Causas, consequências e responsabilidades da violência contra a mulher

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A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), um marco no combate à violência contra a mulher no Brasil, completa dez anos em 7 de agosto. Por favor, não pare de ler esse texto já acreditando que você não tem nada a ver com isso. Tem sim. Homens e mulheres. Quem já agrediu, quem já foi agredida, quem nunca agrediu. Quem acha que nunca agrediu ou que nunca foi agredida (agressões verbais e emocionais também são violência, vale lembrar).

Porque a lei foi essencial para punir, salvar e colocar holofotes sobre uma condição considerada natural na sociedade durante anos. O homem tem poder. Logo, a mulher se submete, aceita. Tudo. Desde opressão, humilhação, até tapa na cara e ameaça de morte. A legislação, classificada como uma das três melhores do mundo na questão de gênero, escancarou: isso não é um direito masculino, não é um dever feminino e as consequências são graves, afetando gerações inteiras que enxergam na crueldade e na violência algo do cotidiano, reproduzindo tal banalidade em todas as suas demais relações e ações.

Já é claro quanto a noção deturpada de masculinidade que muitos homens carregam vem da infância. Não estou tirando a culpa de quem a tem, do tipo “coitado, age assim porque presenciou a violência dentro de casa, também foi vítima dela”. Não. Mas é uma realidade inegável. As pessoas reproduzem o que aprenderam. Alguns conseguem compreender que é errado e buscam ajuda psicológica para não entraram no mesmo ciclo vicioso no qual se viram ainda crianças. Não é, porém, um passo fácil no clássico universo de homem que é homem não chora, não é vulnerável, não é sensível.

É preciso reforçar sempre como a educação dos meninos, por décadas, deu a eles a ideia equivocada de que podem mais, são mais fortes, precisam conquistar, jamais fracassar, viver do status de vencedor – incluído aí uma bela mulher, “educada”, mas que não questione e não dê muito “trabalho”. Que não se sobressaia, mas seja um acessório que faça a ele brilhar mais.

A culpa, aqui, não só é dos pais, mas também das mães que reforçam esse imaginário de que eles são donos da verdade e das decisões, e que elas só devem “acompanhar”. Nenhuma relação verdadeiramente saudável e satisfatória se constrói sob tais termos.

Mas esse foi o “tradicional” durante décadas. Ainda o é para muitos casais. E quantas violações de direitos humanos já não foram cometidas ao longo da História em nome das “tradições”?

Temos, então, ainda um caminho razoável a percorrer que exige mudança de mentalidade e transformação de comportamentos. É possível. Quer entender melhor o que é a violência contra a mulher, suas causas, consequências e responsabilidades? Assiste os três vídeos nos links a seguir. São parte da série USP Talks, que levanta debates sobre temas atuais presentes na vida de todos nós.

As palestrantes são a pesquisadora Ana Flávia d’Oliveira, professora da Faculdade de Medicina da USP, e Silvia Chakian, promotora de justiça do Ministério Público de São Paulo. Elas são incríveis, didáticas e trazem dados alarmantes. Os dois primeiros vídeos são as explanações de cada uma, por 15 minutos. O terceiro são as respostas de perguntas da plateia.

Entre as informações que as especialistas expõem estão:

  • uma em cada três mulheres na cidade de São Paulo já sofreu algum tipo de violência, independentemente da classe social;
  • a violência sofrida pela mulher impacta diretamente seu desempenho profissional, tanto a violência enfrentada em casa quanto a emocional que pode estar presente no ambiente de trabalho;
  • o registro de mulheres com casos de depressão, síndrome do pânico e transtornos de ansiedade são maiores e estão muito mais ligados a agressões emocionais e físicas do que se imaginava;
  • elas demoram a pedir ajuda pensando na família, nos filhos; sofrem vários episódios de violência até romperem o silêncio, seja na justiça ou com amigos e familiares;
  • muitas mulheres e homens não entendem que estão sofrendo e praticando violência porque o contexto no qual cresceram e viveram sempre foi o mesmo que hoje reproduzem;
  • não há um perfil determinado do agressor; ele pode ser trabalhador exemplar, bom pai, sem vícios, nível socioeconômico e cultural elevados;
  • culturalmente os homens apresentam maior dificuldade em reconhecer fragilidades, a necessidade de cuidados médicos – imagine cuidados psicológicos; mas muitos têm real condição de compreenderem que suas atitudes são violentas e podem superar essa condição com ajuda de terapias.

