Tempinho precioso

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Quantas vezes você não para por dia pensando: “Preciso arrumar um tempinho para…”. As reticências podem ser preenchidas por uma infinidade de quereres. O problema é quando ficam só na ideia, no desejo, e a gente não coloca em prática. E como é bom arrumar aquele tempinho precioso pra fazer coisas especiais, falar com gente querida…

É verdade que fim de ano começa aquela correria para adiantar serviço, organizar festas, comprar presentes, ir a eventos da escola dos filhos ou da firma… Mas não esquece do tempinho, não… Vença o cansaço! Reserva uma hora pra ligar pra amiga que tá precisando de ajuda, pra escrever uma mensagem para o amigo que começou no novo emprego, pra mandar flores pra alguém importante, ou deixar um recadinho de voz gracinha no whatsapp desejando bom dia…

Quem sabe até marcar aquele café no fim da tarde. Ou caminhar com o pai e a mãe no calçadão da praia ou olhando vitrine no shopping. E quando não dá pra encontrar um querido por vez, organiza uma pizza, chama todo mundo, separa aquele mesão no restaurante. As conversas ficam meio cruzadas, não dá pra contar tudo o que precisa, mas pelo menos dá pra dar um abraço apertado em cada um. E sempre tenha uma tarde de sábado ou domingo inteiramente livres para brincar com as crianças da sua família.

No fim, o tal tempinho, que às vezes a gente considera bobagem, é a diferença que faltava pra deixar nossa vida mais repleta, aconchegante… Mais feliz… É riqueza grande… 🙂

Crédito da imagem: Creative Commons

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Menos internet. Mais tédio essencial e ações calorosas

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Há cerca de um ano e meio, tive que fazer uns ajustes financeiros na vida. Disposta a passar alguns meses sem trabalhar, convivendo mais com família, amigos, viajando e cuidando da saúde, precisava também dar aquela economizada. Ver o dinheiro render, pelo menos no período que estipulei pra repensar a rotina e os planos até ali, era o objetivo. Logo, eu teria que cortar despesas.

A primeira delas foi a conta do celular. Negociei um plano sem internet com a operadora. Saiu mais barato na época. Quando contava que não usaria o smartphone pra ficar conectada 24 horas, a maioria das pessoas me olhava com cara de espanto. Ainda olham. Porque continuo sem usar (apesar de já existirem pacotes que incluem a internet quase do mesmo preço que pago atualmente).

Minha decisão inicial foi baseada em grana. Minha opção de tornar a mudança algo permanente é baseada em tempo. Mais especificamente tempo para o tédio. Tempo para observar. Consequentemente, tempo para pensar e repensar. Tempo para a espera. E para entender a necessidade da espera.

Quando deixei de lado esse, que é apenas um dos gadgets que me mantinha conectada, a sensação era de voltar a enxergar melhor os dias. Afinal, sem a cara enfiada naquela telinha no trajeto do ônibus, no metrô, na fila de algum lugar ou em qualquer momento que me sentisse entediada, olhei o que estava ao redor. Como há muito tempo, afogada num cotidiano frenético, eu não percebia.

É verdade que sempre tive comigo livro, revista, alguma coisa pra ler enquanto espero, por exemplo. E isso hoje pode ser feito no celular ou no tablet. Mas, uma vez conectado, quem resiste a dar aquela espiada no que tá rolando na rede social e nos e-mails? A concentração fica prejudicada. As atividades são “picadas” e fica tudo meio embolado.

