Escolha relações de paz

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O note estava pra ser fechado em segundos. Eram quase 22h. Eu ainda queria me dedicar a algumas páginas de um dos livros que estou lendo. Mas na última olhada na tela, surge a mensagem inbox da minha melhor amiga: “Bonitona, só vim aqui deixar um beijinho.”

Mandei outro beijinho pra ela. E lá se foram uns 20 minutos de conversa. Falamos quase todos os dias pelos mais diferentes meios: celular, telefone fixo, mensagem de texto no Whats, mensagem de voz no Whats, e-mail pessoal, e-mail do trabalho, inbox do Facebook. Nunca deixamos de responder à outra. Nunca nos deixamos sozinhas. E sempre há aquela sensação de acolhimento, de ver a mensagem dela e lembrar a sorte que é saber escolher para a vida pessoas que trarão paz para nossos dias mesmo quando há caos ao redor.

Falamos muito que relacionamentos devem nos dar alegria, nos “completar”. O conceito de completar eu realmente discordo. Tem que somar. Você precisa antes se sentir “inteiro” pra realmente oferecer algo que vale a pena a alguém.

Por exemplo, eu e minha melhor amiga não nos completamos. Temos visões contrárias em muitas coisas, mas valores iguais. Somamos. Ideias, experiências. A alegria na nossa história de amizade já existiu muitas e muitas vezes. Mas foi nas horas de tristeza que a relação se mostrou grandiosa e indispensável. Na dor, apesar da dor, essa amizade me trouxe paz. Aquela, do abraço apertado. Da esperança, de que eu não estava só.

Já no amor, quer melhor trecho de música do que “eu quero a sorte de um amor tranquilo”, do Cazuza? Vida a dois não é fácil. É uma grande invasão de privacidade, não há como negar. E pra ser bom, pra ser soma, pra não ser justamente invasiva, tem que ser a paz que a gente sempre quis. A paz que nasce da confiança, do companheirismo, da parceria. Amor não é tormenta. Claro, todo relacionamento tem fases mais difíceis, suas tempestades. Mas se é angústia a principal característica de uma relação, não tá certo, não tá bom.

Ter paz em relações de trabalho e familiares é mais complexo porque, nesses casos, tem gente que é guerra o tempo todo. Que parece gostar da briga, do desentendimento, da intriga. E tem parente que não dá pra deixar de conviver, assim como não dá pra jogar o emprego para o alto sem pensar no dia de amanhã, sem planejar.

Mas dentro do que você pode escolher, faça a opção pelo que aconchega alma, encanta com leveza o coração. Já somos obrigados a carregar “barulho” demais num cotidiano árduo. Escolha a paz e seja reflexo dela. Qualquer coisa contrária a isso é excesso.

Crédito da imagem: Hierophant

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