Não desista de você

Trabalhar com o público feminino tem sido um sem fim de repensar minhas emoções, situações que enfrentei, o quanto sou privilegiada em muuuuita coisa, relembrar minha história e me reconhecer e me inspirar na história de tantas outras mulheres. Mulheres essas que em boa parte chegam pra gente frágeis e com dificuldades de reconhecerem o valor imenso que têm. E que, lindamente, quando dividem a mesma sala de um workshop por algumas horas, compartilham também sentimentos, desafios, risadas, lágrimas e apoio. Fazem novas amigas. Fecham novos negócios, encomendas, parcerias. Colocam a vida em outro movimento. Lembram quanto são capazes. Saem felizes.

Dali em diante vai ser fácil? Claro que não. Mas perceber que não estão mais sozinhas é uma riqueza que ajuda a tomar coragem, a juntar caquinhos de corações machucados e a fortalecer a autoestima. Acreditar em si. Ter com quem contar.

Neste domingo (que aqui pra mim é chuvoso, daqueles dias bons pra pensar na nossa trajetória e nos próximos passos), o que eu gostaria de dizer a quem puder ler esse texto é: não desista de você. Nunca. Não desista dos seus sonhos. Não desista de acreditar que encontrará saídas para as tristezas e problemas. Não desista de pedir ajuda. Não desista de enxergar o mundo com generosidade. Não desista de mudar tudo se assim precisar. De manter a mente aberta para transformar, adaptar. Não desista de aprender mais e novamente.

Tem hora que vai cansar? Vai, sim… Mas é só pra refletir um pouquinho. Talvez chorar um pouquinho… Ver mais uma semana iniciando. E logo mais recomeçar.

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As mulheres da minha vida

Trabalhar especificamente com mulheres não foi algo que planejei desde sempre. Foi a vida mesmo, a minha e de pessoas que me cercam ou cercaram, que mostrou a necessidade grande de discutir preconceitos arraigados que ainda tornam o cotidiano feminino muito mais difícil e temeroso em aspectos sociais, pessoais e profissionais.

Essa jornada completou neste mês de julho um ano. Há exatos 12 meses eu chamava uma das minhas melhores amigas pra conversar numa tarde de domingo sobre questões como mulheres trabalhando o mesmo ou melhor e ganhando menos; profissionais serem demitidas logo após a volta da licença maternidade; homens que ainda acreditam que mulher tem que obedecer e aguentar desaforos, entre tantos outros temas que se transformam em obstáculos para que elas acreditem profundamente em seus potenciais e possibilidades. Para saber mais: www.mulheresageis.com.br e www.facebook.com/mulheresageis.

O que eu não imaginava era quanto esse caminho se tornaria absolutamente rico em conhecimento e conexões com mulheres sensacionais. Desde então, não há um dia praticamente que eu não conheça ou descubra a história de uma mulher foda. De uma mulher que inspira, que ajuda, que cria, que é pioneira, que é uma sobrevivente, que consegue tudo e mais um pouco. Nem um dia. Porque eu entendi que somos muitas. Só não estávamos falando sobre isso, não trocávamos nossas experiências. Ganhamos palco. E a gente merece demais.

Eu também não me dei conta do quanto trabalhar com mulheres me faria pensar e repensar nas histórias das mulheres da minha vida. Minha mãe, minhas avós, minhas tias, primas, amigas, professoras. De quanto, Deus, elas são fantásticas. Do quanto elas foram fortes mesmo quando alguém disse a elas que eram fracas, que podiam menos.

Tive a sorte de viver em meio tanto a mulheres fortes quanto a mulheres sensíveis. Me ensinou a valorizar o equilíbrio. Me ensinou que a forte também carrega a delicadeza e a sensível vira rocha quando necessário.

Outro dia alguém me questionou se eu sempre desejei ser empreendedora, ter negócio próprio. Não. Mas sabia que eu “empreendia” meus sonhos. Sempre corri atrás do que queria, criava estratégias. Tive exemplos lindos de perseverança, inclusive de homens.

Mas a capacidade de acreditar e realizar, eu entendi, veio especialmente da minha avó materna, a dona Lourdes. Que aos 28 anos pegou a filha pequena pela mão, entrou num navio em Portugal, e desembarcou no Brasil para recomeçar a vida, dar um futuro melhor para sua menina. Filha essa que ela transformou em uma historiadora e professora universitária mesmo com estudando apenas até a terceira série. Ninguém pensaria na minha avó, tímida, calada, com traumas, como uma empreendedora. E agora eu me pergunto: como não enxergar minha vozinha como uma desbravadora, minha maior inspiração?