Vai ver é um problema meu. Pode ser. Mas não estou só na minha sensação. Muita gente interessante e estudiosos em geral vêm ressaltando que desconectar parte do dia ajuda, por exemplo, a criatividade. Outra vantagem é o autoconhecimento. Saber ficar a sós com os próprios pensamentos ajuda a avaliar ações, reações, desejos, planos. Até a tomar decisões. As pessoas que conheço que não reservam um tempo pra esse exercício são as que sempre me parecem viver aos tropeços em si mesmas. Vão carregadas pela vida, sem saber direito o que estão fazendo ou que rumo seguir. Eu acho ruim…

Se não bastasse o benefício da criatividade e do autoconhecimento, ficar um pouco longe da velocidade e da constância virtual torna, ainda, as relações mais agradáveis. Quer ver coisa deselegante? Olhar toda hora o raio do celular quando na companhia de outras pessoas, num bate-papo, numa conversa a dois. Quando alguém precisa ser ouvido. É uma das pragas do mundo moderno. Por fim, uma situação que vem me incomodando: gente que tá com a cara lá na telinha do smartphone e te tromba na rua. Céus…

Às vezes, me questiono se minha opção é a ideal ao considerar o lado profissional. Mas, sinceramente, não sofri nenhum prejuízo até agora por não ter checando um e-mail de trampo às 22h de uma sexta-feira. No dia a dia, trabalho boa parte do tempo no computador e online. São horas suficientes pra resolver o que precisa. Entendo que não é assim pra parte das pessoas e que de fato elas necessitam de urgência nas tarefas. Mas vejo muito exagero. E um imediatismo que esconde um medo irracional (talvez incosciente) de não querer ficar pra trás. De ser o primeiro a curtir, compartilhar, saber, responder, marcar presença e território.

Ninguém tem que desistir da tecnologia, não. Pelo contrário. Maneirar, sem dúvida. O tédio de não fazer nada (nada mesmo) por uns bons minutos, só pensando na vida, ou a troca do virtual por ações calorosas (telefonar, conversar com foco em quem está na sua presença), desconfio, são algumas das coisas que nos têm faltado em dias de crescente insensibilidade e insegurança. Uma sociedade incapaz de olhar em volta, tão egocêntrica e desatenta (porque excesso de informação não significa desenvolvimento de perspicácia) também se torna pobre demais em reflexões e relações positivas.

Crédito da imagem: CSV

O tempo não para. Mas a gente parte

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Há algum tempo eu venho repetindo pra mim mesma que somos finitos e que não vale a pena esperar pra dizer o que a gente sente, fazer o que se tem vontade, agradecer e dizer a alguém o quanto essa pessoa nos inspirou, inspira, é importante na nossa história… Enfim, não esperar pra fazer do amor o nosso melhor hábito. E mesmo com essa certeza no meu coração, acabei de receber uma notícia muito triste… Percebendo que, infelizmente, esqueci de agradecer a uma pessoa muito importante na minha vida.

A professora Terezinha Ayub, que foi minha professora de sociologia na faculdade de jornalismo da Unisantos, faleceu essa manhã. A aula dela foi das melhores que tive. Aproveitei longas conversas com Terezinha após as aulas, quando aprendia ainda mais… Eu ainda nem desconfiava o quanto sociologia seria fundamental nos meus dias de hoje, o quanto faria sentido pra mim… Mas ali, ouvindo em sala Terezinha apresentar Marx, Weber, Durkheim, percebia, sentia, que algo maior era “gestado” de certa maneira pro meu futuro.

Desde que entrei no mestrado em Ciências Sociais, com foco em sociologia, há mais de dois anos, repetia sempre pra mim: “Preciso uma hora encontrar a professora e dizer a ela que tô no mestrado de sociais, agradecer a inspiração…” Fui deixando. E agora não dá mais tempo… E lamento tanto não só porque foi graças a ela que me interessei por sociologia. Mas também porque foram os bons professores, Terezinha aí incluída, que passaram pelo meu caminho que me despertaram o desejo de um dia ser como eles e enfrentar todas as adversidades pra tentar preparar para o mundo quem vem chegando…

Deixo a ela meus melhores pensamentos… À família, os meus mais sinceros sentimentos. Espero, professora, onde a senhora estiver, que ouça/sinta o meu “muito obrigada”. E pra nós, que ainda estamos aqui (por tempo determinado), que a gente não esqueça de dizer, declarar, demonstrar amor, afeto, amizade, respeito, gratidão. O tempo não para. Mas a gente parte…

Crédito da imagem: Photograph

Arthur, Suellen, Tito: os pequenos que me ajudaram a compreender o tempo

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Foi amor à primeira vista. Quando olhei para Arthur, então com seis meses, no colo de sua mamãe, minha amiga, ele logo abriu aquele sorriso gostoso que só os bebês têm. O que derrete e ganha seu coração instantaneamente. Abracei meu amiguinho com a certeza de que seremos parte da vida um do outro sempre. Nosso encontro foi no Rio de Janeiro.

