Não desista de você

Trabalhar com o público feminino tem sido um sem fim de repensar minhas emoções, situações que enfrentei, o quanto sou privilegiada em muuuuita coisa, relembrar minha história e me reconhecer e me inspirar na história de tantas outras mulheres. Mulheres essas que em boa parte chegam pra gente frágeis e com dificuldades de reconhecerem o valor imenso que têm. E que, lindamente, quando dividem a mesma sala de um workshop por algumas horas, compartilham também sentimentos, desafios, risadas, lágrimas e apoio. Fazem novas amigas. Fecham novos negócios, encomendas, parcerias. Colocam a vida em outro movimento. Lembram quanto são capazes. Saem felizes.

Dali em diante vai ser fácil? Claro que não. Mas perceber que não estão mais sozinhas é uma riqueza que ajuda a tomar coragem, a juntar caquinhos de corações machucados e a fortalecer a autoestima. Acreditar em si. Ter com quem contar.

Neste domingo (que aqui pra mim é chuvoso, daqueles dias bons pra pensar na nossa trajetória e nos próximos passos), o que eu gostaria de dizer a quem puder ler esse texto é: não desista de você. Nunca. Não desista dos seus sonhos. Não desista de acreditar que encontrará saídas para as tristezas e problemas. Não desista de pedir ajuda. Não desista de enxergar o mundo com generosidade. Não desista de mudar tudo se assim precisar. De manter a mente aberta para transformar, adaptar. Não desista de aprender mais e novamente.

Tem hora que vai cansar? Vai, sim… Mas é só pra refletir um pouquinho. Talvez chorar um pouquinho… Ver mais uma semana iniciando. E logo mais recomeçar.

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A dor de quem precisa colocar para baixo

Menosprezar. Humilhar. Dar aquela alfinetada. Usar sarcasmo, ironia. Ridicularizar na frente de outras pessoas. Enfim, colocar para baixo. Tem gente que vive disso. De um prazer doentio de tentar sempre machucar alguém. De ressaltar o que considera “defeito” no outro, com total incapacidade de enxergar as próprias faltas.

Essa crueldadezinha é só muita dor carregada no peito, no coração. É um vazio. Uma necessidade de inferiorizar para se sentir forte. E só porque sabe que é cheio de fraquezas, falhas, imperfeições. Aliás, como todo ser humano é. Mas ninguém pode desconfiar que há muito ruído por trás dessa fachada aí. Há uma autoestima abalada, mal construída, afogada nas mágoas.

Acha mesmo que ganha? Não, ninguém sai ganhando. Porque quem machuca sente o pequeno prazer doentio momentâneo, mas logo volta para o que está escuro dentro de si. E ainda deixa pelo caminho alguém que, no mínimo, prefere se afastar, se preservar.

O mundo é pra todo mundo. Tem espaço de felicidade e realização pra quem estiver disposto a tentar. E, principalmente, faz muito mais sentido apoiar e festejar o melhor de cada um. Enquanto as pessoas insistirem em competir mais do que se completar, grandes potenciais vão permanecer apagados.

Crédito da imagem: Fernanda Estellita

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Compre on-line o livro “Tem Dia Que Dói”, de Suzane G. Frutuoso

Lançado em setembro, o livro “Tem Dia Que Dói – Mas Não Precisa Doer Todo Dia e Nem o Dia Todo”, de Suzane G. Frutuoso, jornalista, escritora e autora do blog Fale Ao Mundo, pode ser adquirido on-line no link http://temdiaquedoi.lojaintegrada.com.br/. Veja resenha abaixo:

Como levantar da cama quando a primeira coisa que vem à cabeça ao abrir os olhos é um sofrimento? Não tem jeito. Tempos de felicidade se alternam com períodos de tempestades. É o ciclo natural da vida. Mas como fazer o coração (e mesmo o corpo) compreender que, simplesmente, faz parte? Porque tem dia que dói… E dói tanto que a dor chega a ser física. Falta o ar direito. Falta força pra arrumar a postura. Falta vontade de continuar a caminhada. A obra traz crônicas sobre relacionamentos e questões cotidianas; alegrias, desafios e afetos. E como lidar com tudo isso em tempos de incertezas socioeconômicas e instabilidades de comportamentos e sentimentos. É como se autora estivesse sentada num café conversando com um grande amigo (nessa caso o leitor), contando histórias e refletindo sobre como superar os obstáculos quando nos vemos diante deles. Editora Volpi & Gomes. 160 páginas. R$ 28,50.