Foi minha avó, quando eu era bem pequena, que primeiro me disse: mulher tem que trabalhar, estudar e ser independente. Lembro claramente dessa cena. Ela passando roupa na cozinha e esquentando meu ferrinho de brinquedo com o ferro de verdade para eu “brincar” de passar os lenços do meu pai. Eu tinha uns 6 anos.

Demorou muito, mas muito mesmo para eu ouvir algo assim de outra pessoa. Minha mãe começou esse mantra quando eu já era adolescente. Fora de casa, foi uma professora de física, quando eu já estava com 17 anos.

Hoje, eu comemoro e agradeço por empreender com propósito e saber que posso ajudar a transformar para melhor os dias de tantas outras mulheres. Especialmente, eu comemoro e agradeço à vida por me mostrar bem cedo que ajudá-las era destino.

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Não se acostume só com proximidade virtual

Acordei numa manhã gelada de domingo, há um mês, com os olhos ainda meio borrados da maquiagem mal tirada. Logo cedo, enquanto limpava melhor o rosto, lembrava do quanto o dia anterior, do casamento da minha prima, foi feliz, lindo, caprichado, emocionante. Mas uma das minhas tias não me saía da cabeça. Desde que eu havia acordado; ali, enquanto tomava meu café quentinho. Não tirei foto com ela e acabamos conversando pouco na festa.

Resolvi mandar mensagem. Oi, tia! Oi, minha linda! O que tá fazendo? Já tá quase tudo no carro. Quase tudo o que, tia? Ué? Até minha televisão grande. E vai onde? Morar lá perto deles.

Minha tia mudaria não só de cidade, mas de estado. Pra junto da filha única, da netinha e do genro. Vai começar vida nova perto dos queridos. Fiquei feliz por ela, e triste. Tinha em mente marcar um café em breve, colocar conversa em dia. Por que não marquei antes, poxa?

Muito por essa falsa sensação que as redes sociais nos dão: de que tá todo mundo perto, logo ali. É reconfortante, por um lado, acompanhar o dia a dia de quem a gente quer bem em fotos, compartilhamentos. Fazemos contato rápido. Mas é um tapa na cara quando a gente percebe que fica na tela do computador ou do smartphone vendo a vida passar e o aconchego do abraço, do olho no olho, acaba em último plano.

Já se deram conta quantos filhos de amigos vocês estão vendo crescer só pelo Facebook? Pensei nisso outro dia… É maravilhoso ter a chance de acompanhar o desenvolvimento dos pequenos por fotos, vídeos… Mas não pode ser só isso! A não ser que a pessoa more muito longe. Não pode a amiga ter bebê e você ver essa fofura um, dois anos depois!

O cotidiano é de pressa, sem dúvida. Estamos na batalha. Redes sociais nos conectam. Mas não nos afagam. Acho fantásticas as possibilidades que o mundo digital nos dá, pessoais e profissionais. Devem, no entanto, ser apenas meio de levar ao real. Não é a vida. É só um frame.

Os sustos que o coração leva

Desespero é a definição. Eu corria, chorava, gritava por ajuda e ficava ainda mais desesperada ao perceber que perdia força e não a alcançava. A manhã do último domingo foi de terror ao sair para caminhar com minha viralatinha Charlotte. Sempre corremos juntas no começo ou no fim das caminhadas que fazemos duas vezes por dia, manhã e fim da tarde. Eu ensinei a ela que correr é a parte divertida do passeio. Também ensinei a voltar para o prédio. E ela voltou. Mas o portão estava fechado, e ela foi embora rua abaixo, correndo muito, como eu disse que devia.

Charlotte é um bichinho forte. De porte médio, esguia, mas atlética mesmo. Só que eu não tinha me dado conta que com menos de um ano e que as corridas e brincadeiras fizeram dela uma cadelinha forte além do que eu imaginava. Na nossa corrida, nos assustamos, as duas, com um cachorro enorme que apareceu na nossa direção. Ela deu um tranco forte e arrebentou a coleira. Eu chamava. Ela chegou a olhar para trás. Fez que voltaria. Muita gente começou a tentar pegá-la no caminho. Se assustou mais. Foi embora.

Sentei na calçada chorando, com a calça legging rasgada no joelho. Levei um tombão ao tentar agarrá-la. Sangue no joelho esquerdo ralado, sangue na mão esquerda ralada. Mas o que doía mesmo era o coração. Eu nunca mais veria minha filhotinha. Ela poderia ser atropelada a qualquer momento. Muita gente tentou ajudar. Porteiros, três motoqueiros, gente que passava na rua. Uma vizinha se materializou na minha frente com o carro dela pra gente rodar o bairro.

