Começos, recomeços

recomeço

Esta não me parece uma segunda-feira qualquer. É, coincidentemente (ou não?), um início de semana com começos e recomeços pra muita gente que conheço – inclusive pra mim. Dei o primeiro passo num novo projeto profissional. Tenho dois amigos que estão no primeiro dia de trabalho nas empresas em que acabam de chegar. Uma amiga realiza o sonho da primeira viagem internacional. Outra está se matriculando no francês. Sei de um casal, depois de anos juntos e com um filhinho de uns cinco anos, que comemora hoje o primeiro dia de recém-casados. E tem ainda um casal de amigos que reatou o namoro após meses separados.

Quantas vezes a gente começa, recomeça, retoma, tenta outra vez, tenta um novo caminho… É pra perder as contas. Cheguei a dar uma reclamadinha semana passada, enquanto tomava chá com minha melhor amiga, que tem horas que eu canso um pouco dessa sensação de sempre começar novamente. Nos últimos três anos foi um movimento constante demais na minha vida. Sim, tem o lado bom do desafio, da conquista, do colocar a criatividade pra funcionar, do encanto de ver algo nascer/renascer! Mas junto com a novidade vem a insegurança do desconhecido. E de ter que se esforçar pra fazer dar certo. No trabalho, no amor, nos planos em geral. O problema, pra mim, nem é a batalha em si pra concretizar projetos e desejos. Isso é fascinante. Mas em tempos em que tudo é líquido, rápido e fugaz como nunca fica mais complexo que a duração das coisas ganhe força. O longo prazo é cada vez mais etéreo e incerto.

A saída é se adaptar e tentar lidar com a ansiedade do saber-até-determinado-limite. Talvez seja justamente a hora de – empurrados pelos recomeços constantes – aprendermos a curtir mais o presente, o que a vida oferece agora. Como eu sempre gosto de lembrar quando piro demais em algum “querer”: somos finitos. Claro, pensar no futuro é essencial. Não dá pra viver como se não existisse amanhã, que amanhece sempre cheio de responsabilidades. Mas lembrar nosso prazo de validade torna aquilo que temos em mãos no momento uma preciosidade.

No fim, apesar de um coração por vezes cansado e uma mente por vezes desgastada, começar de novo desperta o prazer de sentir nossa capacidade em toda sua potência. É perceber a chance de reescrever nossa história, de imaginá-la mais colorida e feliz.

Crédito da imagem: Kit Básico da Mulher Moderna

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