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Suzane é jornalista formada pela Universidade Católica de Santos (Unisantos), mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especialista em Comunicação Corporativa pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foi repórter nas revistas Época e Istoé, repórter especial no Jornal da Tarde (Grupo O Estado de São Paulo), e editora-chefe da revista Gosto (do segmento de gastronomia e estilo de vida). Hoje atua como assessora de comunicação corporativa em São Paulo. Criou o blog Fale Ao Mundo (www.faleaomundo.com.br) em outubro de 2012, que deu origem ao livro.

Escreve pra mim! :)

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Vem conversar comigo, me contar sua história, dividir experiências! Vamos trocar ideias sobre relacionamentos, desafios, perdas, alegrias e afetos! 🙂 O FALE AO MUNDO Por Suzane G. Frutuoso agora tem também e-mail: blogfaleaomundo@gmail.com. Espero sua mensagem! ❤ #boanoite

Liberdade não é desrespeito

Lygia Carla Miranda

Soube esses dias de duas histórias tristes de mulheres enganadas pelos parceiros. Ambas casadas, agora divorciadas.

Uma teve os sentimentos traídos. Mesmo depois de pedir a separação, o marido insistiu em continuar a relação. Mas logo se soube que insistiu também em manter a infidelidade com frequência. A outra enfrentou um golpe financeiro. Percebeu a conta pessoal desfalcada pelo próprio companheiro, seguidas vezes, por meses.

A dor de uma descoberta assim desestabiliza. Imagina, aquele(a) a quem se dedicou amor calculou que poderia mentir gravemente, acreditando não haver consequências! Até se reconhecendo genial no comportamento. Há consequências. A principal delas é nunca viver relações verdadeiramente plenas e felizes. É estar mergulhado no sombrio. É assistir afetos sinceros escorrerem por entre os dedos.

Já vi gente com atitudes nessa linha se auto definir como autêntico e dono de uma espécie de “poder”. E não é poder. É vazio.

Liberdade é uma benção. Liberdades de comportamento e pensamento nos tornam seres humanos mais capazes de grandes e bonitas realizações.

Liberdade não significa desrespeito. Não significa passar por cima dos sentimentos das pessoas. Não é satisfazer apenas e tão somente os próprios desejos, de forma egoísta e irresponsável, a ponto de desmantelar relações, tanto pessoais quanto profissionais.

Aqui cabe lembrar também: individualidade não é individualismo. Individualidade, novamente, tem a ver com autenticidade, com personalidade. Mas se essa individualidade vem acompanhada de arrogância e certeza da impunidade, então, se torna individualismo. Fazer só o que se quer, sem pensar no rastro de destruição que se deixa na vida de outras pessoas, e na própria também, não é aventura, não é testar limites. É se ver sem autoestima.

Crédito da imagem: Lygia Carla Miranda

Sucesso e status, os enganadores

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Nos últimos seis meses, graças ao trabalho, tenho o privilégio de acompanhar de perto as ideias e valores de um dos maiores empresários do país. Cara direito, filho de um imigrante português, transformou a empresa fundada pelo pai em uma das maiores companhias brasileiras – e ainda daquelas que se preocupa de verdade com a equipe. Entre as frases que costumo ouvir dele quando concede entrevistas há uma que é aprendizado pra colar na parede do quarto, ler todo dia, lembrar a vida inteira: “Quando você começa a acreditar no sucesso é porque começou a fracassar.”

