Tomar sol, pé no mar

sol faz bem

Dizem que mãe sabe tudo. Sente tudo. Não sou mãe. Então, não sei – nada?! Mas tenho uma mãe inteligente, que me ensinou o valor do estudo, do conhecimento, sem esquecer de me ajudar a enxergar soluções práticas nas ações bem simples. Tomar sol e colocar o pé no mar foram remédios maternos pra uma variedade de problemas na minha vida.

Exemplo 1:
– Tô cansada, mãe…
– Vai tomar sol! Andar na praia!

Exemplo 2:
– Mãe, acho que tô ficando gripada.
– Toma sol. Se o mar não estiver gelado, caminha um pouco na beira d’água. Mas leva um camiseta pra não pegar friagem.

Exemplo 3:
– Ai, mãe, tô tão triste… (lágrimas)…
– Filha… Vai tomar um solzinho, vai… Bota o pé na água do mar, faz uma oração e deixa a energia ruim ir embora.

Exemplo 4:
– Tô ansiosa, mãe! Não consigo parar de pensar nisso!
– Para! Vai andar na praia e sentir o sol pra relaxar. Mas para!

E não é que, segundo pesquisadores, ela sempre teve toda a razão? A ciência já mostrou que os benefícios da luz solar são enormes. Um deles, o mais conhecido, é a produção de vitamina D no organismo, substância que ajuda num montão de coisa: prevenção de vários tipos de câncer, de doenças cardíacas, no fortalecimento do sistema imunológico (o que evita, por exemplo, gripes e resfriados) e dos ossos.

Até as funções cognitivas ficam comprometidas quando a exposição ao sol não é suficiente. Os bronzeados têm os neurônios mais protegidos, o que retarda o aparecimento de males como Alzheimer ou falhas de memória.

Andar na praia tem efeito calmante. Relaxa, desestressa, desacelera. No quesito estética, a caminhada na areia exige maior desempenho muscular, cria resistência. E melhora uns tantos indicadores de saúde: mantém peso em equilíbrio, diminui taxas como as do colesterol e de diabetes, traz mais disposição física, entre outros benefícios.

Claro, como tudo em excesso, sol demais e sem protetor solar causa câncer de pele e envelhecimento precoce. Um mar poluído, contaminado, pode levar ao aparecimento de doenças de pele. Mas com cuidado e informação é possível aproveitar só o lado bom.

Nos últimos dias provei tanto a máxima da minha mãe (tomar sol, pé no mar) quanto as conclusões dos cientistas. Me sinto mais disposta do que há algumas semanas, desacelerei preocupações e pensamentos. Na verdade, coloquei em prática uma outra função da dupla sol/mar que descobri ao longo de tantas andanças na praia. A de decidir.

Quando fico em dúvida, tenho uma decisão a tomar, é com a água salgada cobrindo o tornozelo, o sol batendo nas costas e os olhos fixos no oceano que eu defino que rumo seguir. Há 34 anos. A julgar pelo que vivi até aqui, no balanço de prós e contras, deu certo. Mais uma vez, sei o que fazer. Certeza absoluta? Jamais. Nada nunca é 100% certeza. Sei, porém, qual o próximo passo. O que acabou e o que vai adiante. O que não merece mais esforço e em que colocar energia. Vem, volta, leva, se desfaz de vez, refaz o novo com força. Como movimento de onda do mar.

Crédito da imagem: Suzane G. Frutuoso

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4 respostas em “Tomar sol, pé no mar

    • Obrigada, Nazaré! Sou feliz e grata pela família que tenho.
      Como toda família tem seus arranca-rabos… rsrsrs… Mas guardo muito boas lembranças do que vivi com a ajuda deles. Continuo vivendo. E não guardo rancores. Isso faz diferença também… 🙂
      Bjão

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