Compre on-line o livro “Tem Dia Que Dói”, de Suzane G. Frutuoso

Lançado em setembro, o livro “Tem Dia Que Dói – Mas Não Precisa Doer Todo Dia e Nem o Dia Todo”, de Suzane G. Frutuoso, jornalista, escritora e autora do blog Fale Ao Mundo, pode ser adquirido on-line no link http://temdiaquedoi.lojaintegrada.com.br/. Veja resenha abaixo:

Como levantar da cama quando a primeira coisa que vem à cabeça ao abrir os olhos é um sofrimento? Não tem jeito. Tempos de felicidade se alternam com períodos de tempestades. É o ciclo natural da vida. Mas como fazer o coração (e mesmo o corpo) compreender que, simplesmente, faz parte? Porque tem dia que dói… E dói tanto que a dor chega a ser física. Falta o ar direito. Falta força pra arrumar a postura. Falta vontade de continuar a caminhada. A obra traz crônicas sobre relacionamentos e questões cotidianas; alegrias, desafios e afetos. E como lidar com tudo isso em tempos de incertezas socioeconômicas e instabilidades de comportamentos e sentimentos. É como se autora estivesse sentada num café conversando com um grande amigo (nessa caso o leitor), contando histórias e refletindo sobre como superar os obstáculos quando nos vemos diante deles. Editora Volpi & Gomes. 160 páginas. R$ 28,50.

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Suzane é jornalista formada pela Universidade Católica de Santos (Unisantos), mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especialista em Comunicação Corporativa pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foi repórter nas revistas Época e Istoé, repórter especial no Jornal da Tarde (Grupo O Estado de São Paulo), e editora-chefe da revista Gosto (do segmento de gastronomia e estilo de vida). Hoje atua como assessora de comunicação corporativa em São Paulo. Criou o blog Fale Ao Mundo (www.faleaomundo.com.br) em outubro de 2012, que deu origem ao livro.

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Para onde você voltaria?

Meus amigos de infância, meus amigos de faculdade, meus professores. Os amigos dos meus pais, tão orgulhosos quanto eles, com aquele olhar cheio de afeto de quem me viu crescer. Havia calor. O do clima e o de gente que me quer bem.

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Antes de tudo, pessoal, mil desculpas por ficar mais tempo do que o esperado sem escrever por aqui. A ideia é postar sempre uma vez por semana. E lá se vão 16 dias desde o último texto. Mas olha, foi por bom e feliz motivo: a correria gostosa pra mais um dia de lançamento do meu livro Tem Dia Que Dói – Mas não precisa doer todo dia e nem o dia todo (Editora Volpi & Gomes), no último dia 15.

Foi em Santos, litoral de São Paulo. A cidade onde nasci. O lugar de onde vim. A tarde de autógrafos ocorreu na Livraria Realejo. Ali eu folheava e admirava os livros nas prateleiras quando ainda era uma jovem jornalista, recém-formada, com um desejo secreto guardado no coração – ser também escritora.

Foi especial. Com a minha família. Minhas tias! Meus amigos de infância, meus amigos de faculdade, meus professores. Os amigos dos meus pais, tão orgulhosos quanto eles, com aquele olhar cheio de afeto de quem me viu crescer. Havia calor. O do clima e o de gente que me quer bem.

Foi especial. Na hora e nos dias seguintes. Ao andar na praia com sol no rosto e água fresquinha na altura do tornozelo. Ao conhecer minha viralatinha filhote, a Charlotte, que meu irmão e minha cunhada salvaram das ruas e me deram de presente. Ao sentar para conversar com universitários da região, lembrar a carreira que construí e incentivá-los mostrando que eles podem muito mais.

Ao olhar em volta e, de repente, tantos anos depois pensar: “Eu não só tenho para onde voltar. Eu tenho também, se assim eu decidir, como aqui (re)começar uma nova parte da minha história.” Por muito tempo eu não me senti mais parte desse lugar. Acho saudável. Acredito que a gente deve construir nosso caminho respeitando nossa identidade e aquilo que desejamos para nós. São Paulo me deu isso e muito mais. Sou grata e ainda me sinto em casa na capital cheia de poréns, mas também repleta de motivos de alegria pra mim.

Foi especial, no entanto, saber que parte do meu melhor tem raiz num lugar para onde eu voltaria. Cheio de referências positivas e no qual conseguiria desenvolver meus novos planos de vida que estão aí, batendo na minha porta.

É especial ter para onde voltar. Já pensou a respeito? Para onde você voltaria? Para uma cidade? Uma casa? Um colo? Ou um coração? Haverá uma volta em parte da história que você está (re)construindo a partir de agora?

Porque o novo é sempre bom e excitante. Mas a transformação que leva ao inédito caminho não precisa deixar para trás a nossa essência. Pelo contrário. É justamente a essência do que temos de bom que vai nos segurar e nos guiar pelos horizontes que se descortinam.

Então, pense bem… O que ficou para trás, mas ainda é parte importante de você? Para onde você voltaria?

Crédito da imagem: Tumblr

O livro Tem Dia Que Dói (Editora Volpi & Gomes) está à venda na Livraria da Vila da Alameda Lorena (www.livrariadavila.com.br), em São Paulo, e na Livraria Realejo (www.oseulivreiro.com.br), em Santos. A partir de novembro a publicação será comercializada também pela internet. Chegaremos em novas livrarias até o fim do ano. 🙂

Você gosta das relações que construiu?

