Onde vocês me encontram ;)

Pessoal, quem acompanha sempre o blog sabe que volta e meia eu acabo escrevendo um pouco menos por aqui, depois volto a escrever com bastante frequência… É como a vida: momentos intensos, outros mais mornos, períodos tranquilos, outros bem locos… rsrs

Mas, atualmente, vocês podem continuar lendo meus escritos em outros canais! ❤

Agora, sou colunista do Juicy Santos, o portal mais descolado da Baixada Santista! Minha última crônica, destes sábado, foi O clássico tempo certo das coisas.

Também no portal de Mulheres Ágeis, plataforma de empoderamento feminino no qual sou uma das cofundadoras, também tem artigos meus sobre questões que impactam diretamente a vida das mulheres, além de perfis que escrevi de mulheres com histórias incríveis que são lideres em suas áreas, estão mudando o mundo pra melhor!

No impresso, dá pra conhecer algumas das minhas ideias no Jornal Gazeta do Litoral. E no LinkedIn também! Me acha lá! 😉

Lembrando que o Dia das Mães está chegando e pra essa data tão especial vocês podem encomendar uma edição do meu livro “Tem Dia Que Dói – mas não precisa doer todo dia e nem o dia todo”. Quem leu se emocionou… Na loja virtual https://temdiaquedoi.lojaintegrada.com.br/ ou me chama no inbox da página de Fale Ao Mundo no Facebook, tá?

De um jeito ou de outro, eu nunca vou deixar de falar com vocês ❤ Obrigada por estarem sempre aqui ❤

Bjs,

Suzane G. Frutuoso

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A fluidez que vem dos valores

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Semana passada uma amiga que é coach me contou quanto é gratificante acompanhar o progresso de suas clientes (ela atende apenas mulheres). Disse que é bonito de ver os insights que as fazem mudar rumos, perseguir as metas de vida e profissão que de fato falam mais alto ao coração. Perceber que as meninas começam a “voar” quando entram em sintonia com seus valores e acreditam em potencialidades que elas mal se lembram que estão lá, sempre estiveram lá.

Gostei especialmente quando ela ressaltou que a vida flui quando a gente “roda o sistema” dentro dos nossos valores. Quando criamos projetos, trabalhamos ou nos relacionamos dentro de uma vibe que vai de encontro com o que realmente nos faz feliz. Isso nos energiza. E faz a gente ir em frente, e mais e mais, e não parar, e realizar, e concretizar e atrair quem soma e nos ajuda a crescer. Que nos dá leveza.

E o contrário? Bom, o contrário também é verdadeiro… Infelizmente. Aquilo ou quem nos coloca pra baixo, não está de acordo com o que nossos sentimentos dizem ser realmente importante e valioso, pesa. Torna cada movimento mais arrastado. Tira a energia. Não dá. Quer dizer, dá. Mas tem preço. Lembra dos seus valores? Os que iluminam sua alma, levam sorriso fácil ao rosto? Então… Vai bancar o preço de abrir mão do que te dá fluidez e transforma cada dia em uma oportunidade de alegria?

Um novo ano chega em breve pra você sair do padrão repetitivo, negativo – e acomodado. Pra rodar o sistema dentro de valores bonitos e deslanchar em coisas boas: amores verdadeiros, trabalhos gratificantes, uma saúde física e emocional forte, objetivos que desafiam a ser melhor, inclusive como ser humano. Também, quem sabe, pra parar de ser o que ou quem coloca os outros para baixo. Flua. Sem ilusões. Com coragem. Humildade. E finalmente você entenderá o que é se sentir realizado(a).

