Vem, 2014!! :)

newyear

Último dia, heim?! Aquele, que renovamos as esperanças, pensamos em tudo o que vivemos nos últimos 12 meses, avaliamos, agradecemos… Que bom que chegamos aqui, mais um 31 de dezembro. Eu sei, a gente andou cortando um dobrado vez por outra em 2013… Mas, agora, é o 31. Vencemos.

Dizem que alguns ciclos se fecham na virada do ano e novas perspectivas se abrem. Na verdade, a maior parte das coisas só continua em processo mesmo. Mas o dia de hoje pode ser simbólico pra realmente se deixar algumas situações e dores para trás. Feche ciclos no seu coração e o deixe receptivo para as boas surpresas da vida. Pensa bem… Quantas foram as vezes que você achou que nada mudaria e o melhor aconteceu? As alegrias sempre estão pelo nosso caminho. Sempre.

Para os festeiros, aproveitem com a alegria e cuidado a celebração. Aos que estarão mais recolhidos (meu caso, pra compensar o enfiar de pé na jaca que foi o Réveillon anterior), nada de deixar lembranças difíceis abaterem. Foco nas recordações felizes e na organização da ceia! A todos, peço paciência e amor acima de tudo, evitando discussões e a tal história de querer dar a última palavra. Hoje não é dia de dizer aquelas verdades que a gente sempre pode deixar pra lá. Abrace. Beije. Chore de emoção pra limpar a alma.

Se por algum motivo ou imprevisto você estiver só na hora da virada, não se acanhe. Celebre como o merecedor que é. Prepare a mesa com a toalha mais bonita que tiver. Faça um arranjo com flores ou posicione um vasinho que já tenha. Velas. Eu as acho indispensáveis. Cozinhe algo bem gostoso pra si mesmo. Abra um espumante. Brinde à vida e a tudo que ela ainda te reserva. Nem acho que roupa precisa ser nova, não. Vou passar com uma blusa de paetês em tons de rosa, lilás, umas pitadinhas de azul e laranja – emprestada da minha mãe. Vista algo que agrade a seus olhos diante do espelho. Branco total não é comigo. Gosto de cor, assim como acho que a vida tem que ser colorida.

E, especialmente, quando o relógio indicar que mais um ano nasce, tenha bons pensamentos. Agradeça. Pelas horas boas, que encantaram seus dias, e pelos desafios, que te tornaram mais forte. Desejo pra todos vocês um novo ano de saúde, principalmente. É com saúde em dia, física e emocional, que corremos atrás do resto. Para as horas difíceis que são inevitáveis, desejo serenidade, resiliência e bravura. No mais, sorriso no rosto, fé (no que cada um acreditar), gratidão e generosidade, pra expandir correntes virtuosas e valiosas.

Que nosso mundo aprenda a ser mais tolerante também. Que todas as pessoas, de todos os povos, possam viver com dignidade.

Feliz 2014, queridos!!

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Feliz Natal! :)

natal

Eu sei. Não foi um ano fácil. Pra muitos de nós. Na verdade, senti que foi um ano melhor pra maioria, com mais alegrias que no ano passado. Mas cada conquista foi suada demais, né não?! Sempre intercalada por muito desafio. Recebi mais boas notícias, bençãos e testemunhei mais horas felizes do que em 2012. Nem sempre diretamente relacionadas a mim. Porque uma das coisas que percebi nos últimos 12 meses é que a gente também tem que aprender a ficar genuinamente contente pelas vitórias de quem nos cerca. Cria aquele ciclo virtuoso, espalha bons sentimentos. Nada de ficar enciumado pela felicidade alheia, heim?! Lembra que tudo tem seu tempo e suas alegrias também estão a caminho.

Então, mesmo que neste Natal você esteja meio triste, seja lá pelo motivo que for, respira fundo, lista os momentos positivos (eles sempre existem, até em meio às tempestades) e abraça, sorri, brinda com seus queridos. Afeto e fé. Se você só tem o que comemorar, se foi um ano especial, é hora também de estender a mão pra quem tá precisando de inspiração, apoio, carinho. Generosidade e gratidão.

Eu sei. Sempre tem alguém nas festas de fim de ano pronto pra alfinetar – e eu acho isso muito louco. Faz o seguinte: diante da menor provocação, lance seu melhor sorriso de miss/mister. Deseje, olhando no fundo dos olhos do seu interlocutor, tudo de melhor que a vida tenha a oferecer. Com sinceridade. Desarme. É muito mais negócio do que cair na armadilha. Seu coração fica mais leve. Suavidade.

