Perdoe. Perdoe-se.

perdoe

Eu sei… Ainda dói… Mas já dói menos, não? Vai passando… A oscilação tristeza-decepção-saudade-raiva-saudade-de-novo dá espaço para um coração conformado. Não totalmente curado, é verdade. Pelo menos remendado. Vai passando… É melancólico aceitar um fim. Mas se a gente lembrar que um fim significa outro recomeço, alguma paz se faz…

Você não conseguiu perdoar ainda, claro. Demora um pouquinho mesmo. Tem aquela pontinha de mágoa que dá até pra sentir, fisicamente, apertando o peito. Mas perde força, perde sim. Só mais uns dias, você vai ver. Se for além, tem que ver bem isso aí. Não pode, nem sofrer, nem desejar mal. Não pode deixar a vida parar. Até porque a impermanência, junto com a morte, são as únicas certezas que temos ao longo do caminho. As coisas vão mudar. Às vezes, muito mais rápido do que gostaríamos. Aí, sonhos e planos são atropelados. E a gente sofre. Mas é o movimento do destino que, talvez agora, a gente mal consiga compreender. Uma hora, no entanto, tudo fica evidente.

Não chore mais, não. Pelo menos, chore só um pouquinho, ok? Mantenha a serenidade e – desafio dos desafios – pense em quem te machucou com carinho. Você já fez o exercício do desapego, de listar tudo aquilo que não te agradava no outro, de listar tudo aquilo que te faz alguém incrível. Agora, seja generoso(a) com a história que você viveu. Feche os olhos e traga na memória as horas boas, o que fizeram de bom por você, as alegrias, a ajuda nos momentos complexos. Mas com algum distanciamento… Pra não doer de novo demais. Pode até ser que aquele(a) que deixa de estar ao seu lado não ligue muito pra tudo isso. Mas o que importa é o que você carrega de cada um ao longo da sua trajetória. Com uma ou outra exceção (que a gente também não tem que ser burro), eu só levo comigo o melhor das pessoas que de alguma maneira foram parte dos meus dias.

Perdoe. Não ainda, mas com o tempo. Vale a pena…

Principalmente, perdoe-se. Quantas vezes nos últimos dias você repassou em mente seus erros? Sua parte de culpa naquilo que não deu certo? Admitir que foi você quem agiu com ansiedade, impaciência e intolerância muitas vezes não é fácil. Que você deixou falar alto demais seus traumas, seus medos, suas inseguranças… Mas é fundamental num processo de autoconhecimento, que ajuda a não repetir mais esse enfiar de pés pelas mãos, de dizer o que não queria ter dito. Perdoe-se. Você não fez por mal. Talvez até quisesse fazer bem demais ao outro, o que pode não ter sido compreendido. Deixe. O que tá feito assim fica. Nem sempre adianta explicar.

Siga com o coração leve. Se dê pequenas alegrias, como comprar flores para a casa. Fique na companhia de quem te ama desde sempre e do jeito que você é. Dê tempo ao tempo. E um último abraço de “até”, mesmo que apenas em pensamento, naquela pessoa que fez alguns dos seus dias os mais felizes. Então, deixe ir… Às vezes, basta confiar no destino.

P.S.1: Foi com essa música do Snow Patrol, “You could be happy”, que escrevi o post. Feche os olhos, ouça a melodia bonita, permita as lágrimas… procure a letra… E lembre que a vida está sempre recomeçando: http://www.youtube.com/watch?feature=fvwp&NR=1&v=76Mbnuwk2d4 .

P.S.2: Reencontros nunca são descartados…

Crédito da imagem: blog Casal Sem Vergonha

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