Para um novo ano, construa um novo eu

capa_es_habitos-839x283

Toda virada de ano a gente promete: vai ser diferente.

Vamos ser melhores. Vamos acertar mais. Vamos nos dedicar ao que realmente tem valor, focar em projetos pessoais e profissionais que nos farão mais felizes. Passaremos tempo de qualidade com quem amamos e… já quebramos as promessas. Lembrando que hoje ainda é dia 5 de janeiro!

A mudança, é verdade, não é um processo fácil e rápido. Antes dos passos que de fato levam à transformação vem a conscientização de que do jeito que tá não dá. Não tá bom, não tá feliz. O problema é que muitas vezes esperamos as insatisfações chegarem ao limite (ou ir além dele) para só então agir. Pode ser pior também: carregar a vida sem coragem de correr mesmo atrás do sonho, dos tais dias melhores.

Não adianta ter se vestido todo(a) de branco no Réveillon para ficar em paz e insistir em comportamentos que despertam angústia, em si mesmo e em quem nos cerca; que levem à guerra e não ao entendimento.

A blusa rosa não tem efeito algum se não há respeito, admiração e companheirismo em uma relação, que é o que faz o amor ser real e se renovar a cada dia. Se quem deseja iniciar uma relação não descola de atitudes egoístas, narcisistas, irresponsáveis e incapazes de criar laços sinceros e fortes de afeto.

O azul só permite saúde pra quem cuida do corpo, da alma e da mente. Pra quem não deixa a promessa de uma reeducação alimentar ser quebrada pela promoção de chocotone (essa é mesmo um desafio, eu sei… rsrs…); pra quem para de arrumar desculpas de não ter tempo, dinheiro e lugar, mesmo sabendo que 30 minutos de caminhada três vezes por semana já traz disposição e ajuda na perda de peso. Enfim, pra quem levanta a bunda do sofá e se mexe, pra quem mantém cardápio em equilíbrio, pra quem dedica algumas horas necessárias ao autoconhecimento – e não bobeia na bateria de exames anuais.

E não tem calcinha/cueca amarela que dê jeito na falta de dinheiro, de prosperidade, se não há determinação pra fazer um trabalho cada vez mais bem feito; se cada horário de almoço só serve para reclamar com os colegas (esse tempo tão mal gasto é o ideal para alimentar seu networking e cair fora do atual emprego – ou você gosta mesmo é de reclamar?); se o salário é torrado todo mês e nada é poupado para emergências e, justamente, para te dar margem de segurança na hora que provocar transformações significativas na vida.

Não basta. Cores das roupas são simbólicas. Sua vida ganhará um colorido especial de verdade quando você quiser sair dos dias cinzas que criou pra si mesmo. Para um novo ano, construa um novo eu. 2017 tem tudo pra ser especial. Mas cada um precisa fazer sua parte.

Crédito da imagem: site Elegante Sempre

Anúncios

Pra começar de fato o ano!!

11002591_10206094606831144_5550802390304716489_nBom dia, gente! 🙂 Em breve chega texto novo aqui no blog! Enquanto isso, pra entrar com o espírito transbordando amor nesse novo ano (porque 2015 começa pra valer agora!!), nada melhor do que lembrar do que realmente tem valor na vida… Acho que a frase aí diz tudo… ❤

Já viveu hoje?

image (16)

Entre muitos momentos felizes e de bons inícios que esse 2015 já me reservou (e, desde já, obrigada universo), o primeiro mês do tempo que começa agora veio também com uma baita lição de vida. Dolorosa. Bem dolorosa… Uma amiga morreu de câncer aos 38 anos… Ela vinha lutando contra a doença há pouco mais de um ano.

Trabalhamos juntas em um jornal, tivemos nossas diferenças, gargalhamos e brindamos na balada. Ela me ajudou na edição de textos meus e conversou comigo sobre situações que a gente precisa viver e entender. Gostava do samba e do carnaval. Tinha sorriso fácil. Sabia aproveitar cada minuto.

Quando ficou doente e enfrentou problemas burocráticos com o plano de saúde, trocamos figurinhas. Sabia que eu já tinha brigado muito com convênio e fuçado tudo e mais um pouco nos hospitais e com os médicos quando meu irmão também esteve com câncer, outro tipo (hoje ele está bem).

Acompanhei os estágios da doença dela. Hora melhor, hora pior. No fundo, eu sabia que se tratava de um câncer raro e isso dificultava tudo. Mas nunca imaginei que uma despedida seria tão já… Ela se foi há uma semana. Quatro dias antes, trocamos mensagens de feliz ano novo e votos de alegrias e saúde…

“Já viveu hoje?”

