A fluidez que vem dos valores

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Semana passada uma amiga que é coach me contou quanto é gratificante acompanhar o progresso de suas clientes (ela atende apenas mulheres). Disse que é bonito de ver os insights que as fazem mudar rumos, perseguir as metas de vida e profissão que de fato falam mais alto ao coração. Perceber que as meninas começam a “voar” quando entram em sintonia com seus valores e acreditam em potencialidades que elas mal se lembram que estão lá, sempre estiveram lá.

Gostei especialmente quando ela ressaltou que a vida flui quando a gente “roda o sistema” dentro dos nossos valores. Quando criamos projetos, trabalhamos ou nos relacionamos dentro de uma vibe que vai de encontro com o que realmente nos faz feliz. Isso nos energiza. E faz a gente ir em frente, e mais e mais, e não parar, e realizar, e concretizar e atrair quem soma e nos ajuda a crescer. Que nos dá leveza.

E o contrário? Bom, o contrário também é verdadeiro… Infelizmente. Aquilo ou quem nos coloca pra baixo, não está de acordo com o que nossos sentimentos dizem ser realmente importante e valioso, pesa. Torna cada movimento mais arrastado. Tira a energia. Não dá. Quer dizer, dá. Mas tem preço. Lembra dos seus valores? Os que iluminam sua alma, levam sorriso fácil ao rosto? Então… Vai bancar o preço de abrir mão do que te dá fluidez e transforma cada dia em uma oportunidade de alegria?

Um novo ano chega em breve pra você sair do padrão repetitivo, negativo – e acomodado. Pra rodar o sistema dentro de valores bonitos e deslanchar em coisas boas: amores verdadeiros, trabalhos gratificantes, uma saúde física e emocional forte, objetivos que desafiam a ser melhor, inclusive como ser humano. Também, quem sabe, pra parar de ser o que ou quem coloca os outros para baixo. Flua. Sem ilusões. Com coragem. Humildade. E finalmente você entenderá o que é se sentir realizado(a).

Crédito da imagem: Frases do Bem

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Realização

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Ficamos ali, um olhando para o outro. Uma hora, talvez. Eu, encantada com sua beleza, seu colorido, seu brilho. Ele, me achando boba de tanto admirar. Meu livro. O primeiro. Depois de quatro anos de blog, quase 300 textos e mais de ano entre ideia e realidade, suas páginas nasceram. Nesse momento, caixas de papelão tomando conta da minha sala, com centenas de exemplares, significam realização.

“Tem Dia que Dói” foi como batizei. É o título do segundo texto que escrevi para o blog, lá no começo, em outubro de 2012. É o terceiro texto do livro. Surgiu num dia que doía muito a alma, carregada de um coração triste. De uma fase difícil. Bem difícil. De quando tudo parecia incerto demais. Sempre é incerto. Mas tem horas que é demais da conta e… dói. Como diz o subtítulo do livro, porém, “não precisa doer todo dia e nem o dia todo”.

Quem me chamou para essa essencial reflexão, de que “não precisa doer todo dia e nem o dia todo”, foi um amigo que leu o texto no blog. E acrescentou: “Momentos assim ajudam a colocar tudo numa outra perspectiva”.

Minha decisão desde então. Entender que dói, sim. E vai doer muitas vezes ao longo da vida, pelos mais diferentes motivos. Mas dá pra aprender com todas essas dores o que vale de verdade nossa preocupação e o que não merece tanta energia. Que bem ali, ao lado da tristeza, tem alguém ou algum motivo que vai fazer você sorrir de novo. Que é importante que venha sempre a dor para entendermos de verdade a felicidade.

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Histórias de relacionamentos, perdas, desafios, afetos, recomeços. Histórias aquelas que todos nós, de um jeito ou de outro, já enfrentamos ou conhecemos.

O lançamento do livro “Tem Dia Que Dói – Mas Não Precisa Doer Todo Dia e Nem o Dia Todo” (Editora Volpi & Gomes) será dia 29 de setembro, na Livraria da Vila da Alameda Lorena, em São Paulo (www.livrariadavila.com.br).

Às vezes, não ouça

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Você não vai conseguir. Você não serve pra isso. Se adapte sem questionar. Aceite ganhar menos para manter a estabilidade no emprego. Deixe de lado esses sonhos bobos. Deixe de lado esses talentos tolos. Abaixe a cabeça. Seja previsível. Faça mais do mesmo. Nada de se destacar. Não mude as regras. Não tenha orgulho de si mesmo(a) – pega mal.

Pior.

Realize os sonhos dos outros. Realize aquilo que determinaram pra você. Não. Não importa se é sua vontade. Faça o que os outros decidiram ser o melhor pra você. Eles sabem mais, o que é melhor. Sufoque sua alma, mas se encaixe no padrão, faça o favor. Que padrão? Aquele, em que o ideal é se manter controlado, quadrado, dominado, fazendo todo dia tudo sempre igual. Seja fácil, bonzinho(a), não “dê trabalho”.

Quantas vezes você já ouviu todos esses “conselhos”? Quantas vezes você se viu obrigado a “obedecer” para não criar conflito? Engoliu seco, mantendo o silêncio sobre o que não concorda, engolindo junto sua alegria de viver, sua luz, seu sorriso fácil. Lembra? O seu sorriso era fácil…

Não. Não falo aqui de ultrapassar limites de bom senso e caráter em que se desrespeite, machuque, exponha os outros. Até porque relacionamentos saudáveis são construídos numa comunhão de acordos, de sonhos em comum – não de adaptações exclusivas das vontades de um dominante na história. Isso não é relação. É prisão. É ver o seu melhor sendo subtraído.

Também não falo de se sentir “feliz”. Felicidade não é e nem nunca vai ser um estado constante. A felicidade está em momentos, passagens da vida. O que é preciso é que cada um se pergunte: tenho serenidade para conviver com as oscilações entre horas felizes e dias de intraquilidade? Me sinto pleno(a) e realizado(a) com o que construí até aqui, com a maneira como encaro meus dias, com meus planos de curto, médio e longo prazo? Ou a intranquilidade vem cercando cada passo que dou? Fico me apegando a como as coisas poderiam ilusoriamente ser ao invés de estar de fato presente em algo especial que o destino entregou docemente em minhas mãos? Gosto de quem me tornei?

Assumir nossos reais desejos requer coragem. Talvez, a gente não consiga assumir todos eles. Existe mesmo uma parte nossa que precisa considerar que não estamos nesse mundo pra tomar decisões unilaterais, passando por cima dos sentimentos de quem nos é caro. Mas acredito que é possível, sim, adaptar o melhor da nossa essência e da nossa verdade ao bem querer de quem pavimenta o caminho junto conosco. Sem desrespeito. Com amor. Pelos outros e por si mesmo. Sendo a melhor versão de quem olhamos todos os dias no espelho.

Às vezes, não ouça, principalmente àqueles cujos conselhos não visam ser apoio e impulso para você se realizar. Mas que esperam apenas não te permitirem chegar longe, bonito, em paz, como você sabe que pode. E você pode. Olhe no espelho. A sua melhor versão existe. Ela está aí dentro. Você consegue encontrá-la!

Crédito da imagem: blog Casal Sem Vergonha