Muros ou pontes?

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O que você constrói nos seus relacionamentos? Muros ou pontes? Li essa indagação esses dias na página da escritora e astróloga Isabel Mueller. Fiquei pensando como, de fato, certos comportamentos e atitudes das pessoas podem ou levantar muros altos demais, que os afastam dos outros, ou serem o cimento de um caminho aberto, bonito, especial; uma conexão entre dois lados, uma ponte que une, traz ao encontro.

Me senti feliz ao perceber que construí, ao longo da vida, pontes sólidas com gente querida e importante. Daquelas pontes que nem o pior dos terremotos é capaz de por a baixo. Também percebi com tristeza que já me vi obrigada a erguer muros intransponíveis quando decepcionada, machucada, enganada. Nesse caso, mecanismo de defesa. Às vezes, a gente não quer cimentar um único tijolinho nesse muro. Mas uma hora não adianta mais querer colocar ponte onde o muro já se tornou fortaleza.

Muros, claro, podem ser derrubados (e relações erguidas novamente), assim como pontes podem ruir (e relações chegarem ao fim como pó de demolição). Mas dos escombros de um muro, quem sabe, não se ergue ainda uma ponte? Pra saber, cada um tem que olhar profundamente para o próprio coração, para seus desejos sinceros e valores os mais puros, e compreender se as pedras caídas ali servem apenas para serem lançadas longe ou se são o primeiro pedaço de um novo trecho.

Seja qual for a conclusão, que os construtores de muros se dêem conta da infelicidade e solidão que criam ao redor de si mesmos. E que os construtores de pontes não se abalem e desanimem quando perceberem que um projeto foi mal planejado e executado. Sintam seus insights, comecem os rabiscos. Mãos à obra. ❤ 🙂 ❤

Crédito da imagem: blog Casal Sem Vergonha

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Devidas dimensões, alegrias outras, amar sem reservas

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Há exatamente uma semana eu passava a noite em frente ao Parque Trianon, na Avenida Paulista, em São Paulo, a caminho de um encontro com um amigo. Lembrei de um dia de 2013 em que estive ali num domingo acompanhada do meu irmão, da minha cunhada e do meu sobrinho. Na área do playground, depois de brincar no balanço, meu sobrinho correu em direção ao pai, que sentara em um banco, um pouco cansado da caminhada não muito longa.

Meu irmão, aos 38 anos, enfrentava um câncer. A gente ainda não sabia que tudo ficaria bem. Quando vi os dois abraçados, peguei o celular e tirei uma foto. Fiquei alguns eternos segundos registrando a cena também na cabeça, com um nó na garganta, me perguntando se a vida seria mesmo capaz de tirar dos meus pais o filho mais velho, da minha cunhada o marido, do meu sobrinho tão pequeno o pai. De mim, meu irmão, meu companheiro de jornada e meu primeiro grande amigo.

Não seria. A vida, essa que é por vezes tão malandra, não nos daria tal rasteira, não senhora, falei pra mim mesma. Foram meses de insônia, de incertezas, de vias sacras por consultórios e hospitais e total e absoluta falta de controle sobre o destino. Para todos os envolvidos. Cada um aprendeu uma coisa diferente. O que de igual todos aprenderam é que sim, a malandra da vida, é só um sopro bem frágil. E quem a gente ama pode logo mais não estar lá. Muitas das situações que nos aborreciam, por exemplo, passaram a ser tratadas com mais paciência, distância, até humor.

Hoje, na maior parte do tempo, eu e minha família somos capazes de dar as devidas dimensões aos problemas. Nem sempre é fácil. Não é, não. Mas ficou clara a diferença do que é essencial daquilo que é contornável, superável, “recomeçável”, do que vale a pena insistir, investir, desistir.

Além dessa lembrança de angústia de uma época que agora, graças a Deus e à medicina, é distante, recebi notícias felizes de pessoas queridas pra mim esses dias. Em sequência! Gente que venceu dificuldades, desafios, que inicia uma nova etapa, que colhe os bons frutos do que de positivo plantou. Todos os dias, em uma semana, alguém me contou algo de bom. E ficar feliz por quem a gente ama também pode ser uma alegria pessoal. Alegrias outras, por que não, são nossas.

O exercício de se alegrar pela felicidade do outro, colocar os problemas no tamanho exato que têm e amar sem reservas aqueles que são parte importante de nós nos desperta para a preciosidade simples mas grandiosa que temos nas mãos todos os dias. É uma dádiva. Um presente mesmo. Provavelmente, o maior de todos que a vida malandra nos deu. E que a gente às vezes esquece. Mas que a malandrona tá à espreita pra dar aquele tapa na cara e não permitir que o esquecimento seja longo demais. Tudo se encaixa de novo. Basta tempo, paciência e afeto. ❤ 🙂 ❤

Crédito da imagem: CSV