Para terminar e deixá-los com as palestras do USP Talks explicando muito melhor do que eu seria capaz: não está a ninguém reservado o direito de julgar mulheres que não desejam ver os companheiros encarcerados ou se separarem deles. Relações de afeto não são desligadas pressionando um botão. Sim, muitas vezes há amor nesses relacionamentos. E o que elas esperam é que acabe a violência. Não o vínculo. É amplo, é complexo. Pare de criticar e ajude.

USP Talks Violência Contra a Mulher: Ana Flávia d’Oliveira
USP Talks Violência Contra a Mulher: Silvia Chakian
USP Talks Violência Contra a Mulher: debate

Crédito da imagem: Mete a Colher Rede de Apoio Entre Mulheres

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Não vem fácil

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Gostemos ou não, apoiando ou não, a Olimpíada do Rio está aí, batendo na nossa porta. E você pode até torcer pra tocha apagar como uma espécie de “protesto” (?!) contra o Brasil, a corrupção, a economia, tudo. Não é realmente, nem de longe, nosso melhor momento. Mas não negue. Quando vemos um atleta se superando, subindo ao pódio, lágrimas no rosto cansado e extasiado, emociona. Muito. Principalmente, especialmente, porque se tem um pessoal que serve de exemplo pra todos nós de que vale a pena perseverar, buscar nosso melhor, lapidar nossos talentos e acreditar nas nossas capacidades, com certeza são os esportistas.

Suas medalhas e seus troféus brilham. Encantam. Impressionam. Mulheres e homens que se veem recompensados com a aura de heróis que simples mortais como eu e você conferimos a eles. Com razão! Há, porém, um preço. Claro! Sempre há. Temos que abrir mão de algumas coisas para alcançarmos outras. Pelo menos por um tempo. Não existe vitória, diploma, vida financeira estável, sonhos realizados sem algum tipo de esforço.

O que é e significa conquista, sem dúvida, pode variar de uma pessoa para outra. Pode ser uma promoção no trabalho pra você. Pode ser uma viagem bacana todas as férias pra mim. Pode ser o recorde mundial quebrado para o nadador. O que importa é que, se tem valor, se traz orgulho de si mesmo, não vem fácil. Requer dedicação, escolhas. Também apoio e compreensão daqueles que nos cercam são essenciais. E vamos apoiar e compreender quem amamos e criar um círculo virtuoso que volta essa energia bacana pra gente. Deixa pra lá quem só sabe te colocar pra baixo. Porque uma coisa é a crítica construtiva de quem deseja nos ver bem. Outra é quem não se acha bom o suficiente e precisa diminuir e abalar as pessoas pra se sentir com algum “poder”. Compreenda isso e separe as coisas.

Duas propagandas referentes aos Jogos Olímpicos são exemplos bonitos de que sim, vamos querer desistir muitas vezes, questionar se compensa o esforço, a pressão. Faz parte. Mas lá na frente vem a felicidade de perceber que deu certo. Aliás, tem muita propaganda bacana sobre os Jogos do Rio, heim?! Uma melhor que a outra! Olhem nesse link aqui: https://goo.gl/OxuaIE

Mas eu destaco a da Gilette, com as dificuldades que os atletas enfrentam para alcançar precisão e resultados (https://goo.gl/JMJ2tF). E também a propaganda da P&G, mostrando como as mães de atletas fizeram toda diferença, dizendo que eles eram capazes e que tudo ficaria bem (https://goo.gl/RuoIn6).

E se depois de assistir esses dois vídeos você ainda não tiver se convencido de que sim, é possível superar os obstáculos e transformar em verdade o que vai mais forte dentro do seu coração, vê esse aqui, ó: https://goo.gl/zT7IX5. Simplesmente, para de reclamar e crie um plano para que as coisas mudem e sejam o que você deseja. Chame os amigos para ajudarem, procure cursos que o permitam olhar para dentro de si e entender como melhorar, busque respostas na terapia. Faça as mudanças, seja uma versão melhorada de si mesmo. Não desista de você e dos seus sonhos. Os atletas provam que é possível. Não vem fácil. Mas chega.