Crédito da imagem: Frases do Bem

Compre on-line o livro “Tem Dia Que Dói”, de Suzane G. Frutuoso

Lançado em setembro, o livro “Tem Dia Que Dói – Mas Não Precisa Doer Todo Dia e Nem o Dia Todo”, de Suzane G. Frutuoso, jornalista, escritora e autora do blog Fale Ao Mundo, pode ser adquirido on-line no link http://temdiaquedoi.lojaintegrada.com.br/. Veja resenha abaixo:

Como levantar da cama quando a primeira coisa que vem à cabeça ao abrir os olhos é um sofrimento? Não tem jeito. Tempos de felicidade se alternam com períodos de tempestades. É o ciclo natural da vida. Mas como fazer o coração (e mesmo o corpo) compreender que, simplesmente, faz parte? Porque tem dia que dói… E dói tanto que a dor chega a ser física. Falta o ar direito. Falta força pra arrumar a postura. Falta vontade de continuar a caminhada. A obra traz crônicas sobre relacionamentos e questões cotidianas; alegrias, desafios e afetos. E como lidar com tudo isso em tempos de incertezas socioeconômicas e instabilidades de comportamentos e sentimentos. É como se autora estivesse sentada num café conversando com um grande amigo (nessa caso o leitor), contando histórias e refletindo sobre como superar os obstáculos quando nos vemos diante deles. Editora Volpi & Gomes. 160 páginas. R$ 28,50.

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Suzane é jornalista formada pela Universidade Católica de Santos (Unisantos), mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especialista em Comunicação Corporativa pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foi repórter nas revistas Época e Istoé, repórter especial no Jornal da Tarde (Grupo O Estado de São Paulo), e editora-chefe da revista Gosto (do segmento de gastronomia e estilo de vida). Hoje atua como assessora de comunicação corporativa em São Paulo. Criou o blog Fale Ao Mundo (www.faleaomundo.com.br) em outubro de 2012, que deu origem ao livro.

Medalha de ouro para as vitórias da vida

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A gente não acreditava no que via. A apreensão deu lugar ao encantamento. Sim! A festa de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 estava deslumbrante, emocionante e carregada de simbolismos. Mostrava, com elegância, alegria e colorido, o nosso melhor. Pedia união, paz e consciência – tão urgentes em dias de ódio gratuito em escala assustadora, preconceitos estúpidos, gente se achando cheia de razão e vindo à tona o pior do ser humano.

Fizemos bonito, então.
Pirei naquela pira olímpica de encher os olhos!

Rolou um alívio geral ao não nos vermos duramente criticados mais uma vez pelo mundo. Não que as razões não existam… São muitas. Mas a gente tava precisando desse afago aos olhos do planeta, vai? Nossa autoestima andava lá no pé, arrastada mesmo, envergonhada pelos nossos problemas socioeconômicos, políticos, as sempre gritantes diferenças sociais. E ainda as guerras de braços pela internet afora – nos lembrando que a ignorância e o desrespeito ao outro pode ir mais longe do que se imagina.

Foi lindo o show. Vão se provando lindos os jogos, marcados por histórias de superação inspiradoras. Muitas dando aquele tapa na cara de quem um dia achou graça em humilhar alguém. Enquanto escrevo esse texto, a judoca brasileira Rafaela Silva, 24 anos, comemora sua medalha de ouro, a primeira do Brasil. Em 2012, a atleta, que enfrentou a pobreza na infância, foi alvo de racismo e críticas após ser eliminada da Olimpíada de Londres.

E tem também quem é capaz de carregar medalha de ouro na categoria melhor ser humano. Na Olimpíada que traz a primeira delegação de refugiados, a história de uma menina de 18 anos aperta o coração. Antes de chegar aos jogos, a jovem nadadora síria Yusra Mardini nadou nas águas geladas do Mediterrâneo para não só salvar a própria vida, mas também a de outras 20 pessoas.

No ano passado, quando fazia a travessia por mar para chegar à ilha grega de Lesbos e fugir da guerra, seu barco começou a afundar em meio ao trajeto. Ela e sua irmã, que também sabia nadar, pularam no oceano e empurraram o barco com os refugiados durante três horas e meia até chegar em terra firme.

Vitórias sobre os obstáculos impostos pela realidade. Mas pode chamar de lugar mais alto no pódio da vida.

