Fim

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Se a minha vida fosse um seriado americano já estaria na décima temporada, por aí. Eu ganharia um milhão de dólares por episódio. Certeza. Me sinto a própria representação de um entrelaçado de histórias. Minhas e de quem me cerca, de quem é de fato importante pra mim. Do drama à comédia, do romance ao suspense. Não posso reclamar de movimento jamais.

Mas nesses primeiros cinco meses de 2014, me superei. Parece que vivi uns três meses só no despedaçado mês de abril. Parece que lá se foram mais uns dois só nos primeiros 20 dias de maio. Minha alma precisa de calma. Ou termino o ano com cinco anos a mais do que deveria.

Coisas da vida. Fases inevitáveis. Aprendizados. Sem esquecer que, nesse exato momento, tem gente com lutas particulares maiores do que as minhas. As nossas. Então, que tudo ganhe a devida dimensão. Nem um pouco a mais. Nem um pouco a menos.

As duas últimas semanas, principalmente, foram emocionalmente marcantes para pessoas que são especiais pra mim. Teve quem resolveu falar umas verdades para o chefe. Outro que voltou de surpresa depois de uma jornada incrível por vários países. Alguém compreendeu que precisa colocar cabeça e coração em ordem urgente. Alguém mudou de trabalho e transforma agora muito mais do que só a profissão, mas uma parte da vida que conheceu até aqui. Alguém me surpreendeu e pediu perdão. E teve quem passou noites em claro velando a saúde de quem ama.

De alguma maneira, o que é emocionalmente marcante para cada um deles afeta/afetou diretamente a mim. Mesmo que nem todos saibam. Identificação e amor. Seja para estar ao lado mais uma vez, seja para uma despedida inevitável. Porque ciclos se fecham. O novo se apresenta.

Nesse vai e vem do destino, permanecem aqueles que são parte de todas as horas. Isso é certeza. Eles sempre estão lá, não importa a distância. Pode ser que permaneçam aqueles que antes eram só uma ponta da história e se tornaram protagonistas da temporada. Isso ainda não é certeza. Depende de certas capacidades, como a de transformar o profano em sagrado. De carinho e cuidado pelo tempo que cada um precisa.

O que dias tão instáveis, sentimentais, essenciais e exaustivos sempre nos ensinam é que, apesar de tudo, dá pra aguentar o tranco. Dá pra se recuperar. Mas é preciso compreender quando a palavra “fim” tá piscando em neon na nossa cara. Pra não prolongar o indevido. Fim da satisfação no emprego, fim de uma amizade, fim de um amor, fim de uma condição emocional, fim de um comportamento prejudicial, fim de uma crença, fim de um excesso, de uma ilusão.

Não dá pra abraçar o mundo. Não dá pra ganhar sempre. Não dá pra viver na dúvida. Não dá pra encaixar três meses em um. É humanamente impossível. Escolhas são necessárias. Finais também. Pra ninguém ficar triste, só lembrar que apesar da temporada chegar ao último episódio, quando a série é boa, tem continuação.

No meu seriado particular arrisco dizer que a próxima temporada começa com uma grande vitória, que custou à mocinha concentração e noites em claro. Mas deu certo. A primeira cena, então, é uma espécie de comemoração. Num lugar distante, ela afunda os pés nas areias claras de uma praia exótica…

O que eu desejo, portanto, a você que está aqui comigo agora, é que aceite os fins e acredite nos inícios. Espere um pouquinho, só um pouquinho… Só o tempo de descansar. Porque tudo vai recomeçar. E você ainda vai ser muito feliz.

***
A música que ouvi enquanto escrevia esse post foi essa aqui, ó: https://www.youtube.com/watch?v=Bw3tYiAFVfg

Crédito da imagem: Reprodução CSV

 

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