Independentemente da religião (ou da não religião), agradeça, seja bom, passe por cima das diferenças, acima de tudo. E que esse dia de paz se torne possível em todos os outros dias da nossa vida. Feliz Natal, pessoal! Vamos lá… A gente consegue! Mais do que isso: a gente merece! 😉

Mais silêncio. Mais leveza.

meditação

“A maior arte é saber ficar em silêncio. Não apenas ficar sem falar com os lábios, mas sem falar com a mente. Quando a mente está tranquila, todo seu ângulo de visão muda. Ao invés de atacar os problemas, ela começa a perceber as oportunidades, as coisas boas da vida. E, nessa discriminação que vem do silêncio, residem todas as outras artes. As artes que tornam a vida um prazer e um desafio; como a forma de falar uns com os outros, de divertir os outros, de aceitar uns aos outros. E também a arte de como ser feliz não apenas juntos, mas sozinho.”

Encontrei essa citação no Facebook de uma amiga. É um dos ensinamentos da Universidade Espiritual Mundial Brahma Kumaris, organização não governamental criada na Índia em 1937 para promover uma cultura de paz, cooperação, solidariedade. Não importa qual a sua religião ou até mesmo se você não tem uma. Porque compreender e replicar todas as possibilidades de valores humanos positivos não tem a ver com dogmas. É questão de caráter.

Juntei esse pensamento com um post do blog de uma grande amiga, a Tatiane, que é evangélica, e usa passagens da Bíblia para falar de comportamentos cotidianos das pessoas (www.encontro-feminino.blogspot.com.br). Naquele post, ela ressaltava a importância da gente saber deixar de ser tagarela de vez em quando. Não pra deixar de dizer aquilo que pensamos, não para nos omitirmos diante de injustiças. Mas pra saber colocar a energia certa, na hora certa – no embate certo.

Uma das coisas que eu e muitas pessoas que conheço precisamos aprender em 2014 é que parte de nós, simplesmente, não quer ouvir nada que seja contrária à sua opinião. Não necessariamente por mal, mas por limitações pessoais mesmo. Por emoções mal trabalhadas, por falta de procurar se informar melhor. Porque leva tudo para o lado pessoal e não consegue enxergar que é apenas um pinguinho em meio a um mundo inteiro em movimento. Que problemas diferentes podem estar interligados, ter começado há décadas, que soluções podem não depender de apenas uma vontade exclusiva. Que histórias não têm dois lados apenas. Mas inúmeras versões que precisam ser analisadas juntas, em um conjunto maior e olhando além daquilo que nos convém.

Então, sugiro que troquemos um pouco as discussões histéricas (incluídas aí as via redes sociais) por mais tempo em silêncio. Pra gente se ouvir. Pra gente descobrir o que de fato faz sentido pra nossa alma, nosso coração. Pra gente se blindar um pouco das influências que focam nas mudanças superficiais. Pra despertar transformações com base em princípios mais elevados e menos egoístas. Pra gente ser generoso com a visão do outro e pensar com carinho nela. Nada mais rico do que ter o desprendimento de saber prestar atenção ao que diz alguém diferente da gente.

Ah, sim… Eu só desconsidero opiniões defendidas com completo destempero e agressividade. Parto da ideia de que se alguém precisa agir de tal modo pra passar uma mensagem e espera calar a qualquer custo seu interlocutor é sinal de limitação severa. Não saber lidar com o diferente (opinião, estilo de vida) de forma respeitosa e aberto à compreensão só indica insegurança.

Há alguns anos eu medito todos os dias de manhã, mas só cinco minutinhos. Não é fácil, não… Sossegar a mente é um desafio e tanto, principalmente pra quem trabalha com a criatividade e o conhecimento. Mas é um dos meus objetivos para o ano que se aproxima: aumentar pra dez minutos a meditação e me concentrar no silêncio. E quando eu tiver dificuldade de me silenciar e levar essa quietação adiante no dia a dia, vou ler sempre o pensamento que deu início a esse texto. Que a riqueza do mergulho nos momentos de silêncio nos ajude. Nos torne mais tolerantes, leves e melhores.