Crédito da imagem: Rio 2016

Escreve pra mim! :)

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Vem conversar comigo, me contar sua história, dividir experiências! Vamos trocar ideias sobre relacionamentos, desafios, perdas, alegrias e afetos! 🙂 O FALE AO MUNDO Por Suzane G. Frutuoso agora tem também e-mail: blogfaleaomundo@gmail.com. Espero sua mensagem! ❤ #boanoite

Causas, consequências e responsabilidades da violência contra a mulher

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A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), um marco no combate à violência contra a mulher no Brasil, completa dez anos em 7 de agosto. Por favor, não pare de ler esse texto já acreditando que você não tem nada a ver com isso. Tem sim. Homens e mulheres. Quem já agrediu, quem já foi agredida, quem nunca agrediu. Quem acha que nunca agrediu ou que nunca foi agredida (agressões verbais e emocionais também são violência, vale lembrar).

Porque a lei foi essencial para punir, salvar e colocar holofotes sobre uma condição considerada natural na sociedade durante anos. O homem tem poder. Logo, a mulher se submete, aceita. Tudo. Desde opressão, humilhação, até tapa na cara e ameaça de morte. A legislação, classificada como uma das três melhores do mundo na questão de gênero, escancarou: isso não é um direito masculino, não é um dever feminino e as consequências são graves, afetando gerações inteiras que enxergam na crueldade e na violência algo do cotidiano, reproduzindo tal banalidade em todas as suas demais relações e ações.

Já é claro quanto a noção deturpada de masculinidade que muitos homens carregam vem da infância. Não estou tirando a culpa de quem a tem, do tipo “coitado, age assim porque presenciou a violência dentro de casa, também foi vítima dela”. Não. Mas é uma realidade inegável. As pessoas reproduzem o que aprenderam. Alguns conseguem compreender que é errado e buscam ajuda psicológica para não entraram no mesmo ciclo vicioso no qual se viram ainda crianças. Não é, porém, um passo fácil no clássico universo de homem que é homem não chora, não é vulnerável, não é sensível.

É preciso reforçar sempre como a educação dos meninos, por décadas, deu a eles a ideia equivocada de que podem mais, são mais fortes, precisam conquistar, jamais fracassar, viver do status de vencedor – incluído aí uma bela mulher, “educada”, mas que não questione e não dê muito “trabalho”. Que não se sobressaia, mas seja um acessório que faça a ele brilhar mais.

A culpa, aqui, não só é dos pais, mas também das mães que reforçam esse imaginário de que eles são donos da verdade e das decisões, e que elas só devem “acompanhar”. Nenhuma relação verdadeiramente saudável e satisfatória se constrói sob tais termos.

Mas esse foi o “tradicional” durante décadas. Ainda o é para muitos casais. E quantas violações de direitos humanos já não foram cometidas ao longo da História em nome das “tradições”?

Temos, então, ainda um caminho razoável a percorrer que exige mudança de mentalidade e transformação de comportamentos. É possível. Quer entender melhor o que é a violência contra a mulher, suas causas, consequências e responsabilidades? Assiste os três vídeos nos links a seguir. São parte da série USP Talks, que levanta debates sobre temas atuais presentes na vida de todos nós.

As palestrantes são a pesquisadora Ana Flávia d’Oliveira, professora da Faculdade de Medicina da USP, e Silvia Chakian, promotora de justiça do Ministério Público de São Paulo. Elas são incríveis, didáticas e trazem dados alarmantes. Os dois primeiros vídeos são as explanações de cada uma, por 15 minutos. O terceiro são as respostas de perguntas da plateia.

