Até onde vai o amor?

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Onde não puderes amar, não te demores.
Quem não aprende pelo amor, aprende pela dor.

A primeira frase é atribuída à atriz italiana Eleonora Duse, nascida em 1858 e que interpretou a romântica e trágica Julieta Capuleto (sim, a do Romeu) aos 14 anos.

A segunda frase seria um ditado espírita (se alguém souber o autor, me manda uma mensagem, por favor).

Bom. Basicamente o que a primeira significa é: a fila anda.
A segunda quer dizer: não dá valor, perde e, aí, não adianta chorar.

Você deve estar se perguntado se em pleno Valentine’s Day, comemorado neste domingo 14 de fevereiro, data considerada o Dia dos Namorados na maior parte do mundo, tô triste, bodiada e tal pra lembrar de duas frases sobre o amor que são meio hard. Não, não. Tá tudo bem. Até tomei sorvete de manjericão e framboesa com meu namorado. 🙂

Mas Valentine’s Day é também conhecido como o Dia do Amor. O dia de expressar amor pelas pessoas em geral que nos são queridas. E eu tenho a sorte e a alegria de ter um punhado generoso delas. Passei, inclusive, o final da tarde pendurada no telefone com duas mulheres que amo: minha cunhada (a irmã que meu irmão me deu) e minha melhor amiga.

Falamos de amor, do que se pode fazer por amor e – pergunta difícil de responder – até onde vai o amor. Até onde? Qual preço se paga? Quando o amor próprio deve ser maior? Deve ser menor em algum momento? Qual o limite? O que se aceita? O que se não? Tentar ajudar, mesmo que o outro nem queira, é amar demais? As perguntas valem para namoros, casamentos, relações familiares e de amizade.

Olha… Não é fácil. A gente sabe que os sentimentos são marotos e confundem nossa cabecinha. Basicamente, porém, dá para pensar em algumas questões. Por exemplo, respeito e confiança. Básico. Simples assim. Acho que nem precisa de muita explicação, né? Gritou, humilhou, ofendeu, ridicularizou, traiu, enganou, fez de conta que “magina, não é nada sério” ou “é coisa da sua cabeça”? Não há respeito e confiança. Pode ser que exista amor? Pode. Mas sem confiança e respeito a construção do “a dois” se torna frágil demais, sempre por um fio. Alguém deve andar machucado, tentando equilibrar a relação entre uma pisada de bola e outra outra, e mais outra, acreditando que “agora não vai acontecer de novo”. E acontece. E de novo. E cansa. E perde a importância.

Outro bom parâmetro do limite do amor é, por favor, não projetar suas expectativas naquele com quem se relaciona. Aquela história de criar uma pessoa perfeita dentro do que sua imaginação fértil (ou deveria dizer tacanha?) considera perfeição e exigir que aquele que está ao seu lado seja e-xa-ta-men-te do jeito que você acredita que deve ser só leva a um caminho: o afastamento. Porque cansa ser legal, dar amor, ser companheiro(a) e… nunca tá bom. Sempre falta alguma coisa. O problema não tá no “imperfeito”, mas em quem é incapaz de se relacionar com afeto e maturidade, optando por viver num universo fantasioso, cheio de exigências absurdas e zero amor de verdade.

E gente, sejamos românticos. Mas não vamos romantizar, que é se iludir e esperar por algo que não vai rolar. Seja o pedido de casamento de quem não tá de fato comprometido. Ou aquele abraço carinhoso do pai ou mãe que não aprendeu a amar. Nem a ajuda e a disposição daquela amiga egoísta quando você mais precisa. Não conte jamais com a ideia de que você receberá amor na mesma medida que oferece.

Calma. Não fica chateado(a) comigo nesse Valentine’s Day. Sabe por quê? Porque para todas essas desilusões e esperas infinitas, existem amores grandes, sinceros e bonitos. Dos amigos, da família. Daquele moço que faz de tudo pra te ver sorrindo. Daquela menina que se dispõe a te ensinar matemática qualquer dia e hora da semana, inclusive nos finais de semana de sol. Há amor depois de uma dolorosa separação. Há amor na juventude, na maturidade. Há amor que apenas será dado e não retornado como um aprendizado. Há amor que será dado e somente valorizado quando já for passado. Há amor para recomeçar, inclusive nas relações que já se vive. Cada um precisa fazer suas escolhas.

Acredite no amor, mesmo com todas as limitações. 90% do tempo, das vezes, vale a pena. É Valentine’s Day, que acontece exatamente três dias antes do meu aniversário! Quer melhor momento pra lembrar quanto é bom receber amor de quem gosta da gente de verdade? Já tem dias que meus amigos e minha família perguntam o que quero ganhar de presente e pedem pra comemorar a data! Avisam que já estão mais animados que eu, felizes por estarem mais um ano ao meu lado!! Isso é amor. É amar. É ser amado. ❤

Crédito da imagem: blog Casal Sem Vergonha

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