Por duas vezes, nas conversas que tivemos, ela me fez essa pergunta. E eu parava pra pensar se realmente tinha vivido, se aquele meu dia valera a pena. Me ajudou, nos últimos meses, a sempre pensar mais sobre isso. É difícil demais entender que uma pessoa jovem e cheia de alegria tenha que ir embora. Mas que bom saber que ela aproveitou com amor e energia o que o mundo nos entrega de melhor.

E que seja, então, essa a nossa primeira reflexão do ano. Não esqueça dessa pergunta simples, mas essencial: já viveu hoje? Não sabemos de quantos dias, meses, anos é o nosso destino, nossa trajetória por aqui. Tudo continua em outro lugar, melhor do que esse? Não sei dizer… Tem um lado meu que acredita que sim, muitas pessoas acreditam sem duvidar… Eu ainda sou da turma do “não sei, assim espero”.

Seja como for, viva hoje, viva bastante. Diga quanto ama alguém, abrace apertado. Invista mais em experiências e menos no que é simplesmente material de ostentação. Agradeça quando houver sol, agradeça quando houver chuva. Esteja presente. Enxergue a felicidade não só nos grandes momentos, mas também no que é simples, como acordar com um beijinho na testa, rir junto com os amigos, admirar o sol se pondo ou os raios da tempestade cortando o céu. Ter saúde para carregar as compras do supermercado ou assistir um filme no sofá confortável. Dar um mergulho no mar ou começar um domingo pedalando devagarinho em boa companhia. Tomar café. Tanta coisa boa…

Que essa pergunta rápida e poderosa seja o mantra que guiará nosso 2015, a nossa vida…

Crédito da imagem: Suzane G. Frutuoso

Vem, 2014!! :)

newyear

Último dia, heim?! Aquele, que renovamos as esperanças, pensamos em tudo o que vivemos nos últimos 12 meses, avaliamos, agradecemos… Que bom que chegamos aqui, mais um 31 de dezembro. Eu sei, a gente andou cortando um dobrado vez por outra em 2013… Mas, agora, é o 31. Vencemos.

Dizem que alguns ciclos se fecham na virada do ano e novas perspectivas se abrem. Na verdade, a maior parte das coisas só continua em processo mesmo. Mas o dia de hoje pode ser simbólico pra realmente se deixar algumas situações e dores para trás. Feche ciclos no seu coração e o deixe receptivo para as boas surpresas da vida. Pensa bem… Quantas foram as vezes que você achou que nada mudaria e o melhor aconteceu? As alegrias sempre estão pelo nosso caminho. Sempre.

Para os festeiros, aproveitem com a alegria e cuidado a celebração. Aos que estarão mais recolhidos (meu caso, pra compensar o enfiar de pé na jaca que foi o Réveillon anterior), nada de deixar lembranças difíceis abaterem. Foco nas recordações felizes e na organização da ceia! A todos, peço paciência e amor acima de tudo, evitando discussões e a tal história de querer dar a última palavra. Hoje não é dia de dizer aquelas verdades que a gente sempre pode deixar pra lá. Abrace. Beije. Chore de emoção pra limpar a alma.

Se por algum motivo ou imprevisto você estiver só na hora da virada, não se acanhe. Celebre como o merecedor que é. Prepare a mesa com a toalha mais bonita que tiver. Faça um arranjo com flores ou posicione um vasinho que já tenha. Velas. Eu as acho indispensáveis. Cozinhe algo bem gostoso pra si mesmo. Abra um espumante. Brinde à vida e a tudo que ela ainda te reserva. Nem acho que roupa precisa ser nova, não. Vou passar com uma blusa de paetês em tons de rosa, lilás, umas pitadinhas de azul e laranja – emprestada da minha mãe. Vista algo que agrade a seus olhos diante do espelho. Branco total não é comigo. Gosto de cor, assim como acho que a vida tem que ser colorida.

E, especialmente, quando o relógio indicar que mais um ano nasce, tenha bons pensamentos. Agradeça. Pelas horas boas, que encantaram seus dias, e pelos desafios, que te tornaram mais forte. Desejo pra todos vocês um novo ano de saúde, principalmente. É com saúde em dia, física e emocional, que corremos atrás do resto. Para as horas difíceis que são inevitáveis, desejo serenidade, resiliência e bravura. No mais, sorriso no rosto, fé (no que cada um acreditar), gratidão e generosidade, pra expandir correntes virtuosas e valiosas.

Que nosso mundo aprenda a ser mais tolerante também. Que todas as pessoas, de todos os povos, possam viver com dignidade.

Feliz 2014, queridos!!

