Cerveja Feminista, a red ale que veio para regar o debate sobre machismo

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Três publicitárias criaram uma red ale batizada de Cerveja Feminista como reação ao machismo histórico que toma conta dos comerciais de cerveja. Escrevi sobre o assunto na minha coluna no site da Revista GOSTO, na qual sou redatora-chefe. Dá uma olhada no texto aqui.

É verdade que nos últimos cinco anos isso melhorou muito. As empresas focaram mais em cenas divertidas entre amigos, por exemplo. E quando parecia que tal cultura mudaria, a Skol vai lá e pisa na bola com seu comercial de carnaval cujo slogan sugeria que na abordagem durante o xaveco carnavalesco não se aceitaria não como resposta a uma investida. Elas aproveitaram o episódio infeliz e criaram, há uma semana, a Cerveja Feminista. Para homens e mulheres, de produção artesanal e que pode ser encomendada pela internet. Já encomendei a minha. Ótima oportunidade para debater um tema tão fundamental. E pode ser abrindo uma cerveja, na mesa do bar… 😉

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Iluminando a escuridão

Hoje é noite de Oscar! E uma das minhas maiores torcidas é para a música Lost Stars, que concorre a melhor canção pelo filme Begin Again. Essa versão linda que vocês podem ver/ouvir no vídeo aí acima está na voz do tudo de bom Adam Levine, vocalista do Maroon 5 – pra mim uma das mais belas vozes da música contemporânea.

Lost Stars é minha canção do momento. É o que eu tenho ouvido na estrada, pra me inspirar antes de escrever um texto ou simplesmente pra iniciar o dia. Começa com a melodia delicada, que vai numa crescente, e fica poderosa, daquelas que quando a gente vê tá cantando junto a plenos pulmões.

A letra é um pouquinho triste… Fala de uma relação que não anda lá essas coisas. Mas também lembra que não dá pra perder a esperança, que os finais (também conhecidos como recomeços!) bonitos ainda vão existir. Por que, afinal, “não somos todos estrelas perdidas tentando iluminar a escuridão?”, pergunta a voz maravilhosa do Adam.

Eu acho que somos. Por mais que por um tempo nosso brilho perca parte da força e do encanto pelas mais diversas razões… No fundo a gente é sempre estrela da própria vida, capaz de iluminar a mais densa das sombras. Nem sempre é fácil. Às vezes, demora um tempinho pra luz se fazer presente novamente no caminho. Mas não desista, tem paciência. Uma hora a gente encontra o significado do que andou turvo demais. É só preparo pra (re)ver os dias brilhando do jeitinho que merecemos, como devem ser…

Navegue na direção dos seus medos

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Quase final de segunda-feira. Dou uma checada no Facebook antes de ir embora do trabalho. Leio a frase na foto que ilustra esse post na timeline de uma amiga e que caiu como uma luva para ser também o título do texto. Justamente porque passei o dia refletindo sobre uma insegurança minha, que há tempos não dava as caras, e que andou rondando meus pensamentos. Pior: sem motivo concreto algum. Bastou ser minimamente racional pra perceber rápido.

Todo mundo, em maior ou menor grau, guarda algum medo. É inegável. Quase sempre vem de experiências ruins ocorridas no passado. Talvez até já bem resolvidas na cabeça e no coração. Mas que, caso recordadas por alguma situação semelhante à vivida, trazem de volta lembranças dolorosas de tempos difíceis; de um período de aprendizado, mas que naquele momento parecia um castigo eterno. Com a sensação de uma ferida aberta que vai sendo arrastada no asfalto quente.

O resultado é a insegurança, que se manifesta das mais diversas formas: ciúmes, retraimento, agressividade, desrespeito, fuga das responsabilidades… Para cada um de nós, a insegurança ganha roupagem diferente. Todas negativas. E a única maneira de não ser engolido por comportamentos nada nobres é, justamente, navegar na direção dos nossos medos. Enfrentá-los. Colocá-los em perspectiva e sem olhos inundados de emoções exacerbadas e irreais.

Difícil? Sem dúvida. Um leão interno a ser domado. Mas não impossível. Encare. Se esforce. Se controle. Peça ajuda se preciso. Converse com pessoas de confiança para tentar se entender melhor. A recompensa é preservar o presente de sentimentos e sensações passadas a se manterem num só lugar: bem lá atrás.

Crédito da imagem: Laís D’Amato (lambe lambe na Rua Fradique Coutinho, Vila Madalena, São Paulo)