Você gosta das relações que construiu?

14567520_10210892685460111_6930571338556921650_o

Lá estavam eles. Quase todos. Muitos não estiveram pessoalmente, mas lotaram meu WhatsApp com mensagens tão especiais que se fizeram presentes. Em uma quinta-feira de setembro lancei meu primeiro livro. Foi feliz. Cheio de reencontros. Risadas, abraços apertados, lágrimas de alegria. Minha letra garranchinho nas dedicatórias era puro afeto. E eles mereciam as palavras mais bonitas que eu encontrasse. Porque sem eles, o apoio deles, o livro permaneceria apenas no campo dos sonhos, não dos projetos realizados.

Voltei pra casa sentada no banco carona do carro, ao lado do meu pai, que dirigia. Olhei pra ele. Olhei minha família pelo espelho retrovisor no banco de trás. Meu coração se encheu de gratidão. Lembrei de todas as relações que me são essenciais. As que a vida me deu, as que construí, as que reconstruí. As que me fizeram ser capaz de me sentir querida e amada numa noite especial. As que me desafiaram. As que deixei para trás, mas muito me ensinaram. Entre altos e baixos, erros e acertos, percebi o orgulho que tenho, o quanto gosto, dos relacionamentos que são especiais na minha vida.

Quanto amo cada uma dessas pessoas. Pelos mais diferentes motivos.

Gente que ficou três horas fotografando tudo no salto 15 porque “não dá pra guardar esse momento com foto de celular”.

Gente que passa por uma fase delicada na vida pessoal, saiu tarde do trabalho, mas foi porque “não perderia isso por nada”.

Gente que saiu no meio do trabalho pra me abraçar e voltou ao escritório. Gente que ainda demoraria mais de uma hora pra chegar em casa saindo dali.

Teve gente que foi e pediu bênção para o namoro (devidamente dada). Teve gente que foi e pediu bênção para a relação com o novo boy magia (devidamente dada).

Teve quem apareceu de surpresa vindo direto de outro país! Quem reprogramou a viagem para não faltar de jeito nenhum. Levou o filhinho. Teve a primeira grande referência de amizade da minha infância. Teve amiga da época mais baladeira, dos anos de faculdade. Teve quem virou amigo(a) já depois dos meus 30 anos e parece amigo(a) de infância. As amigas da ioga!!

Teve gente que acreditou em mim quando nem eu acreditava. Que me dá a honra de ser referência positiva (e eu espero de coração conseguir, não decepcionar). Teve tanto. Muito. E sentir felicidade pelas relações que se constrói ao longo da nossa jornada é um presente grande demais.

Você já se perguntou: gosto das relações que conquistei na minha trajetória? Elas são moldadas por afeto realmente? São seladas com pessoas que me amarão tanto no sucesso quanto no fracasso? Posso confiar? Jamais me sentirei sozinho(a) com elas pertinho?

Se as respostas não emocionam, se houver melancolia, se não existir aconchego na certeza, pense bem… Veja o que pode melhorar. Veja quais valores você consegue transformar. Riqueza de verdade, sucesso, é ter com quem contar. Nas horas que doem o peito, nas horas de comemorar.

Crédito da imagem: Renata Leal

O livro Tem Dia Que Dói (Editora Volpi & Gomes) está à venda na Livraria da Vila da Alameda Lorena (www.livrariadavila.com.br), em São Paulo. Dia 15 de outubro será o lançamento na Livraria Realejo (www.oseulivreiro.com.br), na cidade de Santos, litoral paulista, às 16h30. A partir de novembro a publicação será comercializada também pela internet.

Anúncios

Escreve pra mim! :)

carta-a-dilma-presidente

Vem conversar comigo, me contar sua história, dividir experiências! Vamos trocar ideias sobre relacionamentos, desafios, perdas, alegrias e afetos! 🙂 O FALE AO MUNDO Por Suzane G. Frutuoso agora tem também e-mail: blogfaleaomundo@gmail.com. Espero sua mensagem! ❤ #boanoite

Escolha relações de paz

13332894_1208908689133482_5119525323965644618_n

O note estava pra ser fechado em segundos. Eram quase 22h. Eu ainda queria me dedicar a algumas páginas de um dos livros que estou lendo. Mas na última olhada na tela, surge a mensagem inbox da minha melhor amiga: “Bonitona, só vim aqui deixar um beijinho.”