Crédito da imagem: Brahma Kumaris

A vida não te deve nada

ego

Comemorações de fim de ano. Lá vêm elas. Chegou a época das festas das firmas, dos encontros entre amigos que voltam para as cidades de origem, de confraternização entre os amigos de todas as horas, do Natal, do Réveillon. Independentemente da reunião, as pessoas parecem se dividir basicamente em quatro grupos: 1) os eufooooricos, que AMAM o mês de dezembro e parecem animados ajudantes de Papai Noel; 2) os melancólicos, que sentem saudade dos que já se foram e não acham exatamente justa uma data na qual muitos mal têm o que comer; 3) os otimistas, que apesar de tudo conseguem enxergar o lado bom até das dificuldades e sorrir na hora do brinde; e 4) os vitimados, aqueles que sempre, entra ano, sai ano, acreditam de verdade que a vida lhes deve alguma coisa.

É desse último grupo – irritante! – que o post de hoje trata.

Os vitimados não se manifestam apenas no último mês do calendário, claro. Eles se fazem presentes constantemente. É o sujeito que olha suas conquistas e diz com amargura que você teve sorte, ignorando o quanto cada vitória foi batalhada, o quanto os resultados vêm de escolhas e privações. Ou que acha que os problemas dele são sempre infinitamente maiores do que os dos outros. Ou que é ingrato com quem lhe estende a mão por achar que as pessoas têm obrigação de ajudá-lo o tempo todo, seja com o que for e como for. Chamar a atenção, no melhor estilo drama queen, também é com ele. E um clássico: jogar a culpa dos próprios erros em quem estiver mais perto, no primeiro bode expiatório que aparecer.

É cansativo. É desgastante. Esgota. Minha impressão é de que dezembro é um prato cheio para os vitimados de plantão exigirem o sangue de quem os cerca. Tantos amigos se queixaram de situações semelhantes nas duas últimas semanas que já desconfio ser alguma epidemia que eclode no verão, tipo dengue. Para os vitimados, comemorar as festas de fim de ano significa ter todas as suas vontades atendidas. Se não for assim, começa o discurso do quanto a vida é injusta, do quanto tudo dá certo para a humanidade, menos pra ele, do quanto seus “esforços” não são reconhecidos, e blá, blá, blá.

Muita gente é assim porque sofre distúrbios psicológicos realmente. Difícil até dizer quem nos dias de hoje não anda com as emoções na corda bamba. Alguns quadros, porém, são patologias mais significativas. E como eu sempre gosto de ressaltar quando possível, dá pra amenizar e compreender essas dores e dissabores enfrentando o divã. É importante. É saudável. Autoconhecimento é um dos maiores poderes que o ser humano pode desenvolver. Vocês já me viram bater nessa tecla aqui em diversos posts e continuarei ao longo de 2014. Mas existem aqueles que não querem nem ouvir falar de terapia. Optam pela perseverança no papel de vítima.

Até certo ponto, sim, você vai ter que aturar o vitimado. Porque ele pode ser alguém que você ama e, como qualquer pessoa, tem qualidades. Por outro lado, sim, você pode colocar um limite na convivência, nos abusos, nas exigências indevidas. Não se espante ao ser chamado de egoísta ou até de ser ofendido, machucado. É o jogo do vitimado tentar inverter o cenário e transformar os demais em vilões. Mas ele arrefece um pouco ao se dar conta que o deixaram falando sozinho e que isso só vai piorar se ele não maneirar.

A vida realmente dói em diversas fases. É bom saber que, nessas horas, existe o apoio de amigos e família. A ajuda, no entanto, deve ser espontânea e reflexo do afeto. Se ninguém te acolhe quando as coisas vão mal, talvez seja a hora de observar como são suas ações em relação aos demais. Se você exige, por exemplo, ser ouvido, mas é incapaz de ouvir. Se você espera generosidade alheia enquanto só olha para o próprio umbigo. A vida não te deve nada. Mesmo que imprevistos cruzem o caminho. Erros e acertos são construções particulares.