40 minutos de desespero.

Voltamos para o prédio prontas a espalhar cartazes e fotos da minha pequena por redes sociais. E lá estava ela. No colo do porteiro. Na coleira do cachorrinho do vizinho, que a encontrou na rua e soltou o bichinho dele na direção dela. Como ele fez festinha, Charlotte se acalmou e o Luiz, meu vizinho, conseguiu colocar a coleira nela.

Chorei mais, mas dessa vez de alívio. Ganhei muitos lambeijos e abanadinhas de rabo, cabecinha batendo no meu peito como quem diz “mamaizínea, me desculpa, estou feliz de te ver!” Passamos as duas amuadas todo domingo, agarradinhas, eu com as lágrimas que não paravam de descer. Sim, já estava tudo bem. Mas fiquei imaginando o que sente quem perde alguém. Um filho. De não saber o paradeiro. De não saber se está vivo ou morto. Que dor terrível deve ser. Que dias infinitos de espera capazes de tornar a vida absolutamente cinza e de difícil compreensão…

Os sustos que o coração leva. Esse sem dúvida foi um dos maiores pra mim. O lado bom dessa “experiência” dramática é ver quanta gente sai ajudando sem nem pensar. Que age. Que se joga. Tem um instinto de proteção aí, nas situações em que vemos outra pessoa sofrendo. Tem uma bravura na alma de muitos, um acolhimento, uma generosidade, que ajuda a sempre lembrar: o mundo tem sua crueldade. Mas também tem gente boa demais.

Crédito da imagem: Filipe Hilário

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A casa para onde sempre se pode voltar*

Já moro em São Paulo há mais de oito anos. No começo da vida aqui, descia a serra toda semana para rever a família. Chamava lá de ‘minha casa’, como se a capital fosse apenas um detalhe necessário para trabalhar na área que escolhi. Mas aí vieram os amigos. As festas. Os amores. Uma cidade para descobrir. E as visitas familiares foram espaçando. O lugar que eu chamava de casa passou a ser a metrópole, definitivamente.
Só que na fase dos 30 anos você começa a se fazer um milhão de questionamentos. E também a compreender algumas verdades muito mais duras do que poderia imaginar. Uma das realidades que despencou na minha cabeça foi que, um dia (espero, de todo coração, que seja um dia bem, bem longe), meus pais não estarão mais lá. É o tipo de situação que nunca nos preparamos para enfrentar, mesmo que seja o natural da vida. Pensar nela apavora.

Uma segunda-feira dessas, minha mãe ligou. “Filha, você vem esse fim de semana?” Eu disse que não, que seria uma semana cansativa, que eu tinha já compromisso para o sábado. “Tudo bem…”, respondeu a voz materna, tentando disfarçar uma pontinha de tristeza. Na terça-feira fui caminhar de manhã entre a Vila Leopoldina e a City Lapa. Por ser uma região plana e arborizada, muita gente faz corrida e caminhada por ali.

Nas minhas andanças sempre cruzei com duas senhoras, mãe e filha, que caminhavam diariamente. A senhorinha – que um dia, numa conversa rápida com elas, contou que teve um box no Ceagesp durante décadas – segurava no braço da filha para se apoiar num trecho ou outro do exercício. Há algum tempo já não as encontrava.
Naquela terça-feira, vi a mais moça, sozinha, sentada num banco de uma praça. Lenço na mão que alcançava o rosto para enxugar os olhos. Fiquei sem graça de chegar perto. Segui meu percurso. No outro dia, mesmo horário. A mais moça sozinha novamente, sentada no banco da pracinha. Lenço na mão enxugando os olhos. Peguei uma flor amarela caída no chão. Assoprei duas formigas que estavam nela.

Entreguei a flor à senhora-moça, que levantou os olhos, deu um leve sorriso e disse: “Você viu… Ela não está mais… Foi tudo rápido, sem sofrer. E tive o privilégio da companhia da minha mãe até agora, quando chego quase aos 70. Mas essa falta…” Sentei do lado dela e disse que sentia muito, me segurando com todas as minhas forças pra não chorar também. Não por vergonha, não. Mas porque eu não sabia se faria a senhora-moça se sentir mais triste.

Ela perguntou minha idade, se eu ainda tinha meus pais. Disse que sim. “Então, corre pra abraçá-los sempre que você puder. Mesmo que esteja brava por algum motivo, ou que vocês tenham personalidades e opiniões diferentes. Eu tenho tantos bons abraços de lembrança dos meus pais…”

Conversamos mais uns minutos. Me despedi. Na hora que virei as costas, era eu quem enxugava as lágrimas na manga do casaco de moletom. Cheguei em casa e liguei pra mãe. Disse que poderia almoçar com eles no domingo e voltaria para São Paulo segunda-feira de manhã. Sabe quando você percebe pela voz que a pessoa está sorrindo?

