carnaval paulistano de 2011. Como jornalista era uma das experiências que eu queria ter. Estava bem tranquila, achando legalzinho… Até que entrou a primeira escola. A observação é batida, mas não tem como explicar melhor: é de arrepiar. Não tem como ficar indiferente à bateria e ao brilho das fantasias. É verdade que depois de ver muitas cansa um pouco. Mas é lindo. Pelo menos uma vez na vida tem que ver de perto.

Esse ano? Ah… a vida muda, né? Talvez eu encaixe um bloco de rua da Vila Madalena entre uma página e outra da minha tese de mestrado. É assim que eu passarei a festa, escrevendo. Mas o Carnaval sempre vai simbolizar pra mim o quanto a gente pode viver momentos de alegria – apesar de enfrentarmos muitas “quartas-feiras de cinzas” pela vida. Divirtam-se por mim, queridos. Bom Carnaval pra vocês!

Crédito da imagem: WikiRio – Blocos de Carnaval