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Lá estavam eles. Quase todos. Muitos não estiveram pessoalmente, mas lotaram meu WhatsApp com mensagens tão especiais que se fizeram presentes. Em uma quinta-feira de setembro lancei meu primeiro livro. Foi feliz. Cheio de reencontros. Risadas, abraços apertados, lágrimas de alegria. Minha letra garranchinho nas dedicatórias era puro afeto. E eles mereciam as palavras mais bonitas que eu encontrasse. Porque sem eles, o apoio deles, o livro permaneceria apenas no campo dos sonhos, não dos projetos realizados.

Voltei pra casa sentada no banco carona do carro, ao lado do meu pai, que dirigia. Olhei pra ele. Olhei minha família pelo espelho retrovisor no banco de trás. Meu coração se encheu de gratidão. Lembrei de todas as relações que me são essenciais. As que a vida me deu, as que construí, as que reconstruí. As que me fizeram ser capaz de me sentir querida e amada numa noite especial. As que me desafiaram. As que deixei para trás, mas muito me ensinaram. Entre altos e baixos, erros e acertos, percebi o orgulho que tenho, o quanto gosto, dos relacionamentos que são especiais na minha vida.

Quanto amo cada uma dessas pessoas. Pelos mais diferentes motivos.

Gente que ficou três horas fotografando tudo no salto 15 porque “não dá pra guardar esse momento com foto de celular”.

Gente que passa por uma fase delicada na vida pessoal, saiu tarde do trabalho, mas foi porque “não perderia isso por nada”.

Gente que saiu no meio do trabalho pra me abraçar e voltou ao escritório. Gente que ainda demoraria mais de uma hora pra chegar em casa saindo dali.

Teve gente que foi e pediu bênção para o namoro (devidamente dada). Teve gente que foi e pediu bênção para a relação com o novo boy magia (devidamente dada).

Teve quem apareceu de surpresa vindo direto de outro país! Quem reprogramou a viagem para não faltar de jeito nenhum. Levou o filhinho. Teve a primeira grande referência de amizade da minha infância. Teve amiga da época mais baladeira, dos anos de faculdade. Teve quem virou amigo(a) já depois dos meus 30 anos e parece amigo(a) de infância. As amigas da ioga!!

Teve gente que acreditou em mim quando nem eu acreditava. Que me dá a honra de ser referência positiva (e eu espero de coração conseguir, não decepcionar). Teve tanto. Muito. E sentir felicidade pelas relações que se constrói ao longo da nossa jornada é um presente grande demais.

Você já se perguntou: gosto das relações que conquistei na minha trajetória? Elas são moldadas por afeto realmente? São seladas com pessoas que me amarão tanto no sucesso quanto no fracasso? Posso confiar? Jamais me sentirei sozinho(a) com elas pertinho?

Se as respostas não emocionam, se houver melancolia, se não existir aconchego na certeza, pense bem… Veja o que pode melhorar. Veja quais valores você consegue transformar. Riqueza de verdade, sucesso, é ter com quem contar. Nas horas que doem o peito, nas horas de comemorar.

Crédito da imagem: Renata Leal

O livro Tem Dia Que Dói (Editora Volpi & Gomes) está à venda na Livraria da Vila da Alameda Lorena (www.livrariadavila.com.br), em São Paulo. Dia 15 de outubro será o lançamento na Livraria Realejo (www.oseulivreiro.com.br), na cidade de Santos, litoral paulista, às 16h30. A partir de novembro a publicação será comercializada também pela internet.

Realização

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Ficamos ali, um olhando para o outro. Uma hora, talvez. Eu, encantada com sua beleza, seu colorido, seu brilho. Ele, me achando boba de tanto admirar. Meu livro. O primeiro. Depois de quatro anos de blog, quase 300 textos e mais de ano entre ideia e realidade, suas páginas nasceram. Nesse momento, caixas de papelão tomando conta da minha sala, com centenas de exemplares, significam realização.

“Tem Dia que Dói” foi como batizei. É o título do segundo texto que escrevi para o blog, lá no começo, em outubro de 2012. É o terceiro texto do livro. Surgiu num dia que doía muito a alma, carregada de um coração triste. De uma fase difícil. Bem difícil. De quando tudo parecia incerto demais. Sempre é incerto. Mas tem horas que é demais da conta e… dói. Como diz o subtítulo do livro, porém, “não precisa doer todo dia e nem o dia todo”.

Quem me chamou para essa essencial reflexão, de que “não precisa doer todo dia e nem o dia todo”, foi um amigo que leu o texto no blog. E acrescentou: “Momentos assim ajudam a colocar tudo numa outra perspectiva”.

Minha decisão desde então. Entender que dói, sim. E vai doer muitas vezes ao longo da vida, pelos mais diferentes motivos. Mas dá pra aprender com todas essas dores o que vale de verdade nossa preocupação e o que não merece tanta energia. Que bem ali, ao lado da tristeza, tem alguém ou algum motivo que vai fazer você sorrir de novo. Que é importante que venha sempre a dor para entendermos de verdade a felicidade.

***
Histórias de relacionamentos, perdas, desafios, afetos, recomeços. Histórias aquelas que todos nós, de um jeito ou de outro, já enfrentamos ou conhecemos.

O lançamento do livro “Tem Dia Que Dói – Mas Não Precisa Doer Todo Dia e Nem o Dia Todo” (Editora Volpi & Gomes) será dia 29 de setembro, na Livraria da Vila da Alameda Lorena, em São Paulo (www.livrariadavila.com.br).