2017, o ano do “nossa, quanta coisa, gente!”

Faltam pouco mais de 40 dias para o ano acabar e estamos por aqui já no preparo da listinha de balanço de 2017. Adoro. Adoro listas pra organizar tarefas, objetivos e pensamentos. Mas a das verdades que a gente aprendeu ou que foram reforçadas durante o ano é das minhas preferidas. Que lista, amigos! Essa, de 2017, pode ser definida como a lista do “nossa, quanta coisa, gente!”

Quanta coisa… Quanta coisa boa, reencontro bom, novos encontros bons, gente boa, situação boa, conhecimento bom. Conversas e trocas especiais. E quanta certeza de que tem gente que a gente tem mais é que despachar da vida, assim como situações. E se não der pra despachar, dar aquela limitada. Que aí a vida anda.

Quanto desafio, adaptação, escolha, escola. E que riqueza descobrir que a gente sabe fazer coisa que a gente nem sabia que sabia. Teve quantidade e qualidade. Teve coisa ruim? Claro, sempre tem. Mas… onde foi parar mesmo? Porque nossa, quanta coisa, gente! Quanta beleza em cada verdade que se reforça ou se descobre. Vamos a elas, as verdades. Devidamente compreendidas. Porque 2018 tá aí pra brilhar na purpurina!

Primeiro as ruins:

  • Quem mente uma vez mente duas, três, dez… Até mentir a cada suspiro que dá no dia. Tem quem minta por vergonha de algo que fez. Ou medo. E tem quem minta pelo prazer doentio de achar que nunca vai ser pego(a). Vai. Com preço alto.
  • Manipulador é um ser perigoso que te suga a alma fazendo você se sentir culpado(a) pelo que não tem culpa, se fazendo de coitado(a) e confuso(a) só pra dominar quem tá vulnerável e cujo único objetivo é satisfazer a egotrip.
  • Ah! Manipulador também mente, claro. É do jogo dele(a).
  • Ironias e alfinetadas ao longo do tempo desgastam qualquer relação.
  • Aliás, ironias e alfinetadas são características de quem não tá lá muito bem de autoestima e precisa machucar os outros, colocar pra baixo, pra se sentir fortinho(a). É um fraco(a). Só constrói castelo de cartas ou fica na aba dos outros.
  • A gente só pode ajudar quem quer ser ajudado. Então, foco em colocar energia em quem quer construir algo legal realmente.
  • Dinheiro é bom demais! Traz conforto, segurança, tranquilidade, realiza sonhos. Mas ter uma conta recheada e não saber se relacionar com alegria e afeto é continuar na miséria.
  • Muita pose, pouca entrega. Conhece gente assim? Que diz abalar as estruturas da sociedade, mas que com um pouco mais de conversa dá pra entender que é tudo superficial demais?
  • Vale também pra quem vive dizendo que não tem tempo, é muito ocupado. Quem é ocupado realmente trata de colocar o trabalho em dia sem choramingo pra se desocupar e criar mais coisas legais. Quem não é usa o excesso pra disfarçar a própria a falta de foco e desorganização.
  • Admiração não é idolatria e cegueira.
  • Decepção é a morte da admiração.
  • Quem não sabe ouvir que fique falando sozinho(a), né?

Agoras, as boas!!

  • Se você constrói algo com todo o coração atingirá outros corações!
  • Quanta gente linda pelo caminho pra gente conhecer, conversar e admirar.
  • Filas andam.
  • Tem espaço pra todo mundo! Dá pra apoiar, indicar e tomar um café com a concorrência porque tem coisa no mundo que tá melhor, sim! Quem não entender que a colaboração tá vencendo a competição vai se ver sozinho(a).
  • Aliás, redes de apoio, troca de experiências e histórias! Que negócio bonito!
  • Ter uma cachorrinha peralta em casa vai te fazer sorrir sinceramente várias vezes ao dia. É amor. Recomendo.
  • Vai ficar difícil. E você vai superar e rir de tudo depois. Fundo do poço tem mola.
  • Viver com menos, fazendo as escolhas certas, é viver com bem mais e melhor.
  • Cuidar da saúde. Mas nenhum corpinho fitness supera as alegrias e sentimentos que envolvem bolos decorados, balas de leite ninho, brigadeiros em caixinhas delicadas, cerveja artesanal, pasta de amendoim, pão de cacau com cranberry, cafés bem tirados, pasteis de nata…
  • Se não der certo, tenta outra saída, começa de novo. A palavra é flexibilidade. Apenas se prepare para errar o menos possível. E tudo bem errar, que é aprender.
  • Ter orgulho da nossa história ❤
  • Ter orgulho dos nossos pais ❤
  • Empatia ❤
  • Brainstorm ❤
  • Se tornar referência não pra ser especial. Se tornar referência pra ajudar as pessoas a traçarem caminhos especiais.
  • As pessoas que amam você sempre estarão lá.
  • Perdoar. Ser trouxa jamais 😉

