Pra quê?

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Gente manipuladora, mimada, desleal, fútil, agressiva. Que humilha, por arrogância ou culpa. Que joga, por imaturidade ou crueldade. Que passa por cima de quem quer que seja por vaidade e maldade, pra fazer valer apenas suas vontades. Que destrói. Que mente.

Gente que, assim, acha que vence alguma coisa. Gente que esquece o poder da causa e efeito, da ação e reação. Gente que não lembra que o melhor movimento do mundo é a volta que ele é capaz de dar. Que prejudica os outros por esporte. Que tira sua saúde física e emocional. Que te desgasta a alma e o coração. Que não respeita sua situação. Que só quer usar o outro. Que trava relações bem de acordo com as vantagens que isso possa lhe dar.

E eu te pergunto: pra quê?

Ninguém precisa viver em meio a relações, pessoais e profissionais, tão tristes e obscuras. Sempre existe alternativa, sempre existem outros caminhos. É que, às vezes, quando a gente tá no olho do furacão não consegue enxergar onde está a saída. Mas enxergue. Por favor, procure a saída. Não vale a pena, é perder tempo demais de uma vida que passa tão rápido. É ver alegrias verdadeiras, histórias, situações e pessoas valiosas escaparem pelas mãos enquanto se coloca energia em algo em vão. E uma vez encontrada a saída, cuidado, não perca o foco. Não perca a chance, talvez a melhor de todas, de realmente recomeçar.

Crédito da imagem: CSV

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Não esqueça quem você é

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“When I let go of what I am, I become what I might be”. Li pela primeira vez essa frase do filósofo chinês Lao Tzu há uns três anos. Era perfeita para a ocasião, quando eu deixava para trás situações e me dava o direito de buscar ser quem realmente sou. Agindo mais com aquelas verdades que vão na alma, menos (bem menos) com o que ditavam por aí ser a aparência pretendida.

“Quando permito ser quem sou, me torno o que eu deveria ser”. É a tradução. Virou meu mantra. A frase que leio e releio quando percebo que não posso esquecer quem eu sou. Tudo o que vivi, tudo o superei, tudo o que conquistei. E não é pouco. Foi nessa época também que fiz a tatuagem que carrego na nuca. “Liberté”. Liberdade. Tenho uma linda foto tirada pela minha prima que mostra a tattoo ali, poderosa. Também me olho por dois espelhos para enxergá-la vez por outra. Fica sempre a nota mental: não esquecer quem sou.

Liberdade, é bom que se diga, nada tem a ver com excessos ou ultrapassar limites que machuquem, decepcionem, magoem outras pessoas. Liberdade, pra mim, tem a ver com coragem suficiente para agir com o coração (me tornar o que eu deveria ser). É permitir vir à tona o nosso melhor, sem medo. Há um preço a pagar por isso, claro. Quando você se sente livre para mostrar o seu melhor, você também abre a guarda para a crítica severa de quem não compreende como é especial ser capaz de espalhar as coisas mais bonitas que vão dentro da gente.

Vão dizer que você é bom demais, honesto demais, romântico demais, sensível demais… E daí? Todas as alternativas me parecem ser a expressão de comportamentos e sentimentos positivos. Claro, o excesso pode transformar o bom em chatice. Mas talvez também o “excesso” esteja nos olhos de quem vê por questões e problemas muito pessoais. E o que parece exagero para uns é o perfeito equilíbrio para outros.

É bem possível que ao oferecer o seu melhor você seja visto como um fraco. É justamente o contrário. Só os muito fortes conseguem colocar a própria sensibilidade sobre a mesa para ser avaliada, escrutinada, e, talvez, rejeitada. Ainda assim, vale a pena. É sincero. É grandioso. Espalha felicidade (que atinge principalmente aqueles que entendem o que felicidade significa).

E se ser quem se é de verdade, se a liberdade de demonstrar o nosso melhor não for de fato bem recebida? Seja ainda mais especial e tenha um pouquinho de paciência… Quem sabe é o tempo de darem valor a ações queridas… Caso nada mude, não fique triste… Sempre haverá a chance de colocar a energia bacana do seu melhor em diferentes caminhos… Só não esqueça quem você é, o seu valor. E mantenha o coração valente.