Mandei outro beijinho pra ela. E lá se foram uns 20 minutos de conversa. Falamos quase todos os dias pelos mais diferentes meios: celular, telefone fixo, mensagem de texto no Whats, mensagem de voz no Whats, e-mail pessoal, e-mail do trabalho, inbox do Facebook. Nunca deixamos de responder à outra. Nunca nos deixamos sozinhas. E sempre há aquela sensação de acolhimento, de ver a mensagem dela e lembrar a sorte que é saber escolher para a vida pessoas que trarão paz para nossos dias mesmo quando há caos ao redor.

Falamos muito que relacionamentos devem nos dar alegria, nos “completar”. O conceito de completar eu realmente discordo. Tem que somar. Você precisa antes se sentir “inteiro” pra realmente oferecer algo que vale a pena a alguém.

Por exemplo, eu e minha melhor amiga não nos completamos. Temos visões contrárias em muitas coisas, mas valores iguais. Somamos. Ideias, experiências. A alegria na nossa história de amizade já existiu muitas e muitas vezes. Mas foi nas horas de tristeza que a relação se mostrou grandiosa e indispensável. Na dor, apesar da dor, essa amizade me trouxe paz. Aquela, do abraço apertado. Da esperança, de que eu não estava só.

Já no amor, quer melhor trecho de música do que “eu quero a sorte de um amor tranquilo”, do Cazuza? Vida a dois não é fácil. É uma grande invasão de privacidade, não há como negar. E pra ser bom, pra ser soma, pra não ser justamente invasiva, tem que ser a paz que a gente sempre quis. A paz que nasce da confiança, do companheirismo, da parceria. Amor não é tormenta. Claro, todo relacionamento tem fases mais difíceis, suas tempestades. Mas se é angústia a principal característica de uma relação, não tá certo, não tá bom.

Ter paz em relações de trabalho e familiares é mais complexo porque, nesses casos, tem gente que é guerra o tempo todo. Que parece gostar da briga, do desentendimento, da intriga. E tem parente que não dá pra deixar de conviver, assim como não dá pra jogar o emprego para o alto sem pensar no dia de amanhã, sem planejar.

Mas dentro do que você pode escolher, faça a opção pelo que aconchega alma, encanta com leveza o coração. Já somos obrigados a carregar “barulho” demais num cotidiano árduo. Escolha a paz e seja reflexo dela. Qualquer coisa contrária a isso é excesso.

Crédito da imagem: Hierophant

Às vezes, não ouça

13119057_1041687025903988_3330342432540780078_n

Você não vai conseguir. Você não serve pra isso. Se adapte sem questionar. Aceite ganhar menos para manter a estabilidade no emprego. Deixe de lado esses sonhos bobos. Deixe de lado esses talentos tolos. Abaixe a cabeça. Seja previsível. Faça mais do mesmo. Nada de se destacar. Não mude as regras. Não tenha orgulho de si mesmo(a) – pega mal.

Pior.

Realize os sonhos dos outros. Realize aquilo que determinaram pra você. Não. Não importa se é sua vontade. Faça o que os outros decidiram ser o melhor pra você. Eles sabem mais, o que é melhor. Sufoque sua alma, mas se encaixe no padrão, faça o favor. Que padrão? Aquele, em que o ideal é se manter controlado, quadrado, dominado, fazendo todo dia tudo sempre igual. Seja fácil, bonzinho(a), não “dê trabalho”.

Quantas vezes você já ouviu todos esses “conselhos”? Quantas vezes você se viu obrigado a “obedecer” para não criar conflito? Engoliu seco, mantendo o silêncio sobre o que não concorda, engolindo junto sua alegria de viver, sua luz, seu sorriso fácil. Lembra? O seu sorriso era fácil…

Não. Não falo aqui de ultrapassar limites de bom senso e caráter em que se desrespeite, machuque, exponha os outros. Até porque relacionamentos saudáveis são construídos numa comunhão de acordos, de sonhos em comum – não de adaptações exclusivas das vontades de um dominante na história. Isso não é relação. É prisão. É ver o seu melhor sendo subtraído.

Também não falo de se sentir “feliz”. Felicidade não é e nem nunca vai ser um estado constante. A felicidade está em momentos, passagens da vida. O que é preciso é que cada um se pergunte: tenho serenidade para conviver com as oscilações entre horas felizes e dias de intraquilidade? Me sinto pleno(a) e realizado(a) com o que construí até aqui, com a maneira como encaro meus dias, com meus planos de curto, médio e longo prazo? Ou a intranquilidade vem cercando cada passo que dou? Fico me apegando a como as coisas poderiam ilusoriamente ser ao invés de estar de fato presente em algo especial que o destino entregou docemente em minhas mãos? Gosto de quem me tornei?