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Não desista de você

Trabalhar com o público feminino tem sido um sem fim de repensar minhas emoções, situações que enfrentei, o quanto sou privilegiada em muuuuita coisa, relembrar minha história e me reconhecer e me inspirar na história de tantas outras mulheres. Mulheres essas que em boa parte chegam pra gente frágeis e com dificuldades de reconhecerem o valor imenso que têm. E que, lindamente, quando dividem a mesma sala de um workshop por algumas horas, compartilham também sentimentos, desafios, risadas, lágrimas e apoio. Fazem novas amigas. Fecham novos negócios, encomendas, parcerias. Colocam a vida em outro movimento. Lembram quanto são capazes. Saem felizes.

Dali em diante vai ser fácil? Claro que não. Mas perceber que não estão mais sozinhas é uma riqueza que ajuda a tomar coragem, a juntar caquinhos de corações machucados e a fortalecer a autoestima. Acreditar em si. Ter com quem contar.

Neste domingo (que aqui pra mim é chuvoso, daqueles dias bons pra pensar na nossa trajetória e nos próximos passos), o que eu gostaria de dizer a quem puder ler esse texto é: não desista de você. Nunca. Não desista dos seus sonhos. Não desista de acreditar que encontrará saídas para as tristezas e problemas. Não desista de pedir ajuda. Não desista de enxergar o mundo com generosidade. Não desista de mudar tudo se assim precisar. De manter a mente aberta para transformar, adaptar. Não desista de aprender mais e novamente.

Tem hora que vai cansar? Vai, sim… Mas é só pra refletir um pouquinho. Talvez chorar um pouquinho… Ver mais uma semana iniciando. E logo mais recomeçar.

Para saber mais:
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Os sustos que o coração leva

Desespero é a definição. Eu corria, chorava, gritava por ajuda e ficava ainda mais desesperada ao perceber que perdia força e não a alcançava. A manhã do último domingo foi de terror ao sair para caminhar com minha viralatinha Charlotte. Sempre corremos juntas no começo ou no fim das caminhadas que fazemos duas vezes por dia, manhã e fim da tarde. Eu ensinei a ela que correr é a parte divertida do passeio. Também ensinei a voltar para o prédio. E ela voltou. Mas o portão estava fechado, e ela foi embora rua abaixo, correndo muito, como eu disse que devia.

Charlotte é um bichinho forte. De porte médio, esguia, mas atlética mesmo. Só que eu não tinha me dado conta que com menos de um ano e que as corridas e brincadeiras fizeram dela uma cadelinha forte além do que eu imaginava. Na nossa corrida, nos assustamos, as duas, com um cachorro enorme que apareceu na nossa direção. Ela deu um tranco forte e arrebentou a coleira. Eu chamava. Ela chegou a olhar para trás. Fez que voltaria. Muita gente começou a tentar pegá-la no caminho. Se assustou mais. Foi embora.

Sentei na calçada chorando, com a calça legging rasgada no joelho. Levei um tombão ao tentar agarrá-la. Sangue no joelho esquerdo ralado, sangue na mão esquerda ralada. Mas o que doía mesmo era o coração. Eu nunca mais veria minha filhotinha. Ela poderia ser atropelada a qualquer momento. Muita gente tentou ajudar. Porteiros, três motoqueiros, gente que passava na rua. Uma vizinha se materializou na minha frente com o carro dela pra gente rodar o bairro.

40 minutos de desespero.

Voltamos para o prédio prontas a espalhar cartazes e fotos da minha pequena por redes sociais. E lá estava ela. No colo do porteiro. Na coleira do cachorrinho do vizinho, que a encontrou na rua e soltou o bichinho dele na direção dela. Como ele fez festinha, Charlotte se acalmou e o Luiz, meu vizinho, conseguiu colocar a coleira nela.