Passar os dedos pelos cachinhos macios de Suellen foi uma alegria de enorme significado. Aos cinco meses, ela era o impulso que faltava para, finalmente, eu reencontrar sua mãe, minha amiga da época de faculdade. Quantos anos separadas por quilômetros de estrada… Os olhinhos brilhantes e felizes, logo notei, eram herança materna. Nosso encontro foi em Itararé, interior de São Paulo.

Tito veio correndo pelas escadas da entrada do hotel, falando sem parar – conforme seu pai, meu amigo, já havia me alertado. Elétrico, engraçado, conversador, uma figurinha única. Cabelos escuros, cheios, bonitos, brilhantes. Bochechudinho. Misturava um pouquinho o português com o espanhol. Já tem seis anos. E pensar que fui monitora do pai dele quando ainda éramos aprendizes de jornalistas… Nosso encontro foi em Santiago, Chile.

Ver os filhos dos amigos nascerem, acompanhar o crescimento (mesmo que virtualmente) e se dar conta de que, daqui a pouco (mas bem pouco mesmo), é no baile de formatura deles que a gente estará brindando mais uma etapa, vem me ajudando a compreender o tempo. Tanto o tempo bem utilizado como o tempo que perdemos, literalmente, com o que menos importa: disputas, mesquinharias, temores, crises de ansiedade, rancores, as tentativas de ter a última palavra, de alcançar o sucesso custe o que custar, entre tantas outras ações que no fim de tudo, no fim do dia, no fim da vida, terão somado praticamente nada. Ou nada realmente.

Fui feliz ao conhecer de perto, abraçar e beijar os pequenos. Mas fiquei um pouco melancólica ao perceber o quanto vamos sempre achando que “amanhã dá tempo”. E não dá. A gente tem essa mania besta de deixar pra depois o estar perto de quem amamos, o enviar aquele e-mail longo contando de um tudo ou dar um telefonema de horas só pra matar a saudade mesmo. Claro, as pessoas seguem seus caminhos. Vão morar em outras cidades, países. Mas com tanta tecnologia à serviço da aproximação entre as pessoas, como é que deixamos pra lá?

Nossa desculpa é sempre o cotidiano estressante. Eu sei como você se sente. Pude ficar horas e até dias na companhia de Arthur, Suellen, Tito e seus pais porque me permiti um sabático – aquele momento de parada pra repensar os rumos até ali (considerado loucura por muitos, mas que garanto ser um dos melhores presentes que você pode se dar). Se tem uma coisa, porém, que aprendi no período do meu sabático é que algumas das atitudes que tive, decisões que tomei, são perfeitamente encaixáveis no dia a dia. Ninguém precisa esperar pra amar mais, sorrir mais, abraçar mais. Pra parar dez minutos diariamente e entrar em contato com os que são queridos. Ou tirar algumas horas da semana pra eles.

Só não temos tempo quando somos desorganizados. É verdade que algumas épocas são mais puxadas do que outras. Mas, na maioria das vezes, estamos apenas perdendo minutos preciosos com desgastes desnecessários e com o que não merece de fato nossa energia. Arthur, Suellen e Tito me fizeram compreender que o tempo corre a passos largos. E pra termos o seu melhor é preciso desapego dos valores superficiais e apego ao realmente fundamental. Como uma vez disse o escritor português José Saramago: “Não tenha pressa. Mas não perca tempo”.