Significa que a chegada do sucesso leva a enganos como a certeza de ter vencido e poder relaxar; a soberba de se achar bom demais e poder esnobar; a tolice de focar na ganância e, de repente, atropelar aspectos essenciais da existência. Passar por cima. Aí, começa a queda livre. Vai ladeira abaixo. Perde-se a confiança de chefes e subordinados, torna-se o arrogante da família, o contador de vantagem na roda de amigos.

Manter complexo de vira-lata? De jeito nenhum! Não ter orgulho de si mesmo? Jamais! Pelo contrário. Autoestima é fundamental. Mas é não acreditar que o topo é eterno. Quanto mais alto, maior o tombo, diz um ditado por aí. Então, não se deve almejar chegar mais longe? Também não é disso que eu tô falando.

Mire alto, sim, suas flechas. Sem esquecer, porém, que a vida é feita de ciclos, de perdas e ganhos, altos e baixos. E que a gente nunca deve esquecer de onde veio, quem nos ajudou, quem acreditou em nós. Que quando tudo parecia difícil, alguém foi lá e nos estendeu a mão. Pra recomeçar. Pra tentar de novo. Com orgulho sim da própria história, mas com humildade, gratidão e empatia para se colocar no lugar de quem nos cerca; ajudar como um dia se foi ajudado.

Diretamente ligado à ideia de sucesso está mais um enganador: o status. Andam juntos, mãos dadas. Acho esse aí até pior. Porque tem quem queira manter as aparências, o status, sem nem ter de fato construído algo que possa ser visto como um sucesso. É vazio. É mesquinho.

Sei de gente que na hora que o marido perdeu o cargo de diretor, caiu fora do casamento. A mesada começou a minguar, sabe. Tem quem abandonou a namorada na hora que ela foi demitida do cargo de editora de revista de lifestyle porque era importante para o fulano ter ao lado uma mulher de “sucesso” como ele, empresário. Dava status, afinal. Ela se reergueu ao mesmo tempo que a empresa dele pediu falência. A moça arrumou um cara realmente legal e que lhe dá valor. E a mãe que pouco se importava com as queixas da filha de que o noivo a traía? “Bobagem, minha filha. Ele é um partidão, te dá uma vida confortável e segura”, dizia a tola senhora, enterrando o destino da própria filha. Tudo pelo status. Alguns exemplos. Infelizmente, corriqueiros demais.

E as selfies, minha gente? Todo mundo já tirou uma, claro. Eu até entendo selfie numa viagem que se faz sozinho, por exemplo. Mas pra dar bom dia em rede social, fazendo bico e caprichando no filtro pra passar a imagem da “perfeição”, essa obviamente inalcançável? Estamos indo longe demais na busca de um status que só enche os olhos dos outros e rapidamente esvazia nossos corações. Não é verdadeiro. Não preenche a alma. Causa inveja, uau! E depois? Depois, nada. Depois, volta-se para as angústias, as eternas insatisfações de quem não constrói trajetórias sólidas com trabalho e estudo, relações consistentes e confiáveis, projetos que fazem a diferença na sociedade.

Depois que os enganadores sucesso e status mostram a grande ilusão que são, o castelo de cartas desmorona. E não adianta levantá-lo de novo. Os alicerces são frágeis demais.

Confiança, o óbvio

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Relutei durante anos a ler por inteiro o livro “O Monge e o Executivo – Uma história sobre a essência da liderança” (Editora Sextante). Achei que não precisava, apesar de saber que foram milhões de cópias vendidas em todo o mundo e que permanece nas principais listas de obras mais vendidas.

Tive a sorte de entrevistar o próprio executivo da história, o autor do livro James C. Hunter, quando trabalhava numa revista semanal. Nos encontramos no saguão de um hotel em São Paulo na ocasião para uma reportagem sobre autoestima e como viver melhor. Simpático, com fala pausada, o escritor americano me deu uma aula particular sobre liderança e como promover mudanças positivas no cotidiano.

