Cada momento da vida

Eu já me permiti um período absolutamente slow life. Tirei um sabático de sete meses quando a vida pedia reflexões, reavaliações e transformações profundas. Foi ótimo. Me dedicava ao mestrado, aos livros, a idas ao cinema, às viagens… Passava um tempo precioso e de qualidade com a minha família e meus amigos. Era 2012. Comecei ali a construir pedacinhos pequenos de realizações que se tornariam reais agora, nos últimos meses.

E, então, que esses tais últimos meses passaram a ser o completo oposto do período sabático. Mas também cheios de valor. Os planos idealizados na calmaria inauguraram dias repletos de acontecimentos, reuniões, gente nova, algumas frustrações naturais dos riscos, uma dose a mais de sangue frio para lidar com situações/pessoas, celebrações esfuziantes até das menores vitórias.

Parece que o que aconteceu há uma semana faz tanto tempo. O que ocorreu há meses se mostra absolutamente distante. Há toda uma estrada sendo construída com as pedrinhas do caminho. Que bom.

Tanto movimento hoje. As lembranças daqueles meses mais contemplativos. Cada momento da vida carrega sua preciosidade, seu ensinamento. A gente precisa é parar de lamentar os desafios que acompanham cada fase. Chega de “não sei”, “não quero”, “não mereço passar por isso”. Foca no “o que posso fazer”. Aprender a pedir ajuda quando necessário (e estar disposto a ajudar porque um dia todo mundo precisa ser ajudado) também vai fazer diferença, aliviar os temores.

Vai ser fácil? Não vai, não. Mas vai ser rico se você apreciar a jornada e enxergar tudo indo além de si mesmo.

Crédito da imagem: blog Eu Amo a Vida

Anúncios