Crédito da imagem: Suzane G. Frutuoso (Paris/França)

Fim do sabático – que permanece como estado de espírito

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Lá se vão oito meses… Meses em que resolvi mudar minha vida por completo. O destino, é verdade, deu um empurranzão. Mas eu poderia ter me desesperado diante da tristeza de ver acabar um lugar e de deixar de trabalhar com o que eu tinha certeza que sabia fazer, que fiz nos últimos doze anos… Aquilo em que me aperfeiçoei. Tive, no entanto, a clareza e a serenidade de perceber que era hora de esperar. Esperar pra ver o que um cotidiano menos intenso e mais livre poderia me dar. Ganhei, então, minha saúde de volta, mais tempo com a família e os amigos, viagens, lugares novos, mergulho nos estudos, reavaliação de sentimentos, reencontros especiais, laços ainda mais atados.

Lá se vão oito meses… E, a partir de hoje, dou por encerrado meu período sabático. Depois de comemorar ontem com amigos tão queridos meu aniversário. O início do meu novo ano. Do meu novo ciclo. Agradecendo fortemente pelo ciclo que se fecha. Foi nele que me reaproximei do meu irmão. Reaprendemos a falar com mais amor, com menos impaciência um com o outro. Foi nele que conheci a Itália (sozinha) e o Chile (com minha mãe). Também voltei a Espanha. Viajei quilômetros e mais quilômetros para abraçar amigos que foram viver longe. Voltei a fazer yoga. Perdi quatro quilos que apareceram no começo de tudo.

Aprendi a respirar com calma. Aprendi a comer devagar. Me apaixonei ainda mais pela tarefa de ser uma mestranda. Vi meu sobrinho crescendo – e agora terá até aulas de filosofia!! Comi muito, como sempre – e isso me deixou feliz! Mas é verdade que me alimento de um jeito mais saudável. Lutei contra minha insônia, e ainda não a venci. Talvez, ela seja mesmo parte de mim, da minha criatividade. Tive revisitas ao meu passado. Amigos voltaram depois de anos e anos. E parece ser justamente desse passado que vem a lição de aprender a lidar novamente com alguns sentimentos… Ainda não consigo ser exatamente diplomática. Ouço muito mais música. Danço em casa a hora que me dá vontade. Assumi ser escritora – ainda sem livros, mas tudo a seu tempo.

Lá se vão oito meses… E no primeiro dia do meu sabático, quando decidi que eu precisava dar um tempo da vida vivida até ali, com a cara enfiada no travesseiro, chorei muito ao ouvir a música “Hero”, da banda Nickelback. Não foi uma escolha consciente. Alguém postou no Face e meio automaticamente cliquei para ouvir. Uma parte da letra diz: “And they say that a hero could save us/ I’m not gonna stand here and wait/ I’ll hold on to the wings of the eagles/ Watch as we all fly away”. Algo como “E eles dizem que um herói poderá nos salvar/ Não vou ficar aqui esperando/ Me agarrarei às asas da águia/ Vendo enquanto voamos para longe.”

Minha opção… Mais ainda ao descobrir que meu irmão precisaria passar por um tratamento de saúde. Resolvi não esperar heróis, soluções. Me “agarrei” a tudo aquilo que pode me levar pra longe do que eu não queria mais e do que poderia ser melhor pra mim e meus queridos. Me dei meu sabático. Por mim. Pelos meus. Ouvi a música novamente ontem. E muitas outras vezes nos últimos meses.

Lá se vão oito meses… Outro dia uma amiga perguntou: “E então? Encontrou as respostas que você queria?” Eu não tinha parado pra pensar nisso ainda… Sim, encontrei muitas respostas. Mas me fiz novas perguntas. E nem sempre as respostas chegam… Mas acredito que ruim seria deixar de questionar. Isso, eu aperfeiçoei. Certeza. Junto com a clarividência de que um período sabático, mesmo quando chega ao fim, pode permanecer no meu cotidiano, no meu estado de espírito. A sensação que um sabático dá, eu entendi, tem mais a ver com uma mudança interna para todos os outros dias que se seguirão daqui em diante. Dar valor maior ao que tem o valor maior. Não esperar pra ir atrás do que pode me fazer feliz. Aprender a viver com menos pra escolher melhor o que realmente fala alto no meu coração.

