Desapegue

desapegue1

Então, você tentou. Não aguentou de tanto sofrer e pediu pra conversar, pra compreender, pra ouvir, pra ser ouvido, pra se acertar. Levou na cara um doloroso “vamos ser amigos”, que só serviu pra arrombar ainda mais seu coração. Que esfregou a ferida aberta no asfalto. Bem feito, antes de tudo. Desculpe, mas é por aí. Porque se ele(a) não deu sinal de vida é porque não tá dando a mínima. Sim, ele(a) pode se arrepender uma hora. Mas não é o que acontece no momento. Porque quem sente falta vai atrás. Simples assim.

Tá na hora do processo de desapego. E a primeira coisa a fazer é elencar os defeitos da pessoa. Não é hora de transformar ninguém em santo e só lembrar das alegrias e das coisas boas, não. Pense no que foi difícil. Pense se ele(a) sempre foi legal com você. Bastou ter a certeza de que seu coração estava ganho pra ele(a) mudar? Não esqueça: por mais bizarro que possa parecer tem gente que curte sofrer, que curte ser mal tratado, que é assim que se mantém apaixonado(a) – enquanto é rejeitado(a). O que você quer? Uma relação de troca ou de dominação/submissão? Amor e compreensão mútua ou aquele jogo perturbador do “hoje gosto de você, amanhã não sei”?

Desapegue. Liste, agora, as suas qualidades. Seja generoso(a). Você merece! Massageie seu ego. Você pode. Lembra de quanta gente te acha super querido(a) e adora estar por perto? Lembra de quanta coisa bacana você já fez na vida? Quantas conquistas alcançou e quanto desafio superou? Daquele(a) gatinho(a) que arrasta um bonde por você? Quem sabe…

Aproveita e dá aquela passeada pelos perfis nas redes sociais de tudo quanto é ex. Olhe bem pra foto do(a) sujeito(a). O que você sente? Nada? Pois é… É assim que é… Apague mensagens, e-mails, sms, aqueles mesmos que eram a retrospectiva da história de vocês. Não tem coragem de doar presente ainda, de jogar fora aquele bilhete do cinema do primeiro filme que vocês viram juntos, nem de se livrar da garrafa de vinho que ele(a) te deu? Pelo menos, esconda tudo bem escondido, de um jeito que você nem vai lembrar que tá lá. Ou pede pra um amigo fazer isso pra você não ter vontade de espiar.

Não estou aqui pedindo pra você transformar a saudade em raiva, não. Uma raivinha, talvez, só pra dar aquela sacudida… Mas não é esse o objetivo. A ideia é ser realista pra seguir em frente. É focar na decepção pra perder a admiração. Costuma funcionar e ajudar a enxergar que a dor da perda pode ser muito mais pelo engano. Não é do dia pra noite que você vai esquecer. Mas se esforce. Olhe de fora. Você ainda tem esperança? Ok, que seja… Mas pelo menos mantenha a esperança com o pé totalmente no chão.

P.S.: “Entre as diversas forma de mendicância, a mais humilhante é a do amor implorado.” ~ Carlos Drummond de Andrade

Crédito da imagem: blog Casal Sem Vergonha

Anúncios

4 respostas em “Desapegue

  1. Isso ai suzane…sabias palavras como sempre! Nao eh facil mesmo….mas afinal de contas somos muitos mais importantes neh…..rss bjim

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s