Assumir nossos reais desejos requer coragem. Talvez, a gente não consiga assumir todos eles. Existe mesmo uma parte nossa que precisa considerar que não estamos nesse mundo pra tomar decisões unilaterais, passando por cima dos sentimentos de quem nos é caro. Mas acredito que é possível, sim, adaptar o melhor da nossa essência e da nossa verdade ao bem querer de quem pavimenta o caminho junto conosco. Sem desrespeito. Com amor. Pelos outros e por si mesmo. Sendo a melhor versão de quem olhamos todos os dias no espelho.

Às vezes, não ouça, principalmente àqueles cujos conselhos não visam ser apoio e impulso para você se realizar. Mas que esperam apenas não te permitirem chegar longe, bonito, em paz, como você sabe que pode. E você pode. Olhe no espelho. A sua melhor versão existe. Ela está aí dentro. Você consegue encontrá-la!

Crédito da imagem: blog Casal Sem Vergonha

Marcas

12512277_995896797149678_4004848285771365608_n

O almoço de domingo passado estava quase pronto. Só faltava colocar os peixes empanados no fubá na frigideira quente. É… bem quente… E de tão quente, não consegui segurar o pegador da tampa. Larguei-a no ar, no susto, e com as pontas dos dedos ardendo. Ao cair, a parte de cima encostou bem nas minhas pernas, na frente das coxas, um pouco acima dos joelhos. Sim, das duas pernas. Lá ficaram as queimaduras de segundo grau. Meio palmo cada uma. Duas marcas feias que agora tô torcendo para não se tornarem cicatrizes. Mas algum tipo de marca deixará, sem dúvida.

Olha, eu chorei. Com vontade. Não lembro quando foi a última vez que chorei de não conseguir parar, de não controlar as lágrimas, quase que no piloto automático. Chorei no chuveiro enquanto jogava água fria nas queimaduras. Chorei quando percebi que estavam maiores do que pareciam e começavam a formar bolhas. Chorei quando tive que passar a pomada. Chorei sentada no sofá, pensado por que raios não coloquei o avental. Passei a tarde chorando. No fim, aproveitando que já me via sensível mesmo, chorei copiosamente por outras marcas que a vida deixou.

Ter pena de si mesmo é um saco. Todo mundo sente isso de vez em quando. Só não pode ser sempre, virar hábito. Mas, de repente, a dor grande que eu experimentava na pele queimada e pela qual eu poderia fazer pouca coisa a não ser cuidar e esperar, me lembrou das vezes que a dor foi no coração. E também não havia muito o que fazer, a não ser cuidar e esperar. Passa. Existe o perdão – ou a indiferença. Talvez o ir embora depois de tudo tentar. Mas as marcas que pessoas e situações deixam na nossa memória, são como as cicatrizes: clareiam, não ficam tão aparentes depois de um tempo, mas estão “guardadas”.

Ensinam? Muito. É pra remoer? Não. Situações parecidas são faísca para doer novamente? E como! Dá pra viver sem esse medo? Não sei… Os bem resolvidos, os desencanados e afins diriam pra relaxar, deixar pra lá. É o que se deve fazer. Não é fácil. É um aprendizado. Aprendizado esse que vale a pena a gente compreender pra não transformar sofrimento em eterna desculpa, em fuga, em explicação rasa para os nossos erros recorrentes com aqueles que amamos e que nos amam. Tem gente que se auto-desculpa demais achando que o universo lhe deve compreensão por tudo o que já passou. “Os outros que lidem com meu barulho!”, pensam, cheios de si. Não é por aí, não… Tá arriscado(a) a deixar marcas ruins em pessoas que lhe querem bem, e a se ver marcado(a) pelas consequências.

A sorte é que as marcas boas também existem. As felizes. As que quando relembradas formam aquele sereno sorriso no rosto. Que fazem a gente se sentir abraçado. Todos nós, sem exceção, temos as marcas bonitas. As que nos orgulham, as que nos alegram, as que nos aconchegam, as que nos mostram o que é ser amado e pelo que vale a pena se dedicar. Talvez o segredo para que as cicatrizes que cortaram fundo se tornem bem clarinhas, quase imperceptíveis, seja multiplicar as marcas boas. Então, que para cada sofrimento a gente trate de correr atrás de duas, três ou mais situações que nos deixe feliz. O saldo será sempre positivo. Você terá sempre muito mais marcas boas para sentir e para deixar.

