Aproxime-se

para-cada-receio

Há um grande favor que você pode fazer a si mesmo e a quem convive de perto com você: resolva seus traumas. Dores, tristezas, dificuldades a enfrentar todo mundo tem. Portanto, ninguém tá no direito de usar neuras particulares para justificar atitudes duvidosas, agressões, dissimulações, indiferenças.

Resolva o que aí dentro ainda vai mal, vai meio quebrado, ou sua vida continuará um grande retalho mais pra descosturado. O destino nos dá oportunidades que podem ou não serem bem aproveitadas. E você só entende e valoriza essas oportunidades quando se sente por inteiro. Leia sobre superação, converse com pessoas leais. Faça terapia, da esotérica à freudiana. A que melhor lhe convier, lhe acolher e agradar. Mas faça. Desate os nós. E então…

… aproxime-se.

Abre esse coração aí, amolece essa alma. Deixa a fraqueza e o medo pra trás. Aprende com os erros. Não os cometa novamente. Seja melhor. Verdadeiramente melhor. Se mentiu e feriu, passe a ser honesto(a). Fortaleça o caráter ou perdas ainda mais avassaladoras vão chegar. E vai doer. Vai destruir. Vai machucar. Não precisa. Investe na confiança, no bem querer, no amor tranquilo, na amizade sincera.

Se precisou respirar fundo pra elaborar uma decepção, mas resolveu perdoar, perdoe realmente. Se teve a chance de ser perdoado(a), agradeça ao universo e faça por merecer. Abra os caminhos, limpe os espaços, faça faxina interna. Comece tudo outra vez, agora com qualidade, de verdade, sem meia vontade. Se sinta digno(a) do melhor, seja digno(a) de viver o melhor. Não importa o tempo, a idade. Ninguém tem que ficar preso a relações desgastantes. Como também não adianta ver ir embora pra só então valorizar. Resolva-se. Aproxime-se. E um caminho de alegrias você há de encontrar.
Crédito da imagem: Frases do Bem

Anúncios

Confie na vida

11110874_848072055265487_6824483557630438496_n

Nestes tempos em que tudo parece ser rápido e frágil demais, as mudanças assustam além do que deveriam. Mudar é bom. Traz evolução, ajuda a gente a se desafiar, a crescer, a aprender coisas novas, a se adaptar. Recomeçar. Mas a velocidade insana com que as mudanças hoje acontecem no nosso cotidiano tão moderno, também causa angústia, medo, ansiedade, esgotamento e muita dúvida. Fiz as escolhas certas até aqui? Encontrei a minha turma? Esse é meu caminho? O que dá pra voltar atrás? O que ainda dá pra aprender? Quando é a hora de arriscar? Como confiar?

Todas essas perguntas, em algum momento, eu já me fiz. Em geral, no meu caso e curiosamente, elas aparecem em momentos pós-crise-furacão. Dentre várias crises pessoais e profissionais que meus 36 anos já me impuseram, percebi que na hora que a chaleira tá fervendo costumo ter duas reações: ou eu fico sensível demais e meio paralisada, precisando de um empurrão, ou saio resolvendo tudo pela frente, feito um trator, sem perguntar nada pra ninguém. Até mistura um pouco das duas situações. Primeiro, aquela bodiada. Depois, me sentindo capaz de escalar a maior das montanhas.

Só, então, vêm as perguntas. Sim, eu deveria fazer os questionamentos e depois tomar as decisões. De vez em quando, eu consigo. Mas tem hora que o que a gente precisa mesmo é confiar na vida e deixar ela virar tudo de cabeça pra baixo. Ela sempre nos traz o melhor. É ir em frente, sem pensar demais, sem olhar pra trás. Mesmo que, a princípio, a mudança exigida pela vida venha disfarçada de algo ruim, triste, de uma perda, de uma decepção. Na verdade, o sofrimento pode ser uma iluminação. A dor pode forçar a gente a enxergar o que não quer ver, que não serve mais, que acabou e não se deve insistir.

No fim, apesar dos nossos planos, que devem sim ser traçados mas sem rigidez, a vida sabe o que faz. Pra ser feliz, tem horas que é preciso parar de pensar muito. Pensa depois. Eu sei, não parece o melhor dos conselhos. Mas tem horas que só o impulso desmedido salva.

Crédito da imagem: CSV