A fluidez que vem dos valores

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Semana passada uma amiga que é coach me contou quanto é gratificante acompanhar o progresso de suas clientes (ela atende apenas mulheres). Disse que é bonito de ver os insights que as fazem mudar rumos, perseguir as metas de vida e profissão que de fato falam mais alto ao coração. Perceber que as meninas começam a “voar” quando entram em sintonia com seus valores e acreditam em potencialidades que elas mal se lembram que estão lá, sempre estiveram lá.

Gostei especialmente quando ela ressaltou que a vida flui quando a gente “roda o sistema” dentro dos nossos valores. Quando criamos projetos, trabalhamos ou nos relacionamos dentro de uma vibe que vai de encontro com o que realmente nos faz feliz. Isso nos energiza. E faz a gente ir em frente, e mais e mais, e não parar, e realizar, e concretizar e atrair quem soma e nos ajuda a crescer. Que nos dá leveza.

E o contrário? Bom, o contrário também é verdadeiro… Infelizmente. Aquilo ou quem nos coloca pra baixo, não está de acordo com o que nossos sentimentos dizem ser realmente importante e valioso, pesa. Torna cada movimento mais arrastado. Tira a energia. Não dá. Quer dizer, dá. Mas tem preço. Lembra dos seus valores? Os que iluminam sua alma, levam sorriso fácil ao rosto? Então… Vai bancar o preço de abrir mão do que te dá fluidez e transforma cada dia em uma oportunidade de alegria?

Um novo ano chega em breve pra você sair do padrão repetitivo, negativo – e acomodado. Pra rodar o sistema dentro de valores bonitos e deslanchar em coisas boas: amores verdadeiros, trabalhos gratificantes, uma saúde física e emocional forte, objetivos que desafiam a ser melhor, inclusive como ser humano. Também, quem sabe, pra parar de ser o que ou quem coloca os outros para baixo. Flua. Sem ilusões. Com coragem. Humildade. E finalmente você entenderá o que é se sentir realizado(a).

Crédito da imagem: Frases do Bem

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Sintonia fina

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Já dá pra dizer sem pestanejar: 2016, amigos, não foi nada fácil. Na real, quase um repeteco de 2015 no quesito “vamos testar os limites desse pessoal aí”.

Particularmente, me assusta profundamente quanto ganhou força discursos que tornam preconceitos a “coisa certa”. Que fazem do excludente uma necessidade. Andamos um tanto para trás como sociedade. Mas para equilibrar ganhamos – e ganharemos outras em breve 😉 – iniciativas que exigem respeito às diferenças e lutam contra machismo, racismo, xenofobia, homofobia e todas aquelas questões que demonstram até onde pode chegar a pequeneza e a ignorância do ser humano.

Também avançamos, me parece como nunca, no combate à corrupção. Só preocupa a sensação de que não se salva ninguém. Que a limpeza da sujeirada toda está apenas no começo – e é provável que muito peixe grande continue por nadar livremente no mar das falcatruas.

Tivemos tragédias. Muitas. Tristezas coletivas que nos lembram quanto somos absolutamente frágeis diante da vida.

A mim diretamente, nada de grave aconteceu a ponto de desestruturar meus dias, jogar com meu destino. Enfrentei dificuldades e decepções. Mas consegui deixar para trás o que assim se fez necessário. Ressignifiquei e renovei o que me parecia valer o esforço.

Mas para muita gente querida que me é próxima, sim, 2016 foi um desafio maior que o previsto. Problemas de saúde física e emocional, frustrações, imprevistos financeiros, confianças quebradas, mesas de trabalho deixadas para trás quando não se esperava. Os dramas naturais da trajetória de cada um, mas com tempero de grandes ensinamentos sobre nossas limitações, sobre o valor dos recomeços, da maturidade, da responsabilidade consigo mesmo e com quem amamos (ainda que em meio aos conflitos).

O especial de 2016? A certeza dos encontros com gente muito bacana por aí. Pessoas que cruzam nosso caminho sempre com algo a nos ensinar. Sintonia fina. Tem quem vira amigo. Tem quem se torna parceiro de trabalho. Quem sabe um novo amor? Há quem por empatia e gratidão a tudo o que conquistou faz questão de se disponibilizar como mentor para novas e bonitas causas impactarem positivamente a sociedade. Sempre existem aqueles com quem a gente senta pra conversar horas e dar muita risada. E não vamos esquecer aqueles que fizeram questão de nos tratar com gentileza em meio a um cotidiano competitivo e agressivo.

Quantas pessoas lindonas assim, com mensagens importantes para você, surgiram no seu 2016? Não foram poucas, pensa bem. Você pode não ter dado atenção a essas presenças. Mas elas sempre estão por perto. Pode acreditar. Sim, sem dúvida, as que machucam também estão. Mas dando força às relações de afeto que realmente nos ajudam a ser alguém melhor e transformam nossos dias, quem ou o que nos prejudica a gente simplesmente consegue deixar pra lá.

Então, nesse ano desafiador de ensinamentos, leve a certeza de que sempre existirão boas pessoas entrando na nossa vida. Elas acabam também nos lembrando quão essencial é valorizar aqueles que já moram no nosso coração.

Crédito da imagem: Projeto Seja Feliz

Compre on-line o livro “Tem Dia Que Dói”, de Suzane G. Frutuoso

Lançado em setembro, o livro “Tem Dia Que Dói – Mas Não Precisa Doer Todo Dia e Nem o Dia Todo”, de Suzane G. Frutuoso, jornalista, escritora e autora do blog Fale Ao Mundo, pode ser adquirido on-line no link http://temdiaquedoi.lojaintegrada.com.br/. Veja resenha abaixo:

Como levantar da cama quando a primeira coisa que vem à cabeça ao abrir os olhos é um sofrimento? Não tem jeito. Tempos de felicidade se alternam com períodos de tempestades. É o ciclo natural da vida. Mas como fazer o coração (e mesmo o corpo) compreender que, simplesmente, faz parte? Porque tem dia que dói… E dói tanto que a dor chega a ser física. Falta o ar direito. Falta força pra arrumar a postura. Falta vontade de continuar a caminhada. A obra traz crônicas sobre relacionamentos e questões cotidianas; alegrias, desafios e afetos. E como lidar com tudo isso em tempos de incertezas socioeconômicas e instabilidades de comportamentos e sentimentos. É como se autora estivesse sentada num café conversando com um grande amigo (nessa caso o leitor), contando histórias e refletindo sobre como superar os obstáculos quando nos vemos diante deles. Editora Volpi & Gomes. 160 páginas. R$ 28,50.

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Suzane é jornalista formada pela Universidade Católica de Santos (Unisantos), mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especialista em Comunicação Corporativa pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foi repórter nas revistas Época e Istoé, repórter especial no Jornal da Tarde (Grupo O Estado de São Paulo), e editora-chefe da revista Gosto (do segmento de gastronomia e estilo de vida). Hoje atua como assessora de comunicação corporativa em São Paulo. Criou o blog Fale Ao Mundo (www.faleaomundo.com.br) em outubro de 2012, que deu origem ao livro.