Crédito da imagem: Casal Sem Vergonha

Uma lista realista

12373173_955291017876923_1386229198253346502_n

E aqui estamos nós, já pra lá do meio do primeiro mês de 2016. Às vezes, ainda parece um 2015 parte 2. Mas as mudanças, as transformações necessárias, as decisões já se avistam. Firmes em alguns casos. Bonitas em outros. Merecidas. Vamos em frente!

Para ajudar a alcançar aquilo que a gente deseja, confio profundamente no poder disciplinador de uma boa lista de planos. Ano passado acabei não preparando uma e andei meio perdida vez por outra.

Acredito que expressar nossas intenções e desejos no papel (ou na tela do computador, do tablet, do smartphone) permite pensar com mais clareza o que ficou pelo meio do caminho, o que deve ser retomado, o que não se quer mais viver e o que se espera de novo.

Há, porém, uma armadilha comum na nossa listinha de desejos: planejar muitas coisas que não dependem só de nós, mas de outros envolvidos. Sim. Há sonhos que se sonham juntos. Mas são os mais fáceis de apresentarem descompassos pelos mais diferentes motivos: tempo, dinheiro, preparo emocional, disposição física, momentos de carreira distintos, valores, etc.

Não estou querendo jogar balde de água fria nas alegrias de ninguém, não! Todo mundo pode continuar fazendo seus planos a dois, entre amigos, com familiares. Claro que sim! Também não estou dizendo pra sair por aí sendo egoísta e pensar apenas nas próprias vontades, sem medir as consequências, machucando quem se ama ou afundando no orgulho quando precisa de ajuda.

O que eu proponho é uma lista realista de metas para 2016. É focar naquilo que depende das suas capacidades. Que se virar sucesso a vitória é sua. Se for fracasso a culpa também lhe pertence. É assumir responsabilidades, lapidar talentos, enxergar com humildade os erros, buscar acertar, construir felicidade concreta, palpável.

Pesado? Maior responsa? Sem dúvida. Mas é também o melhor meio de reforçar sua autoestima e te ensinar, nem que seja na marra, que as alegrias e conquistas que você tanto quer são muito mais resultados de seus movimentos do que dos demais. Garra e escolhas. Determinação (melhor se vier com doçura).

Coragem. Faça sua lista. Eu estou fazendo a minha. Ninguém disse que seria fácil. É importante. E pode ser libertador.

Crédito da imagem: blog Casal Sem Vergonha

Muros ou pontes?

12002851_911930998879592_3566450562487383392_n

O que você constrói nos seus relacionamentos? Muros ou pontes? Li essa indagação esses dias na página da escritora e astróloga Isabel Mueller. Fiquei pensando como, de fato, certos comportamentos e atitudes das pessoas podem ou levantar muros altos demais, que os afastam dos outros, ou serem o cimento de um caminho aberto, bonito, especial; uma conexão entre dois lados, uma ponte que une, traz ao encontro.

Me senti feliz ao perceber que construí, ao longo da vida, pontes sólidas com gente querida e importante. Daquelas pontes que nem o pior dos terremotos é capaz de por a baixo. Também percebi com tristeza que já me vi obrigada a erguer muros intransponíveis quando decepcionada, machucada, enganada. Nesse caso, mecanismo de defesa. Às vezes, a gente não quer cimentar um único tijolinho nesse muro. Mas uma hora não adianta mais querer colocar ponte onde o muro já se tornou fortaleza.

Muros, claro, podem ser derrubados (e relações erguidas novamente), assim como pontes podem ruir (e relações chegarem ao fim como pó de demolição). Mas dos escombros de um muro, quem sabe, não se ergue ainda uma ponte? Pra saber, cada um tem que olhar profundamente para o próprio coração, para seus desejos sinceros e valores os mais puros, e compreender se as pedras caídas ali servem apenas para serem lançadas longe ou se são o primeiro pedaço de um novo trecho.

Seja qual for a conclusão, que os construtores de muros se dêem conta da infelicidade e solidão que criam ao redor de si mesmos. E que os construtores de pontes não se abalem e desanimem quando perceberem que um projeto foi mal planejado e executado. Sintam seus insights, comecem os rabiscos. Mãos à obra. ❤ 🙂 ❤

Crédito da imagem: blog Casal Sem Vergonha