Crédito da imagem: Cultura Inquieta

Retribuir

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Agosto de 2012
Estou debruçada sobre a mesa da lanchonete do hospital. Rosto escondido entre os braços cruzados. Já nem tem mais lágrima, não. Subi e desci tantas escadas, passei rasgando por dezenas de corredores. Queria informações. Me mandaram de um lado para o outro. Conversei com médicos, enfermeiros, atendentes da parte burocrática e quem mais pudesse ajudar. Acho que tô sonhando. Certeza que dei uma cochilada aqui de alguns minutos. São essas últimas noites dormindo apenas quatro horas. Levantei a cabeça. Sinto as bochechas meio amassadas. Meu lanche que não chega. Finalmente tô com fome. Finalmente tenho tempo pra comer. Uma moça sorri pra mim. Meio loira. Uns 45 anos? Me olhando de lado e com a mão levemente sobre as minhas costas. Perceber o toque dela que me fez tirar o rosto antes entre os braços. Disse que o copo descartável agora na mesa era pra mim. Certeza que cochilei e devo até ter babado no antebraço. Escondo da moça meu antebraço. Vai que tá babado. Agradeço, mas não entendo. E fiz cara de quem não entendeu porque ela começou a me explicar:

“Vi você esses dias aqui pelo hospital, pelos corredores. Sei como tá se sentindo. O início é difícil mesmo. Muita incerteza. Cansa entender tudo. Mas mais de um ano depois e meu pai já está bem, forte. Leva até uma vida mais saudável. Ah, é seu irmão? Você vai ver. Melhora. Tem o acompanhamento, mas melhora muito. É com batalha, dias melhores, outros nem tanto. Mas o caminho segue, lidar fica mais leve. Isso aqui é pra você. Açaí com mate. Gosta? Que bom. Quando eu também estava aqui na lanchonete, bem abalada com a notícia do meu pai, uma senhora me entregou essa bebida. Disse que me daria disposição. Essa é pra você, pra te dar disposição. Vai dar tudo certo. Vou rezar pela sua família. Magina, de nada. Tchau, tudo de bom.”

Ela saiu sorrindo. Tomei o açaí com mate. Foi como se eu tivesse colocado o dedo numa tomada.

Dezembro de 2013
Vim ao bairro da Liberdade para uma entrevista. A pessoa com quem vou conversar me ajudará com estatísticas e indicações de contatos pra minha dissertação de mestrado. Meu dia tá tranquilo. Lembro que o hospital nem é tão longe. Nunca mais fui lá. Lembro que pensei em fazer trabalho voluntário lá. Não fiz. Cheguei e expliquei na recepção o que eu gostaria. Era rapidinho. Algum funcionário poderia me acompanhar, sim. Sem problema. A lanchonete tá cheia. Tá perto da hora do almoço. Muita gente interna cedo, opera cedo. É o horário que os familiares já sabem que correu tudo bem. Já têm vontade de comer. Achei. Era uma senhora mais ou menos com a idade da minha mãe, perto dos 60 anos. Cabeça baixa, olhando um folhetinho, esses de informações que ficam espalhados pelo hospital. Olheiras. Elas sempre estão lá quando a história começa. Entreguei o copo de açaí com mate. Me olhou intrigada. Sorri. Expliquei. Ela sorriu de volta. Era o filho dela. Sabia há poucas semanas. Acabara de passar pela biópsia. Estava adormecido no quarto já.

“Sei que é difícil. Mas a medicina avançou muito, sabe? Os tratamentos são cada vez mais eficazes, né? Pode perguntar. Li de tudo. Como se manifesta, os índices de cura. Ah! Como brigar com plano de saúde e ganhar eu também sei. Pode perguntar. Hoje? Ele faz o controle, mas até já voltou a trabalhar. Sim! Muito cabelo e até barba! Tudo caminhando. Vai dar certo. Imagino… Vou rezar pra sua família. Doce? Sim, é bem doce. É, é gostoso, sim. (risos) Uma moça me entregou essa bebida aqui há pouco mais de um ano. Pra senhora agora. Ajuda a dar disposição. Magina, de nada. (abraço). E Feliz Natal. Um ano bom pra senhora e seu filho. Tchau, tudo de bom.”

Tão doce quanto o açaí com mate foi o olhar de agradecimento dela. Retribuir. Talvez, não pra mesma pessoa. Às vezes, não é possível. Mas retribuir sempre. A quem for. Onde for. Como for. A vida retribui de volta. O ciclo se torna virtuoso.

Crédito da imagem: Kit Básico da Mulher Moderna

Por um mundo com mais pessoas como Nelson Mandela

mandela

“O que importa na vida não é o simples fato de ter vivido. A diferença que fizemos na vida dos outros que vai determinar a importância da vida que conduzimos.”

“A bondade humana é uma chama que pode ser escondida, mas jamais extinta.”

“Aqueles que se comportam com moral, integridade e consistência não precisarão temer as forças do desumano ou da crueldade.”

“Ser livre não é apenas se livrar das próprias correntes, mas viver de um jeito que respeite e amplie a liberdade dos outros.”

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”