Chorei mais, mas dessa vez de alívio. Ganhei muitos lambeijos e abanadinhas de rabo, cabecinha batendo no meu peito como quem diz “mamaizínea, me desculpa, estou feliz de te ver!” Passamos as duas amuadas todo domingo, agarradinhas, eu com as lágrimas que não paravam de descer. Sim, já estava tudo bem. Mas fiquei imaginando o que sente quem perde alguém. Um filho. De não saber o paradeiro. De não saber se está vivo ou morto. Que dor terrível deve ser. Que dias infinitos de espera capazes de tornar a vida absolutamente cinza e de difícil compreensão…

Os sustos que o coração leva. Esse sem dúvida foi um dos maiores pra mim. O lado bom dessa “experiência” dramática é ver quanta gente sai ajudando sem nem pensar. Que age. Que se joga. Tem um instinto de proteção aí, nas situações em que vemos outra pessoa sofrendo. Tem uma bravura na alma de muitos, um acolhimento, uma generosidade, que ajuda a sempre lembrar: o mundo tem sua crueldade. Mas também tem gente boa demais.

Crédito da imagem: Filipe Hilário

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A dor de quem precisa colocar para baixo

Menosprezar. Humilhar. Dar aquela alfinetada. Usar sarcasmo, ironia. Ridicularizar na frente de outras pessoas. Enfim, colocar para baixo. Tem gente que vive disso. De um prazer doentio de tentar sempre machucar alguém. De ressaltar o que considera “defeito” no outro, com total incapacidade de enxergar as próprias faltas.

Essa crueldadezinha é só muita dor carregada no peito, no coração. É um vazio. Uma necessidade de inferiorizar para se sentir forte. E só porque sabe que é cheio de fraquezas, falhas, imperfeições. Aliás, como todo ser humano é. Mas ninguém pode desconfiar que há muito ruído por trás dessa fachada aí. Há uma autoestima abalada, mal construída, afogada nas mágoas.

Acha mesmo que ganha? Não, ninguém sai ganhando. Porque quem machuca sente o pequeno prazer doentio momentâneo, mas logo volta para o que está escuro dentro de si. E ainda deixa pelo caminho alguém que, no mínimo, prefere se afastar, se preservar.

O mundo é pra todo mundo. Tem espaço de felicidade e realização pra quem estiver disposto a tentar. E, principalmente, faz muito mais sentido apoiar e festejar o melhor de cada um. Enquanto as pessoas insistirem em competir mais do que se completar, grandes potenciais vão permanecer apagados.

Crédito da imagem: Fernanda Estellita

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Uma vida rica

Diz a astrologia que o ano começa de fato hoje, 20 de março. Vem também chegando o outono, conhecido como a estação da transição. Hora de deixar para trás, de verdade, o que já não é mais na sua vida. Não é mais sentimento, presença, plano. É ciclo encerrado. É a transformação a caminho. É ideia executada agora, sem delongas.

Os primeiros três meses de 2017 me deram e ensinaram muito. Mesmo. Novos amigos. Gente interessante e interessada. Gente acreditando no meu potencial, estendendo a mão. Um sem fim de histórias de mulheres fortes, que estão se fortalecendo entre si e buscando dias melhores para toda a sociedade. Ganhei um estilo de trabalho e de vida diferentes, que precisam ser levados sempre na medida exata entre liberdade e disciplina.

E juro pra vocês: não teve um dia desse 2017 até aqui que não aprendi uma coisa nova. Desde como pintar uma porta até usar melhor os recursos do GoogleDocs. Ou desenvolver projetos diferentes de tudo o que fiz até então. Ainda descobri que sei fazer um tanto de coisas legais e úteis que eu nem sabia que sabia.

Teve tristeza também. Sempre tem. Além daquelas oscilações emocionais (e financeiras) naturais de quem decide recomeçar e ir atrás do que acredita e faz o coração bater mais forte. Mas como os dias são repletos e nunca se repetem, curas são especialmente impulsionadas por essa vibe positiva. Por essa capacidade de criação e compartilhamento de sentimentos e desejos com mais gente a fim de superar e se superar.

Uma vida rica. Não materialmente (ainda! rsrs). Mas de significado e inspiração.

