Tá chegando o lançamento, gente! Espero vocês!! :)

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Ficamos ali, um olhando para o outro. Uma hora, talvez. Eu, encantada com sua beleza, seu colorido, seu brilho. Ele, me achando boba de tanto admirar. Meu livro. O primeiro. Depois de quatro anos de blog, quase 300 textos e mais de ano entre ideia e realidade, suas páginas nasceram. Nesse momento, caixas de papelão tomando conta da minha sala, com centenas de exemplares, significam realização.

“Tem Dia que Dói” foi como batizei. É o título do segundo texto que escrevi para o blog, lá no começo, em outubro de 2012. É o terceiro texto do livro. Surgiu num dia que doía muito a alma, carregada de um coração triste. De uma fase difícil. Bem difícil. De quando tudo parecia incerto demais. Sempre é incerto. Mas tem horas que é demais da conta e… dói. Como diz o subtítulo do livro, porém, “não precisa doer todo dia e nem o dia todo”.

Quem me chamou para essa essencial reflexão, de que “não precisa doer todo dia e nem o dia todo”, foi um amigo que leu o texto no blog. E acrescentou: “Momentos assim ajudam a colocar tudo numa outra perspectiva”.

Minha decisão desde então. Entender que dói, sim. E vai doer muitas vezes ao longo da vida, pelos mais diferentes motivos. Mas dá pra aprender com todas essas dores o que vale de verdade nossa preocupação e o que não merece tanta energia. Que bem ali, ao lado da tristeza, tem alguém ou algum motivo que vai fazer você sorrir de novo. Que é importante que venha sempre a dor para entendermos de verdade a felicidade.

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Histórias de relacionamentos, perdas, desafios, afetos, recomeços. Histórias aquelas que todos nós, de um jeito ou de outro, já enfrentamos ou conhecemos.

O lançamento do livro “Tem Dia Que Dói – Mas Não Precisa Doer Todo Dia e Nem o Dia Todo” (Editora Volpi & Gomes) será dia 29 de setembro, na Livraria da Vila da Alameda Lorena, em São Paulo (www.livrariadavila.com.br).

Vamos falar de suicídio e do Setembro Amarelo

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É um tabu. Ainda um dos maiores da sociedade, do mundo. Mas o silêncio que o rodeia faz cada vez mais vítimas em números assustadores. E esse silêncio cheio de dedos precisa ser quebrado urgentemente. O suicídio mata 32 brasileiros por dia, segundo dados do Centro de Valorização da Vida (CVV), associação que presta serviço de apoio emocional e prevenção do suicídio. Já levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontou em 2012 uma taxa de sete pessoas que tiraram a própria vida a cada 100 mil habitantes no país e que para cada suicídio 20 outras tentativas não deram certo.

O assunto é pesado para um domingo? Não se pode mais esperar. Não há dia e horário para compreender que, nesse momento, muita gente, talvez alguém extremamente próximo a você, pense em não mais querer estar aqui. Vamos já falar de Setembro Amarelo, campanha de conscientização criada pelo CVV para alertar a população a respeito da realidade do suicídio e suas formas de prevenção (www.setembroamarelo.org.br). Ocorre em setembro, desde 2014, por meio de identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela e ampla divulgação de informações. O mês foi escolhido porque 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

Existem alguns sinais que podem indicar que uma pessoa está pensando em suicídio. Frases como “não aguento mais”, “eu queria sumir” e “quero morrer” são um alarme. Enfrentar mudanças inesperadas, que sejam traumáticas, também pode ser gatilho. Quem está fragilizado, enfrenta uma depressão ou outro tipo de problema psíquico dificilmente tem condições de lidar sozinho(a) com a situação. Aliás, 100% das pessoas que se suicidam passaram por algum transtorno de saúde mental. E se a pessoa consome álcool e drogas, a atenção deve ser redobrada.

Não acredite também que o problema só atinge adultos. Nos últimos dez anos, aumentou 30% as taxas de suicídio entre jovens brasileiros que estavam deprimidos. Somente 15% das pessoas gravemente deprimidas chegam a esse ponto. Mas muita atenção se alguém deixa de mostrar interesse pela vida, por outras pessoas e tem alterações expressivas de humor. Alguém deprimido que subitamente se mostra alegre, eufórico, pode ir para o extremo e pensar em tirar a própria vida.

Lembre-se: ao se oferecer para ajudar, tome cuidado para não tecer críticas como “eu teria feito diferente”. Enxergue o ponto de vista do outro, demonstre que se importa e indique ajuda. O CVV oferece apoio online (www.cvv.org.br), pelo telefone 141, via Skype (acesso pelo site) ou e-mail (também pelo site). O atendimento é realizado por voluntários e com sigilo sobre tudo o que for conversado.

Crédito da imagem: CVV

Pensamentos, emoções e a direção de nossas vidas

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“Nascemos com Deus e o demônio dentro de nós. São os potenciais da bondade e da maldade. A jornada espiritual é a regulação desses dois aspectos: intensificar os estados mentais positivos e mitigar os destrutivos. Nosso esforço deve ser por alimentar os aspectos positivos para sentirmos paz e bem-estar. A emoção que nutrimos é a que ganha, que se transforma em hábito, em comportamento.”

Ficamos lá, uma ao lado da outra, num exame de consciência e também de avaliação daqueles que nos são próximos. Eu e minha melhor amiga passamos o último sábado na palestra do monge budista Geshe Dadul. O seminário foi organizado pelo Tibet House Brasil, centro de estudos e práticas tibetanas em São Paulo. Geshe explicou, com bom humor e leveza, como pensamentos e emoções influenciam-se mutuamente e determinam a direção que tomamos nas nossas vidas; como podemos regular as emoções com base nos nossos pensamentos e percepções de que algo não vai bem, que determinada situação nos faz muito mal.

Trocávamos olhares cúmplices quando o monge descrevia uma situação semelhante a que uma das duas passou, ou parecia falar de alguém do nosso convívio e – a mais difícil das tarefas – quando era o nosso pior mesmo que ele parecia apontar.

A descrição sobre a raiva foi das que mais nos impressionou: “Um episódio de raiva é a percepção distorcida da realidade. E pelo fato da emoção distorcer a realidade, nossa reação também está afetada. A capacidade de saber agir certo ou errado é sabotada. Quando somos tomados por uma emoção destrutiva, ainda que a gente não queira, não consegue responder de forma acertada.”

Conversamos depois, tomando café e entre um doce português e outro, sobre essa mania que temos de projetar nas pessoas e situações muito mais do que de fato está sendo oferecido. E como acabamos bravas, decepcionadas. Do quão complexo é tomar a perspectiva do outro e ser mais flexível ou, até mesmo, simplesmente desapegar.

Geshu deixou como lição a prática da meditação. De fato, quando eu fazia ioga e meditava todo dia, me achava um ser humano melhorzinho… Me concentrava com mais facilidade, inclusive. Prometemos que vamos tentar. Cinco minutinhos a noite, pelo menos, pra (re)começar. Geshu explicou: “Meditação é investir na educação do nosso coração. Então, percebemos ela (a raiva) chegando e sabemos o que acontecerá antes mesmo de surgir. E corta. Você não é varrida pela emoção.”

Vale para tudo o que o monge chamou de estados mentais obsessivos: inveja, ciúmes, ganância, vingança, agressividade e todas as sensações que não levam a nada, só nos fazem perder tempo e saúde emocional. Para minimizar essas reações na gente e também compreender quando alguém age tomado por esses sentimentos. É uma caminhada longa de compreensão e perdão. Mas ainda dá tempo. Vamos lá.