Crédito da imagem: P&G

Seguir em frente

Hoje, logo cedo, li esse texto abaixo do psiquiatra americano Barton Goldsmith no site do jornal Estadão. Intitulado “Dez dicas para seguir em frente”, mostra que a vida, volta e meia, apronta com a gente. E pode ser difícil manter o curso das coisas, a esperança, a vontade de levar os planos adiante. Mas, como diz a primeira lição aí, não desista! Talvez seja necessário mudar padrões, comportamentos e entender profundamente o que está nos impedindo de concretizar algo importante. Jamais, porém, desista dos seus sonhos, sejam eles quais forem. Reproduzo aqui as dicas e o link para toda a matéria (http://goo.gl/4Voa5f). Pode nos ajudar a olhar pra dentro, ver o que falta (ou o que há em excesso!), elaborar os sentimentos e, finalmente, encontrar o que cada um busca. Uma boa lista para começar a semana com reflexão.

1. Não desista. Se parar, vai recomeçar em desvantagem. Seja num relacionamento, no emprego ou na vida, você é dono de suas escolhas. Pode até pensar em desistir, mas dê um jeito de ir em frente, mesmo que tenha de modificar um pouco seu comportamento.

2. Viva um dia de cada vez. Este mundo que nós mesmos criamos pode ser cruel. Ex-amantes se atacam e empresas demitem pessoas para aumentar os lucros. Há gente ruim que fica feliz ferindo os outros. Não deixe que isso o detenha. Tente agir na frente, e use o apoio de amigos e parentes.

3. Amor e prosperidade podem chegar quando não se espera, por isso esteja sempre pronto. Ninguém sabe com certeza o que o amanhã vai trazer. Já vi muita coisa mudar, para melhor, da noite para o dia. Mesmo que a felicidade demore um pouco, não desista. Prosseguir é melhor que se esconder do mundo.

4. Pensamento positivo. O mundo não é seu inimigo. Albert Einstein disse que “todos precisamos ver o universo como amigo”. São palavras de um grande homem que sabia mais da natureza das coisas que qualquer outro.

5. Siga no seu ritmo, porém não pare. Você pode ter apanhado da vida, mas não está necessariamente quebrado. Mesmo que tenha sofrido um trauma de virar a vida do avesso, se ainda tiver um coração batendo e algum fôlego sempre dá para se levantar.

6. Lembre-se de que você não está participando de uma corrida. Se for resolvendo um problema de cada vez, chegará a sua meta. Às vezes, claro, mesmo escalonando as tarefas as coisas podem ficar pesadas demais. Se for assim, sempre dá para descansar num fim de semana. Logo vai descobrir que esse trabalho de avançar para o próximo estágio da vida é gratificante, e começará a se sentir melhor.

7. Mesmo devagar pode se ir longe. A chave é continuar fazendo o que se começou. É mais ou menos como escrever um livro. No começo é só uma ideia, ou muitas, mas escrevendo uma página de cada vez você completará o livro e se sentirá muito satisfeito. Progredir é um santo remédio.

8. Entenda que a má fase pela qual está passando não vai durar para sempre. Infelizmente, há coisas sobre as quais nada podemos fazer, mas temos muito mais controle sobre nossas ações e estados de ânimo do que imaginamos. Sejam quais forem seus atuais problemas, sua obrigação é se manter forte para enfrentá-los. Fazer isso lhe dará mais estabilidade para ter sucesso em todas as áreas.

9. Acredite que vai conseguir. Se não acreditar, o insucesso pode se tornar uma profecia que se autorrealiza. Pesquisas mostram que mais de 80% de nossos pensamentos são negativos, e isso precisa ser mudado. Ao identificar os pensamentos “para baixo”, você pode começar a pensar mais positivamente, o que o fará sentir-se melhor consigo mesmo e frente à vida. Imagine-se com 80% de pensamentos positivos.

10. Aprenda a lidar com o desapontamento. Se ficarmos presos à Lei de Murphy, segundo a qual tudo vai dar errado, começamos a nos perguntar: então, para que tentar? A verdade é que até os mais bem-sucedidos às vezes se desapontam. Faz parte do jogo. O negócio é não deixar o desapontamento vencer. Nunca.

