Flores no asfalto

flor no asfalto

“Para Suzane, um pequeno manual de como encontrar flores no asfalto.”

A dedicatória era simples, curta, mas cheia de sentido em apenas uma frase. Coisa de poeta mesmo.

***

Há um mês comecei um curso de comunicação corporativa em uma das mais renomadas instituições de ensino do país quando se trata do universo empresarial.

Na aula da última quinta-feira, o professor nos falou sobre visão, imagem, identidade, reputação. Gostei muito. Interessante perceber e entender que a essência, no caso das empresas, está sempre lá na marca que carregam. Em seus logos, escudos, que nos levam a identificá-las. O recado que esperam passar. Mesmo que não escancarado, mas no detalhe, talvez na menor parte da imagem, na ideia que deseja transmitir. No nosso subconsciente.

A ideia de que parece que a gente não sabe, mas no fundo sempre soube. Acontece o mesmo, vejam só, com as pessoas que lidamos. Visão, imagem, identidade, reputação. Essência. O que tenta ser, parecer, e o que é de fato.

Mas enfim…

O professor, Marcílio Godoi, é também escritor. E no final da aula sorteou entre os alunos três de seus livros. Ganhei um deles! Justamente o de poesia, esses escritos que desmancham meu coração.

“Para Suzane, um pequeno manual de como encontrar flores no asfalto.”

Abri um sorriso tímido diante da dedicatória. Mas será que nessas de decifrar e criar os símbolos e signos das marcas, o professor também decifra os alunos??? Não o conhecia previamente. Como saberia que eu ando, justamente, tentando encontrar doçura no árduo? Ou “flores” no “asfalto”?

Em verdade, quem não está… Vivemos dias duros, de egos superlativos, de mentiras públicas e privadas, de convivência com gente que parece mas não é. Tudo fake demais. Da política que guia nosso país às relações sociais.

Desanima. Mas aí surgem aqueles capazes de enxergar a delicadeza até no asfalto. De inspirar, seja com uma boa aula, com palavras, com um livro. Ou com um abraço amigo. Ou ajudando você a não esquecer quem você é, o que já construiu, o que realizou – aqui, em geral, entram aqueles amigos de longa data, que até apontam suas fraquezas como aprendizado, mas te dão um sacode porque conhecem em minúcias o seu melhor. E ninguém pode esquecer do seu melhor!

Ainda tem muito asfalto quente pra gente pisar e se queimar nessa vida, sem dúvida. A quantidade de flores no caminho, porém, pode ser da mesma proporção. Sim, precisa de resiliência. Fé. Um mea-culpa pra ver onde errou. Desejo de transformação sincero. Se cercar de pessoas que tragam luz aos nossos pensamentos e ações. Deixar para trás o que já serviu de lição (pessoas, atitudes, situações). Perdoar.

Não é impossível, não. Dá pra colher buquês inteiros! Precisa atenção. As flores caem no nosso colo, nas nossas mãos, são jogadas pelo vento no nosso destino. Apenas, preste atenção.

Crédito da imagem: blog Universo em Poemas

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