O maior ensinamento dos primeiros três meses desse ano foi: “Garota, você tem uma vida rica de verdade! Você não vai ter a bolsa mais cara, nem vai comprar todos os sapatos que gostaria. Você enfrentará os próximos meses com as contas na ponta do lápis. Mas só porque é o momento de enriquecer com aquilo que fará você olhar para trás, bem velhinha, e lembrar de tudo o que construiu e de todos que ajudou a se sentirem mais completos, realizados e preparados para serem realmente felizes.”

Isso sim é lucro, prosperidade. E você? Qual tesouro prefere juntar?

Crédito da imagem: Rose Porto, blog Essência e Vida

Você não vai conseguir

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Não sou eu quem digo, amigos. O título desse texto é a frase preferida de gente que não enxerga além do próprio mundinho e precisa diminuir, com base em suas próprias frustrações, toda e qualquer tentativa de quem deseja mais para a própria vida.

Mas por que você tá sempre recomeçando?
Mas isso dá dinheiro?
Mas e aí vão te contratar por quanto tempo?
Mas alguém consegue realmente trabalhar de casa?
Mas quanto você já vendeu?
Mas você marca reuniões em cafés???
Mas as pessoas vão se interessar pelo que você faz?

Por trás do “mas” rola um desdém e um “você não vai conseguir”. Isso é um risco desnecessário. Isso é coisa de sonhador. Cadê a carteira assinada?

As pessoas, claro, têm personalidades diferentes e ninguém precisa se obrigar a tentar aquilo que deixa desconfortável demais. É legítimo querer o dinheiro pingando na conta, certinho, todo mês, sem sobressaltos. Assim como é legítimo acreditar na nossa capacidade de criar algo do zero, encontrar gente parceira que está na mesma sintonia e construir empresas/projetos que sim, podem falhar, mas também mudar para melhor uma parte considerável da sociedade.

Pode ser que não dê certo. Porém, não porque alguém disse que não daria. Simplesmente porque é parte do jogo. O outro lado é que pode ser tudo ou até mais do que a gente esperava. E não é difícil imaginar que seja assim. Basta focar naquele tanto de pessoas que abrem um sorriso quando você conta sua ideia, dão a maior força e ajudam a encontrar os caminhos para as soluções que você precisa.

Você não vai conseguir. Mas isso só se torna uma verdade se você deixar. ❤

Crédito da imagem: blog Mulheres de Sucesso Fazem a Diferença

A fluidez que vem dos valores

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Semana passada uma amiga que é coach me contou quanto é gratificante acompanhar o progresso de suas clientes (ela atende apenas mulheres). Disse que é bonito de ver os insights que as fazem mudar rumos, perseguir as metas de vida e profissão que de fato falam mais alto ao coração. Perceber que as meninas começam a “voar” quando entram em sintonia com seus valores e acreditam em potencialidades que elas mal se lembram que estão lá, sempre estiveram lá.

Gostei especialmente quando ela ressaltou que a vida flui quando a gente “roda o sistema” dentro dos nossos valores. Quando criamos projetos, trabalhamos ou nos relacionamos dentro de uma vibe que vai de encontro com o que realmente nos faz feliz. Isso nos energiza. E faz a gente ir em frente, e mais e mais, e não parar, e realizar, e concretizar e atrair quem soma e nos ajuda a crescer. Que nos dá leveza.

E o contrário? Bom, o contrário também é verdadeiro… Infelizmente. Aquilo ou quem nos coloca pra baixo, não está de acordo com o que nossos sentimentos dizem ser realmente importante e valioso, pesa. Torna cada movimento mais arrastado. Tira a energia. Não dá. Quer dizer, dá. Mas tem preço. Lembra dos seus valores? Os que iluminam sua alma, levam sorriso fácil ao rosto? Então… Vai bancar o preço de abrir mão do que te dá fluidez e transforma cada dia em uma oportunidade de alegria?

Um novo ano chega em breve pra você sair do padrão repetitivo, negativo – e acomodado. Pra rodar o sistema dentro de valores bonitos e deslanchar em coisas boas: amores verdadeiros, trabalhos gratificantes, uma saúde física e emocional forte, objetivos que desafiam a ser melhor, inclusive como ser humano. Também, quem sabe, pra parar de ser o que ou quem coloca os outros para baixo. Flua. Sem ilusões. Com coragem. Humildade. E finalmente você entenderá o que é se sentir realizado(a).

Crédito da imagem: Frases do Bem