Para entrevistá-lo, até pelo tempo curto que tive para me preparar antes do encontro, li apenas algumas partes do livro. Depois, com nossa conversa de uma hora, concluí que não precisava mesmo me dedicar àquelas páginas. Fui direto e pessoalmente na fonte, afinal.

Quase dez anos depois, vi o livro na estante do meu namorado. Peguei. Fininho, pouco mais de cem páginas. Leio rápido, pensei. A primeira conclusão sobre o conteúdo foi: tudo óbvio. Como devemos agir, que precisamos nos dedicar a mudar para melhor, caso contrário a vida não vai pra frente e vamos afundar nos mesmos erros, e tal tal tal.

Só que, muitas vezes, a gente precisa ouvir ou ler em voz alta, para nós mesmos, o óbvio – que fica perdido em meio a dias que passam carregados de tarefas e emoções mal percebidas e/ou compreendidas. O óbvio que deixa de ser óbvio porque a gente, muitas vezes, não quer é enxergar as escuridões que se transformam em fantasmas. Dores e sombras que renegamos, mas que uma hora o inconsciente escancara.

Quando cheguei no trecho a seguir do livro, entendi quanto essas poucas palavras devem ter batido fundo no ego de muita gente:

“Qual é então o ingrediente mais importante num relacionamento bem-sucedido? A resposta é simples: confiança. Sem confiança é difícil senão impossível conservar um bom relacionamento. A confiança é a cola que gruda os relacionamentos. Se vocês não tiverem certeza disso, perguntem-se: quantos relacionamentos bons vocês têm com pessoas em quem não confiam? Sem níveis básicos de confiança, os casamentos se desfazem, as famílias se dissolvem, as organizações tombam, os países desmoronam.”

Confiança, o óbvio. Para namoros virarem casamentos, para casamentos serem longos e felizes. Para famílias terem seus membros sempre próximos, para os familiares saberem que sempre haverá com quem contar. Para amizades sólidas, para amigos se tornarem a família que escolhemos. Para empresas serem almejadas por pessoas dedicadas e corretas, para profissionais desejarem permanecer em um lugar que possam crescer e acreditar. Para países se mostrarem realmente um lar pelo qual se possa e queira lutar e melhorar.

Sem confiança, todo o resto não se segura. Sem confiança, nada é duradouro. Onde há subterfúgios, trapaças, ações pelas costas do outro, o bom, o feliz, o compromisso, não vingam. A falta de confiança acaba também com a admiração. E admiração é o combustível para amores verdadeiros, dedicação profissional, vontade de estar junto, de ficar onde e com quem se está.

Sempre é tempo de mudar, aprender a criar confiança. Mas também não espere tanto assim. Ou um dia, de repente, o tempo para construir a confiança e a mudança terá esgotado. Ou se esgota a paciência dos envolvidos.

P.S.: Abaixo, um trecho da entrevista que realizei em 2006 para a Revista Época com James C. Hunter:

“Todo mundo concorda que precisa de mudanças na vida. Mas o que fazer para sair do mediano e alcançar o topo? O primeiro passo é entender que mudar é realmente difícil. O segundo é ver que mudanças são possíveis, mas exigem disciplina. O terceiro é saber aonde se quer chegar. Existe um espaço falho entre “aonde quero ir” e “onde estou”. É preciso compreender que espaço é esse (…) Identificando as falhas nesse caminho e eliminando-as. Uma maneira eficiente de descobrir o que está errado é pedir ajuda aos outros. Qualquer um pode pedir a pessoas a seu redor que dêem uma opinião sincera sobre seu modo de agir. E, a partir daí, mudar o comportamento. É necessário tempo e constância até que velhos hábitos sejam extintos e novos comecem a emergir. Isso vale no trabalho, nos negócios, na família.”

Crédito da imagem: blog Casal Sem Vergonha