Lá se vão oito meses… Tô pronta. E em paz com quem eu me transformei.

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Crédito da imagem: Gilberto Amendola – essa foi a primeira foto que usei aqui no blog, no primeiro post. Simbolizava uma fase que se iniciava. Simboliza agora outra fase que se fecha e mais uma que começa.

A letra de “Hero”, Nickelback: http://www.youtube.com/watch?v=q1CPrRSyyv0

Abra espaço no armário – e na vida

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Nunca consigo fazer isso em dezembro. Com tantas festas e encontros de final de ano, acabo deixando as coisas meio fora de ordem em casa (acumulando com a baguncinha que já se fazia presente com a correria diária). Então, é em janeiro, logo em seus primeiros dias, o momento escolhido para olhar o armário e separar o que não uso mais pra doar. É quando tomo vergonha na cara e resolvo arrumar as gavetas de um jeito que nada fique embolado. Que respiro fundo ao encarar a estante de livros, seleciono alguns para serem doados e outros ganham a limpeza devida (e não só aquela espanada semanal rápida com um pano). Papeis também são picotados. E são tantos que as mãos chegam a doer com o movimento de rasgá-los. Joga caixa velha fora. Joga maquiagem velha fora. Vidrinho disso, pote daquilo. Xô, vão embora!

Dá um trabalhão. É cansativo. O resultado, porém, me dá um orgulhinho. “Muito bem, Suzane! Palmas pra você! Clap, clap, clap! Tudo quase no lugar!”, diz o meu inconsciente, animado. E ele me manda um “quase” porque é assim mesmo que gosto que as coisas em casa fiquem. No geral, meu kinder apê (lembra que já contei pra vocês que ele é pequeno?) não é aquela bagunça de não encontrar nada, de ter coisas espalhadas. Mas acredito que um lar com vida, onde as pessoas se sentem bem, precisa de detalhes fora do prumo, não pode exalar a perfeição. Pode ser coisa minha. Mas me parece que quando tá tudo muito correto demais falta vida ali. Deve ser até por isso que sempre acho que casa com criança é um lugar mais bonito, com brinquedos pelo chão e tal…

O lado bom de ter bastante coisa organizada é que você não perde tempo no dia a dia. Sabendo onde está o que você precisa, na hora que precisa, preciosos minutos do seu cotidiano são economizados – a serem investidos em momentos mais interessantes do que aquele em que você xinga a si mesmo dizendo “mas onde diabos foi parar a chave do carro?”, “cadê aquela camisa branca com detalhe no punho?”, “não sei do caderno com o conteúdo que preciso estudar pra prova!”. E aí, não adianta culpar o Saci. Dizer que foi ele quem sumiu com suas coisas ou que elas somem sozinhas. Seres inanimados não andam e você sabe disso.

Além de esticar seu tempo, a organização de coisas materiais pode também resultar na sensação de que a vida está se “encaixando”. Que agora você parte do zero pra recomeçar. O efeito emocional é positivo. Arruma uma gavetinha e volta aqui pra me dizer se você não se sente curiosamente bem. A ciência diz que quando cumprimos uma tarefa com sucesso nosso cérebro libera endorfina, hormônio que combate o stress e causa sensação de bem-estar. Olha aí mais um bom motivo pra colocar a mão na massa.

E já que é pra abrir espaço nos armários, podemos aproveitar o clima pra abrir espaço na vida… Deletar e-mail, sms, mensagem de Facebook que perderam a importância – ou precisam perder para o coração estar pronto pra outra. Liberar a alma de mágoas, raivas, tristezas… Limpar tudo! Assim como uma casa, você não precisa estar perfeito (quem o é?). Mas não pode ter no seu caminho empecilhos que atrapalhem os movimentos e não deixem chegar as novidades. Então, vai lá, coloca aquela camiseta surrada, o som alto e se joga num faxinão!

Crédito da imagem: Fucking Good Ideas