O pai foi me buscar como sempre na rodoviária, com a cara de feliz que faz quando me vê. Combinamos que sim, vou acompanhá-lo no Salão do Automóvel (mesmo que eu não entenda nada de carros). Depois do almoço, perguntei pra mãe se ela não queria dar uma caminhada. Era fim de tarde, com vento fresquinho. Dei o braço pra ela apoiar…

Percebi que há algum tempo voltei a chamar a casa dos meus pais de ‘minha casa’. E a senhora-moça voltou a caminhar pelas ruas do bairro, num horário um pouco mais tarde. Ela tem a filha para acompanhá-la.

* Crônica originalmente publicada por Suzane G. Frutuoso no Jornal da Tarde (2012)

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A dor de quem precisa colocar para baixo

Menosprezar. Humilhar. Dar aquela alfinetada. Usar sarcasmo, ironia. Ridicularizar na frente de outras pessoas. Enfim, colocar para baixo. Tem gente que vive disso. De um prazer doentio de tentar sempre machucar alguém. De ressaltar o que considera “defeito” no outro, com total incapacidade de enxergar as próprias faltas.

Essa crueldadezinha é só muita dor carregada no peito, no coração. É um vazio. Uma necessidade de inferiorizar para se sentir forte. E só porque sabe que é cheio de fraquezas, falhas, imperfeições. Aliás, como todo ser humano é. Mas ninguém pode desconfiar que há muito ruído por trás dessa fachada aí. Há uma autoestima abalada, mal construída, afogada nas mágoas.

Acha mesmo que ganha? Não, ninguém sai ganhando. Porque quem machuca sente o pequeno prazer doentio momentâneo, mas logo volta para o que está escuro dentro de si. E ainda deixa pelo caminho alguém que, no mínimo, prefere se afastar, se preservar.

O mundo é pra todo mundo. Tem espaço de felicidade e realização pra quem estiver disposto a tentar. E, principalmente, faz muito mais sentido apoiar e festejar o melhor de cada um. Enquanto as pessoas insistirem em competir mais do que se completar, grandes potenciais vão permanecer apagados.

Crédito da imagem: Fernanda Estellita

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Chama pra perto

Há mais de 20 anos, eu e minha melhor amiga damos um jeito de conversar quase todos os dias. Nem sempre é o encontro cara a cara. Às vezes, nem aquele bate-papo longo pelo telefone. Pode ser o link de uma notícia via e-mail que vai interessar a outra. Ou uma foto mandada pelo whatsapp de alguma coisa que lembrou a gente. E um salve às mensagens de voz!! São muitas, de muuuiitos minutos.

Mas logo no começo do ano eu percebi que a gente não vinha conversando como deveria. Nada de briga. Só as duas mergulharam em fases de horas infinitas de trabalho. Projetos que as duas acreditam e exigem dedicação por alguns bons meses.

Por sugestão de outra amiga que é coach, coloquei essa “reaproximação” em uma lista de tarefas urgentes. Em janeiro. Só tomei vergonha na cara de “cobrar” o contato diário de novo essa semana, enquanto esperava ser atendida na consulta com a ginecologista. Mandei uma mensagem de whatss melosa, daquelas que só a melhor amiga vai aturar.

Chamei pra perto. Ganhei visita e até buquê de flores vermelhas. Não, não fazia tempo que a gente não se via. O aniver dela acabou de acontecer. Sim, nas horas difíceis continuamos lá, juntas, num estalar de dedos e sem pensar. Mas fazia tempo que a gente não se via sozinha pra falar besteira como quando a gente era adolescente.

E poucas coisas na vida podem ser tão boas e desopilantes quanto rir como quando a gente é adolescente.

Sempre tem alguém que queremos chamar mais pra perto, pra voltar para os nossos dias, pra ser presença e afeto. Pode ser pai, mãe, irmão, sobrinha, vó, vô, amigo de infância, de facul, tio, prima, ex-chefe bacana, ex-professora. Quem sabe aquele crush que você não deu bola no passado? Pode ser até a pessoa com quem você está num relacionamento de anos. Ou de meses. Mas que importa, que é essência.

Chama pra perto. Ri junto, conversa. Vê o que ficou pelo caminho, se necessário. Só não desenlaça os dedos de quem faz seu mundo brilhar.

Crédito da imagem: Hierophant

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