Barton Goldsmith, psiquiatra em Westlake Village, Califórnia, é autor de The Happy Couple: How to Make Happiness a Habit One Little Loving Thing at a Time (O casal feliz: como fazer da felicidade um hábito, de pouquinho em pouquinho). Tradução de Roberto Muniz.

Crédito da imagem: Estadão

Meu vizinho pianista

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São oito da noite. Puxo a cadeira da mesa da sala, me coloco em frente ao notebook. Ele puxa a banqueta, se coloca em frente ao piano. Nos primeiros acordes que surgem no teclado do lado de lá, escrevo as primeiras palavras pelo teclado do lado de cá. Não escrevo religiosamente toda noite. Ele toca toda noite, como uma prece.

No começo pensei que era alguém ouvindo música bonita. Até o dia que percebi aquela interrupção de quem erra de leve a sequência, a nota que vinha depois. Descobri meu vizinho pianista. Não descobri ainda exatamente de qual apartamento. Mas vão ser oito badaladas e a melodia vazará entre as nossas paredes. Que sorte a minha!

Fim de semana ele toca também. Horário variado. Sempre inspira o que eu faço. Cozinhando, arrumando as roupas no armário ou só jogada no sofá, lendo, olhando pela janela. Nunca, porém, me decepciona. Toca bem, com sensibilidade. Excelente repertório, daqueles pra sonhar.

E ainda acerta tocando músicas como as da trilha sonora do filme francês gracinha “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (https://goo.gl/fuHKXv). Vocês têm que ouvir! Foi tocando uma das faixas do filme que percebi ser um lindo piano de verdade!

Meu vizinho pianista (ou seria vizinha?) mal sabe o bem que vem fazendo, ajudando a me concentrar, a não perder prazos, a encantar cada linha dos textos. Sincronicidade. Bons sentimentos. Alquimia na mente e transformação no coração.

A gente tem sempre que buscar o que nos inspira, principalmente quando alguma tarefa ou situação não é nada inspiradora. Música me parece sempre um caminho. Realizar projetos que nos animem também, assim como encontrar aquele tempinho precioso para estar na companhia de quem é querido. São combustíveis pra recarregar as baterias, colocar a energia certa nos desafios, sem deixar que aquela galera com eterna nuvenzinha nublada sobre a cabeça, que não tá nada satisfeito(a) consigo mesmo(a) e projeta isso nos outros das mais diversas maneiras, influencie seu ânimo e/ou suas reações.

E também se policie! Às vezes, somos nós que não andamos bem com alguma coisa pontual e deixamos influenciar o resto. Analise, veja o que não tá legal, tome uma atitude a respeito, busque inspiração para superar o que for necessário. Não só vai blindar vibes esquisitas, como realizará sonhos bonitos e sentirá as emoções mais equilibradas. Inspire-se. Tem muito sol pra brilhar e espantar nuvenzinhas nubladas, inclusive as que nós mesmos criamos.

Crédito da imagem: UFRN

Superação. Solidariedade

Fui às lágrimas ontem com a vitória da Seleção Portuguesa na Eurocopa. Dei um grito esganiçado na hora do gol (ou golo!) que deve ter assustado a vizinhança. Sou filha, neta, bisneta, sobrinha-neta e prima de portugueses. Lisboa é a certeza de existir em algum lugar uma segunda casa cheia de afeto me esperando quando eu quiser e puder ir até lá. Sou luso-brasileira com certeza e muito orgulho.

Não sou, porém, grande entendedora de futebol. Mas gosto de acompanhar alguns jogos, especialmente os decisivos, de seleções. E como a do Brasil não tem trazido lá grandes alegrias, sorte a minha poder torcer pela equipe do capitão Cristiano Ronaldo.

Futebol tem muita confusão, mas também muita emoção. Um negócio de mexer com os nervos, de levar à mais profunda sensação de frustração na derrota ou da completa euforia na vitória. Ao vencer a gente fica tão feliz que dá vontade até de abraçar o Galvão.