Entre as informações que as especialistas expõem estão:

  • uma em cada três mulheres na cidade de São Paulo já sofreu algum tipo de violência, independentemente da classe social;
  • a violência sofrida pela mulher impacta diretamente seu desempenho profissional, tanto a violência enfrentada em casa quanto a emocional que pode estar presente no ambiente de trabalho;
  • o registro de mulheres com casos de depressão, síndrome do pânico e transtornos de ansiedade são maiores e estão muito mais ligados a agressões emocionais e físicas do que se imaginava;
  • elas demoram a pedir ajuda pensando na família, nos filhos; sofrem vários episódios de violência até romperem o silêncio, seja na justiça ou com amigos e familiares;
  • muitas mulheres e homens não entendem que estão sofrendo e praticando violência porque o contexto no qual cresceram e viveram sempre foi o mesmo que hoje reproduzem;
  • não há um perfil determinado do agressor; ele pode ser trabalhador exemplar, bom pai, sem vícios, nível socioeconômico e cultural elevados;
  • culturalmente os homens apresentam maior dificuldade em reconhecer fragilidades, a necessidade de cuidados médicos – imagine cuidados psicológicos; mas muitos têm real condição de compreenderem que suas atitudes são violentas e podem superar essa condição com ajuda de terapias.

Para terminar e deixá-los com as palestras do USP Talks explicando muito melhor do que eu seria capaz: não está a ninguém reservado o direito de julgar mulheres que não desejam ver os companheiros encarcerados ou se separarem deles. Relações de afeto não são desligadas pressionando um botão. Sim, muitas vezes há amor nesses relacionamentos. E o que elas esperam é que acabe a violência. Não o vínculo. É amplo, é complexo. Pare de criticar e ajude.

USP Talks Violência Contra a Mulher: Ana Flávia d’Oliveira
USP Talks Violência Contra a Mulher: Silvia Chakian
USP Talks Violência Contra a Mulher: debate

Crédito da imagem: Mete a Colher Rede de Apoio Entre Mulheres

Meu vizinho pianista

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São oito da noite. Puxo a cadeira da mesa da sala, me coloco em frente ao notebook. Ele puxa a banqueta, se coloca em frente ao piano. Nos primeiros acordes que surgem no teclado do lado de lá, escrevo as primeiras palavras pelo teclado do lado de cá. Não escrevo religiosamente toda noite. Ele toca toda noite, como uma prece.

No começo pensei que era alguém ouvindo música bonita. Até o dia que percebi aquela interrupção de quem erra de leve a sequência, a nota que vinha depois. Descobri meu vizinho pianista. Não descobri ainda exatamente de qual apartamento. Mas vão ser oito badaladas e a melodia vazará entre as nossas paredes. Que sorte a minha!

Fim de semana ele toca também. Horário variado. Sempre inspira o que eu faço. Cozinhando, arrumando as roupas no armário ou só jogada no sofá, lendo, olhando pela janela. Nunca, porém, me decepciona. Toca bem, com sensibilidade. Excelente repertório, daqueles pra sonhar.

E ainda acerta tocando músicas como as da trilha sonora do filme francês gracinha “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (https://goo.gl/fuHKXv). Vocês têm que ouvir! Foi tocando uma das faixas do filme que percebi ser um lindo piano de verdade!

Meu vizinho pianista (ou seria vizinha?) mal sabe o bem que vem fazendo, ajudando a me concentrar, a não perder prazos, a encantar cada linha dos textos. Sincronicidade. Bons sentimentos. Alquimia na mente e transformação no coração.

A gente tem sempre que buscar o que nos inspira, principalmente quando alguma tarefa ou situação não é nada inspiradora. Música me parece sempre um caminho. Realizar projetos que nos animem também, assim como encontrar aquele tempinho precioso para estar na companhia de quem é querido. São combustíveis pra recarregar as baterias, colocar a energia certa nos desafios, sem deixar que aquela galera com eterna nuvenzinha nublada sobre a cabeça, que não tá nada satisfeito(a) consigo mesmo(a) e projeta isso nos outros das mais diversas maneiras, influencie seu ânimo e/ou suas reações.

E também se policie! Às vezes, somos nós que não andamos bem com alguma coisa pontual e deixamos influenciar o resto. Analise, veja o que não tá legal, tome uma atitude a respeito, busque inspiração para superar o que for necessário. Não só vai blindar vibes esquisitas, como realizará sonhos bonitos e sentirá as emoções mais equilibradas. Inspire-se. Tem muito sol pra brilhar e espantar nuvenzinhas nubladas, inclusive as que nós mesmos criamos.

Crédito da imagem: UFRN