Tempinho precioso

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Quantas vezes você não para por dia pensando: “Preciso arrumar um tempinho para…”. As reticências podem ser preenchidas por uma infinidade de quereres. O problema é quando ficam só na ideia, no desejo, e a gente não coloca em prática. E como é bom arrumar aquele tempinho precioso pra fazer coisas especiais, falar com gente querida…

É verdade que fim de ano começa aquela correria para adiantar serviço, organizar festas, comprar presentes, ir a eventos da escola dos filhos ou da firma… Mas não esquece do tempinho, não… Vença o cansaço! Reserva uma hora pra ligar pra amiga que tá precisando de ajuda, pra escrever uma mensagem para o amigo que começou no novo emprego, pra mandar flores pra alguém importante, ou deixar um recadinho de voz gracinha no whatsapp desejando bom dia…

Quem sabe até marcar aquele café no fim da tarde. Ou caminhar com o pai e a mãe no calçadão da praia ou olhando vitrine no shopping. E quando não dá pra encontrar um querido por vez, organiza uma pizza, chama todo mundo, separa aquele mesão no restaurante. As conversas ficam meio cruzadas, não dá pra contar tudo o que precisa, mas pelo menos dá pra dar um abraço apertado em cada um. E sempre tenha uma tarde de sábado ou domingo inteiramente livres para brincar com as crianças da sua família.

No fim, o tal tempinho, que às vezes a gente considera bobagem, é a diferença que faltava pra deixar nossa vida mais repleta, aconchegante… Mais feliz… É riqueza grande… 🙂

Crédito da imagem: Creative Commons

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Não inveje a vida de ninguém

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Pessoal, antes de tudo, me perdoem a demora em escrever um novo post. Ideias não faltam, juro! Só tô naquele looping de final de ano, tentando dar conta de tudo o que chega na vida. A boa notícia é que o que tem chegado, 90% das vezes, é de momentos divertidos e de felicidade. E pensando nisso é que escrevo o post de hoje.

Vocês sabem que uns meses atrás as coisas não andaram exatamente bacanas para o meu lado. Nada que outras pessoas não tenham, de uma maneira ou de outra, enfrentado algum dia também. As tristezas e as dificuldade, os momentos de dúvidas e até desespero, que por vezes parecem não ter fim, são parte do nosso roteiro. Especialmente de quem se arrisca no dia a dia, de quem busca novas experiências e alegrias, que não fica parado só esperando milagres transformarem o destino.

Mas como tudo é cíclico e ninguém é totalmente feliz ou infeliz, parece que a bad vibe, finalmente, deu lugar a conquistas especiais e dias bonitos. Não para sempre, claro. Por mais um período, ao menos. Um dos motivos é que há quase cinco meses comecei a trabalhar com jornalismo gastronômico em uma revista especializada. Pra mim, que amo comer e considero a comida uma maneira de demonstrar afeto, é uma farra.

Já conheci muita gente legal, fui em lugares da moda ou elegantes, fiz viagens incríveis. Fora que beber em serviço não é problema! 😛 Divido algumas das experiências desse trabalho nas redes sociais, com fotos de onde vou. Me divirto com os comentários dos amigos. Ninguém mais acredita quando digo que é um trabalho que também tem seu lado puxado, pressão, datas a cumprir, decisões importantes a tomar! Mas de fato o lado bom compensa conflitos e entraves, que são parte de qualquer função e profissão.

Dia desses, no entanto, fiquei um pouco surpresa com o tom que uma amiga deu a uma mensagem que me enviou inbox no Facebook. Não acho que foi maldade, não. Longe disso. É uma opinião com base em crenças profundas dela. E eu respeito. Mas a questão foi colocada como se eu, que sempre acreditei no jornalismo como forma de melhorar a vida das pessoas, estivesse traindo a classe ao me dar o direito de trabalhar com um assunto mais “leve”. Não é. Gastronomia, antes de tudo, é reflexo de nossa cultura e da nossa história. Explica muito mais de cada um de nós do que percebemos. Então, não é “fútil” como parece. É uma arte exercida por gente bem talentosa, curiosa, criativa. Representa, inclusive, a alma de um povo e até mesmo novas tendências de comportamento da sociedade. É rico, vasto, interessante.

Mergulhar num mundo que até pouco tempo não era o meu, parece, me desabona como a moça forte de um passado recente. Mas justamente por isso, convenhamos, eu mereço. Assim como todos que enfretam/enfrentaram horas duras são merecedores de tempos de gandaia e/ou bonança. Portanto, não inveje a vida de ninguém. Nunca. Simplesmente porque se tá ruim pra você agora, logo vai ficar bom. E pra quem tá bom, volta e meia piora. É a roda. Só para de se preocupar demais com a vida alheia. Isso sim faz os sentimentos ruins perdurarem.

Crédito da imagem: blog Casal Sem Vergonha