Jogadores em partidas decisivas são um excelente exemplo para todos nós do quanto alcançar um objetivo realmente importante requer disciplina, foco, equilíbrio mental, superação das próprias forças e das críticas nada construtivas (sabendo ouvir, claro, as críticas de quem respeitamos). Se vale um título especial (ou a construção, a realização de algo que nos é caro) tem que se dedicar. Tem que ir em frente mesmo quando parece só surgir obstáculos. Tem que acreditar. Antes disso, se preparar bem para correr atrás.

A vitória de Portugal sobre a França ontem não apenas mostrou que o time merecia de fato levantar a taça, apesar de perder logo no início do jogo sua estrela maior, Cristiano. Mostrou também que não é porque hoje a gente ganha que precisa pisar no outro. Pelo contrário. Vitorioso de verdade é gente como o portuguesinho do vídeo aí acima que consolou o torcedor francês chorando a derrota de sua seleção em casa.

O menino, miudinho, foi um gigante em solidariedade. Entendeu logo cedo o que é o espírito esportivo. Seu abraço afetuoso no jovem francês, arrisco dizer, indica o campeão na vida que ele se tornará.

Crédito do vídeo: BBC Brasil

2016, parte 2 (ou comece tudo de novo)

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Lá se foram os primeiros seis meses do ano. Já é metade de 2016. E aí? Qual o seu balanço? Vai na frente do espelho e diz, com sinceridade, se você está onde e/ou é aquilo que esperava quando virou a noite de ano novo e prometeu um monte de coisas bacanas para o universo, mudanças de comportamento, se esforçar para evoluir como ser humano.

Claro, a vida é cheia de desafios e nem tudo sai como o esperado. E é bom que seja assim! Porque, na surpresa, surgem situações melhores do que esperávamos e também enfrentamos algumas tristezas momentâneas, que parecem verdadeiras rasteiras, e logo se mostram perfeitamente encaixadas no clássico pensamento “há males que vêm para bem”.

Mas se você percebeu que não realizou o que desejava, se teve que cair na real compreendendo que a única saída era desistir, se entendeu que se perdeu dos valores que acredita para tentar se encaixar, ser aceito, ser amado… não deu ruim! Porque você acordou! Ainda é tempo! Foi experiência para aprender a separar joio do trigo. 2016 está aí, te dando mais seis meses novinhos de presente!

Ainda é tempo de investir naqueles projetos pessoais e profissionais que falam alto ao coração; de fazer um curso que te faça evoluir; de fechar aquela viagem de sonhos; de se livrar de gente que te coloca pra baixo, maltrata e engana; de começar novas amizades; de aprender com os erros e dar adeus a histórias que tiveram seu valor, mas acabaram se mostrando equivocadas.

Eu sei. Nem sempre o primeiro passo é fácil. Largar empregos que tragam infelicidade, zero realização, por exemplo. Obviamente, todo mundo precisa pagar conta. Mas é sempre tempo de buscar outras oportunidades – não deixa esse papo de crise te segurar! De, de repente, mudar o estilo de vida pra aceitar ganhar menos mas vivendo com qualidade e equilíbrio emocional. De estudar possibilidades de empreendedorismo. Ou, talvez, mesmo aprender a enxergar as vantagens do atual trabalho, lidar com os problemas de forma serena e abstrair aquilo/aqueles que não fazem a menor diferença de fato pra você.

Vale também para relações pessoais. Amorosas, familiares, de amizade. Vai que dá tempo de retomar laços que verdadeiramente são importantes. Vai que dá tempo de desatar de vez nós que você acreditava serem laços. Só não se deixe “quebrar”. Não deixe ninguém fazer com você aquilo que você não quer. E que não merece!! Não deixe ninguém se aproveitar da sua doçura, dos seus bons sentimentos, das suas boas intenções. Não permite se ver sendo usado só quando é vantagem pra alguém. Não dê a ninguém a chance de te desrespeitar usando loucuras e erros pessoais para te atacar. Tem muita culpa no cartório aí, pode acreditar.

Comece tudo de novo. E vai ser bonito se você compreende a importância da integridade, da bondade, da verdade, do amor sincero, da gratidão. De saber aproveitar as chances que um dia o destino dá para recomeçar. Já se você não soube valorizar tais chances, se optou por mergulhar no pior, na vaidade e na crença da impunidade… os próximos tempos serão colheita, mas das lições do que não se quis aprender.

Crédito da imagem: Flávio Wetten