O poder da gratidão

gratidaogianfrancomeloni

Toda virada de ano a gente faz um monte de pedido para os próximos 365 dias, que chegam novinhos, indicando muitas chances de recomeço. É saúde, amor, paz, dinheiro, sucesso, felicidade. E dá-lhe pular sete ondas, comer lentilha, uva, romã, acender velas, jogar flores no mar, guardar uma folhinha de louro na carteira, sem esquecer de usar roupa e lingerie na cor do que você mais almeja para os 12 meses seguintes. Dessa vez, entrarei 2013 de blusa de paetê azul pra garantir a saúde. Shorts ou saia branca pra garantir a paz de espírito. A calcinha ainda tô na dúvida entre rosa (amor) e amarela (prosperidade). De repente, até uso uma por cima da outra!

Mas não é pra falar da minha roupa íntima e de festa que estamos aqui… O que eu queria sugerir é que, nesse Réveillon, a gente faça diferente. Ao invés de pedirmos crescimento profissional, casamento, o grande amor da vida, a compra de um carro, de uma casa, entre outras coisas, será que não conseguimos apenas agradecer tudo o que recebemos?

Vocês já devem ter percebido em alguns dos meus posts que 2012 não foi um ano fácil pra mim. E também pra muitos queridos meus. Eu teria uma lista interminável de pedidos. Mas resolvi que no último minuto do ano vou dar início às minhas orações só com agradecimentos. Inclusive, pelas horas difíceis. Porque é com elas que a gente cresce, aprende, passa a dar valor ao mais simples e ao que realmente importa na vida. É com elas que percebemos como tem sempre alguém pronto a nos estender a mão. E quem são as pessoas que se farão presentes no seu melhor e no seu pior, seja pessoalmente ou virtualmente, seja literalmente ao seu lado ou à distância imposta pela residência em outro país, outra cidade.

Sempre acreditei na gratidão como uma das maiores virtudes do ser humano. Num mundo cheio de nariz em pé, de gente achando que os outros têm obrigação de fazer tudo o que eles querem, observar gestos de gratidão parece raro. Mas existe. O duro é que temos o mau hábito de esperar o pior acontecer pra precisar de ajuda e, só aí, agradecer aqueles que vieram ao nosso socorro. E não pode ser assim.

É importante criar um mantra interno e positivo dentro de nós mesmos. Que tal, em 2013, acordar todos os dias e agradecer por tudo o que tem? Não é nem uma questão de religião. Você pode, apenas, recordar diariamente sua lista de conquistas, alegrias, confortos, pessoas essenciais. Dá a maior renovada. Experimenta. Ao mesmo tempo, nunca deixe de dizer “obrigada”. Como eu disse, passei por bastante dificuldade nos últimos meses. Mas numa proporção até maior, falei “obrigada” pra tanta gente…

E essa corrente de força que as pessoas fizeram por mim foi tão poderosa que eu quis ir além no agradecimento. Aí, resolvi mandar 47 cartões de Feliz 2013 pelo Correio. Nada de e-mail. Tudo à moda antiga. Cartão, mensagem escrita à mão, envelope com cep… Ao pedir o endereço de cada um e explicando o propósito, recebi de volta uma enxurrada de carinho, surpresa, emoção, alegria… Tudo porque, com uma atitude bem simples, que até deixamos de lado com a tecnologia, consegui transmitir meu agradecimento de uma maneira especial.

Minha prima teve um gesto parecido e muito lindo nesse Natal. Com grana curta, mas amor de sobra, ela fez questão de dar um cartão bem bonito para cada tio e primo. Ano passado, ela perdeu a mãe e enfrentou grandes desafios morando em Londres. Desde julho, veio batalhar a vida em São Paulo e, claro, tá indo super bem porque quem é do bem tem retorno bacana. Para seguir em frente, contou com a ajuda da família e dos amigos em diferentes momentos. Encontrou em delicados, divertidos e coloridos cartões natalinos o meio de dizer “obrigada pela ajuda quando mais precisei”.

Então, pessoal, vamos virar o ano e chegar no novo agradecendo. Vamos criar um ciclo virtuoso ajudando quem precisa ser ajudando e reconhecendo a importância de quem nos ajudou. Eu acredito até que, assim, teremos menos pra pedir. Simplesmente porque aquilo de bom que merecemos virá naturalmente. Vou aproveitar e deixar aqui meu “muito obrigada”. Afinal, uma das coisas que tenho a agradecer esse ano é pela coragem de criar o blog. E ele só existe e tá dando certo graças a vocês. Valeu, gente!

Crédito da imagem: Gianfranco Meloni (Cultura Inquieta)